<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831</id><updated>2012-01-31T20:22:31.933-02:00</updated><category term='Desafio dos Títulos'/><category term='Desafio dos Neologismos'/><category term='Desafio da Última Linha'/><title type='text'>Ideia Frívola</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Cássia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18377352942230005095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YqjohmVM9X0/SbQMO3oOuqI/AAAAAAAAACs/RRMARAMvJfs/S220/eu.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>115</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-5229071984510813710</id><published>2012-01-27T19:35:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T19:36:06.919-02:00</updated><title type='text'>Noite de réveillon</title><content type='html'>Todos me esperam para a festa. Notarão minha demora, e ficarão cada vez mais preocupados, mas temo não poder avisá-los. Acharão que fui sequestrado, que me perdi pelo caminho, que bati com meu carro, que os troquei, que os esqueci. A última coisa que lhes passará pela cabeça, se chegar a passar antes que estejam bêbados, é que estou preso num elevador. Estou numa espécie de não caminho, nem no começo, nem no fim, muito menos no meio. Estou, sim, entre o décimo primeiro e o décimo segundo andares, isolado entre paredes, dentro de uma caixa de metal.&lt;br /&gt;É inútil gritar e bater. A música alta que vem do andar imediatamente superior impede qualquer um dos vizinhos de me ouvir.  Como são dois os elevadores do edifício em que moro, é certo que ninguém notará a falta daquele em que estou: usarão o disponível se necessário. Não quero amaldiçoá-los por isso. Deixa, que eles têm direito à festa – mesmo que eu também tenha direito ao grito.&lt;br /&gt;Meu celular, negligentemente sem bateria. deus, às vezes, parece pôr-me em situações ridículas. Eis-me, portanto, aqui: incomunicável e preso. Penso que até os encarcerados das prisões gozam de mais comunicabilidade do que eu. Rio, mesmo sem achar muita graça do meu pensamento, menos ainda do meu estado.&lt;br /&gt;Sento-me no chão, já sem muitas esperanças. Alguém me disse, uma vez, que o fim do ano é um momento propício de reflexão, de autoconsciência e de conversa interior. Esse alguém, suponho, nunca percebeu os efeitos benéficos de uma prisão como a que estou. Em companhia das paredes de metal e da porta aberta, que leva a uma quarta parede, de pedra, não posso senão imaginar e conversar comigo mesmo. Sei que as paredes têm ouvidos, mas prefiro dirigir-me a mim, ao menos por enquanto.&lt;br /&gt;Saí atrasado para a festa para que fui convidado. Eram onze e meia, mas tinha a consciência de que o trânsito estaria limpo e, portanto, não demoraria a chegar. Ficar preso num elevador, na noite de réveillon, definitivamente não fazia parte dos planos. Há perigos que passam tão rápido por nós, que ignoramos sua existência. Achamos que, na iminência da morte, haverá um sinal divino, as trombetas dos sete anjos tocarão, e saberemos o momento exato do fim, de modo que, poderosos e sóis, poderemos escapar dela.&lt;br /&gt;Não houve trombetas para mim: apenas uma música de gosto um tanto quanto vulgar, e um elevador que, de inofensivo, tornou-se meu túmulo.&lt;br /&gt;Sei que pareço dramático. Não acredito que vá, de fato, morrer. O fim do ano é que me deixa um pouco sensível. Penso que o clima de mil-abraços do Natal e do Réveillon seja a causa disso. É como uma festa sem música, em que todos procuram parecer mais ou menos iguais. Embarco no fingimento.&lt;br /&gt;Sei que não chegarei a tempo para a festa dos meus. Sentirei falta de seus abraços na passagem do ano. Não darei o primeiro beijo, não dançarei a primeira música. Menos ainda darei o primeiro grito, aquele grito libertador que expurga do corpo todos os doze meses de peso.&lt;br /&gt;Mas ao meu salvador, sim, a ele serei muito grato. Sempre tive algo com a gratidão, essa espécie de humildade. Tendo-o em mente, tenho vontade do grito, como se, por imaginá-lo, ele estivesse nesse preciso momento com os ouvidos colados à porta do elevador social.&lt;br /&gt;Alguém da festa abaixa o som, talvez esse meu redentor. Levanto-me de imediato, gritando e batendo nas paredes. Uma voz berra. Faltam cinco minutos!&lt;br /&gt;A música, contudo, não retorna às alturas. Espero que tenham me ouvido. Continuo batendo e gritando.&lt;br /&gt;Gritam-me de volta. Enfim, a chance de sair desse claustro! Mais vozes se juntam: estão curiosos pela minha má sorte, não tenho dúvidas. Gritam, agora, que vão buscar ajuda, e me tranquilizo. Estou feliz. Sento mais uma vez no chão, agora certo de que a liberdade não demora.&lt;br /&gt;Nenhum dos meus salvadores sabe quem eu sou. Tampouco eu sei quem eles são. Decido a começar as resoluções para o ano que se abre. A primeira delas é evidente: conhecer os vizinhos, talvez manter com eles uma relação para além do bom dia, tarde, noite. &lt;br /&gt;Meio alheios a mim, os vizinhos da festa se animam entre eles, mais uma vez: falta um minuto para começarmos um novo ano. Minha nova dúvida: será um ano de prisão ou de liberdade? Conseguirei sair dali em menos de um minuto?&lt;br /&gt;Ouço um estalo. Temo serem fogos de artifício, mas senti-o por quase todo meu corpo. A menos que os tenham soltado dentro do poço, estou certo de que o barulho não foi pirotécnico. Novo estalo, seguido de uma agitação. O elevador estremece, e junto com ele as pessoas. Seus gritos, contudo, são de felicidade. Não ouviram os ruídos, ignoram meu perigo.&lt;br /&gt;Começam a contagem. Já não tenho mais esperanças de começar o ano do lado de fora. Ao menos terei uma história para contar, penso, quando chegar junto aos meus. Vou abraçá-los três vezes mais forte, como se para compensar o erro de não ter-lhes visto nesse momento tão simbólico.&lt;br /&gt;Dez. Novo estalo. Nove. Outro estalo. Oito. Levanto-me em agonia. Uma forte agitação.&lt;br /&gt;O elevador despenca. Meu grito se mistura aos dos vizinhos, que já parecem não se incomodar com minha situação. Meu grito, sim, que será o primeiro do ano, mas também o último, e também nenhum. Uma árvore não faz barulho caindo numa floresta de gritos?&lt;br /&gt;Eu, que ficara preso não apenas entre dois andares, mas na transição entre dois anos, entre duas festas, entre céu e Inferno. O elevador vai cada vez mais rápido em direção a este. Três, dois, um.&lt;br /&gt;Morre o ano. Passo eu. Feliz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-5229071984510813710?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/5229071984510813710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=5229071984510813710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5229071984510813710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5229071984510813710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2012/01/noite-de-reveillon.html' title='Noite de réveillon'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8525163574865840514</id><published>2012-01-05T14:34:00.001-02:00</published><updated>2012-01-05T14:35:51.469-02:00</updated><title type='text'>O noitifalante</title><content type='html'>A coisa começa assim: com uma palavrinha só. De repente, minha filha, ele desata a discursar de presidente. Comigo foi assim mesmo, você precisa é de ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente sempre dormiu agarradinho, mesmo depois de tanto tempo de casados. Eu me pegava até dando a mão para ele no meio da noite, que era para ver se ele não saia flutuando, sabe? Até o dia em que eu, sem querer, acordei. E ouvi, menina: ouvi ele dizendo pra alguém, sozinho, que me amava. Eu me derreti. Ele ainda me amava! Olha, que encontrar homem que te ame até dormindo não é artigo que se veja! Ele tava sonhando comigo, só podia era de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite seguinte, a mesma coisa. Engraçado que era na mesma hora. Eu nem parei para reparar, não, é que olhei assim, e reparei. Três horas, e ele disse de novo que me amava. Eu rederreti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo viciou, menina.  Eu despertava todo dia só pra ouvir a rádio meu amor dizer o que dizia.  A música era a mesma, mas eu é que não era. Cada dia era tão mais bonito de ouvir aquilo vindo daquele corpo sonolento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim a gente foi se indo, ele me amando em palavras de noite, eu derretida o resto do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fazia questão de nem contar pra ele. Ficava quietinha. E se ele se policiasse? Imagina, que eu ia destruir a minha alegria noturna de cada dia? Me bastava ouvir. &lt;br /&gt;Se existe voyeur, pra vista, depois eu procuro a palavra que serve pro ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nem estranhava a minha alegria. Às vezes, menina, me dava uma coisa com isso. Eu danava a achar que ele sabia, que ele fazia só pra resgatar o nosso amor. Mas se mentia, mentia tão bem que eu acreditava – e eu queria acreditar, então casamos, e eu esquecia aquela coisa que me dava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes o amor crescia. Ele dizia que me amava, e muito. Dizia que me amava, e pra sempre. Dizia que me amava, e muito e pra sempre. Teve um dia, menina, que ele recitou até poesia pra mim, mas eu nem entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele passou a mudar de assunto, e a falar cada vez mais. E eu fui murchando de pouquinho em pouquinho. Eu acordava era na esperança de ele dizer A, ele vinha e dizia Bê e Cê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quis gritar com ele, mas não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que meu bico ficava do tamanho da lua, mas fui mais esperta. Era melhor ficar calada, que, naquela inconsciência toda, ele podia soltar uma, e eu pegava. Se ele estivesse me traindo, com certeza ia se trair também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, ele nem aí, menina.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa toda continuou. Sete noites seguidas, ele falando de tudo, menos do amor que antes me tinha. E se ele já não gostasse mais de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia ele quis me largar. Eu já sabia, eu já previa, já preouvia. Perguntei se ele tinha uma amante, já quase adiantando aquilo que eu queria ouvir. Ele ficou foi uma arara, me chamou de todos os nomes. Disse que acreditava em muita coisa, só não no meu cinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encuquei, menina. Resolvi perguntar, agora já sem adiantar o que viria, o que tinha acontecido. Virei cínica mais cinco vezes antes de saber: quem tinha um amante era eu. Fiquei injuriada! Como uma coisa dessas? Eu que sempre fui tão franca. Eu, que só escondia dele o que ele mesmo fazia e nem lhe causava mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele saiu, eu aflita. Voltou com um gravador na mão. Botou pra tocar: no que eu ouço eu mesma falando o que ele me revelou há pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí eu entendi, menina, entendi que eu também falei dormindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8525163574865840514?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8525163574865840514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8525163574865840514&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8525163574865840514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8525163574865840514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2012/01/o-noitifalante.html' title='O noitifalante'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-7965885171969550438</id><published>2011-07-25T21:56:00.000-03:00</published><updated>2011-07-25T21:57:01.956-03:00</updated><title type='text'>Em seu lugar</title><content type='html'>Mortos os pais da casa hereditária&lt;br /&gt;Nele surgiram ganas de descarte&lt;br /&gt;E arrumação. Começa por um quarto&lt;br /&gt;Que por raro ter sido destrancado&lt;br /&gt;Ainda era bem iluminado,&lt;br /&gt;Fora alguns cantos. Ao centro do quarto,&lt;br /&gt;Gavetas que contêm cartas de amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lê rapidamente, e então as rasga,&lt;br /&gt;E as joga pelo chão, exceto uma&lt;br /&gt;Com um poema que ele não entende.&lt;br /&gt;Esta ele põe de volta na gaveta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um relógio de pêndulo atrapalha&lt;br /&gt;A passagem, e é posto à parede,&lt;br /&gt;E já não tique taca a mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das caixas que há pelo aposento&lt;br /&gt;Escreveram “não abra”. Ele obedece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há papéis pelo chão, e há insetos.&lt;br /&gt;Documentos, baratas, comprovantes,&lt;br /&gt;Certidões e formigas: vão ao lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre um baú, e nele não há nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um velho álbum de fotos empoeirado&lt;br /&gt;E amarelo de tempo causa espirros&lt;br /&gt;E cai dele, do homem, uma lágrima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao fim desse trabalho que, decerto,&lt;br /&gt;Dura mais do que contam estes versos,&lt;br /&gt;Façamos o balanço do que ganha:&lt;br /&gt;Sai um pouco mais leve pelo espaço&lt;br /&gt;E muito mais pesado de lembranças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-7965885171969550438?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/7965885171969550438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=7965885171969550438&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7965885171969550438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7965885171969550438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2011/07/em-seu-lugar.html' title='Em seu lugar'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-206720255994099862</id><published>2011-02-15T00:49:00.003-02:00</published><updated>2011-02-15T00:53:48.451-02:00</updated><title type='text'>Bichinho</title><content type='html'>Pousou um bichinho desgraçado no meio da minha testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro impulso é o de esmagá-lo com toda a rapidez e fúria de alguém cujo sono é interrompido aos primeiros raios da manhã. Logo me recordo de que não existe essa possibilidade: tenho braços, pernas e troncos imobilizados devido a um acidente pouco importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balanço o quanto posso a cabeça – muito pouco, na verdade – e nada: ainda sinto suas patinhas em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ao menos soubesse com que espécie estou lidando! Mas não há espelhos ao alcance da vista, de modo que só me resta confiar em meu tato e minhas notáveis habilidades de reconhecimento biológico com a fronte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, sinto-lhe pequeno, o bichinho, logo tenho a inútil certeza de que não se trata de uma águia, muito menos de um dragão. Sei também que chegou em mim pelo ar: estão, pois, doravante, descartados todos os peixes, os cães e as serpentes. As baratas não estão descartadas (rezo baixinho para que não seja de fato barata. Barata é tristeza).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A enfermeira do quarto dorme discretamente no corredor. Vejo-a pela janela de vidro, de costas e de cabeça pendente. Eu deveria era repreendê-la (as patinhas fazem cócegas devagar – o bicho se move sem sair do lugar), afinal podia não se tratar de um caso de bicho-na-testa: um meteoro, uma labareda. Deveria, sim, gritar, fazê-la sentir-se culpada por cochilar em serviço e despertá-la com um susto. Mas não grito: o grito, deixo-o para quando precisar de verdade. E, aliás, essa coisinha em mim já nem me incomoda – exceto talvez pelo fato de ainda não saber sua origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, depois, é divertido brincar de imaginar-me ornamentado com uma borboletinha azul e roxa. Ou mesmo ter me tornado altar para um louva-a-deus qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altar, não. Sai, louva-a-deus. Tento assoprar na direção do ser, mas sou impedido – traído! – pela minha própria anatomia nasal. Meu melhor resultado é sentir as patitas que me acariciam de leve. Abelha, joaninha ou besouro, até que é um negócio gentil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De esguelha, consigo ver a enfermeira, que acorda. Como para se redimir do erro, entra de pronto no meu quarto sem dizer uma só palavra. Esfregando delicadamente seus olhos, pergunta bondiosamente: precisa de alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondo-lhe: faz favor de tirar isso de mim, que me pinica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela retruca: que isso? Não tem nada aí, isso deve ser ideia da sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a ideia parou de coçar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-206720255994099862?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/206720255994099862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=206720255994099862&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/206720255994099862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/206720255994099862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2011/02/bichinho.html' title='Bichinho'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-4075609406033437418</id><published>2011-01-26T14:39:00.003-02:00</published><updated>2011-01-26T15:28:12.267-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio da Última Linha'/><title type='text'>[Desafio] Doroteia</title><content type='html'>No meigo olhar da loura Doroteia.&lt;br /&gt;Aqui me encontro, preso e refletido&lt;br /&gt;enquanto a beijo. A atitude é feia&lt;br /&gt;- abrir os olhos – mas é divertido&lt;br /&gt;mirá-la assim a fundo, tão de perto.&lt;br /&gt;E ela é linda, porra: não tô certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não interessa mais: só quero o beijo,&lt;br /&gt;E sentir o seu corpo que em mim roça.&lt;br /&gt;Quando paramos, arrisco um gracejo:&lt;br /&gt;“Você tem costas largas pr’uma moça”&lt;br /&gt;Ela se ri, e me diz: “Preocupa não:&lt;br /&gt;eu era campeã de natação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do nome, agora disso eu sei.&lt;br /&gt;Vou lhe explicar como se sucedeu:&lt;br /&gt;Ficamos rápido, nem perguntei&lt;br /&gt;“Qual é teu signo? Que time é o teu?”&lt;br /&gt;Afora o nome, não perguntei nada.&lt;br /&gt;Nem todas são assim: descomplicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, conversamos sobre a vida,&lt;br /&gt;e, no momento, falamos de tudo:&lt;br /&gt;Sexo, carreira, futebol, bebida...&lt;br /&gt;(“Conversamos”, nem tanto: fico mudo,&lt;br /&gt;ela monologando, tão profunda.&lt;br /&gt;Enquanto isso eu espio sua bunda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até presto atenção na ladainha&lt;br /&gt;- eu não ouço com o olho: é c’os ouvidos,&lt;br /&gt;mas não pense que ela é assim bobinha:&lt;br /&gt;também me lança olhares atrevidos.&lt;br /&gt;O olhar é meigo, e embora tão materna,&lt;br /&gt;sei que mira o que eu tenho entre as pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansado de ouvir e olhar, a agarro.&lt;br /&gt;Ela se esquiva, e me agarra mais forte,&lt;br /&gt;se achega e, então, pergunta: “no meu carro?”&lt;br /&gt;(Meu Deus! É hoje o meu dia de sorte!)&lt;br /&gt;E vamos, eu na frente e ela atrás&lt;br /&gt;Mulher igual: não vejo nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estamos nessa esfregação que só,&lt;br /&gt;mas algo aqui não é do meu costume... &lt;br /&gt;Olhando bem... aquilo é um gogó?&lt;br /&gt;E isso aqui embaixo, é um volume?&lt;br /&gt;Agora sei porque igual nunca vi:&lt;br /&gt;Caralho! Doroteia é travesti!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-4075609406033437418?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/4075609406033437418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=4075609406033437418&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/4075609406033437418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/4075609406033437418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2011/01/desafio-doroteia.html' title='[Desafio] Doroteia'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3982920482844153626</id><published>2011-01-24T22:36:00.000-02:00</published><updated>2011-01-24T22:36:11.974-02:00</updated><title type='text'>[Desafio] Cárcere</title><content type='html'>Queria aproveitar tudo, muito, sempre. Mas com ela ao meu lado, não aproveitaria nada, nunca. E ela me prendia. Eu era seu. Objeto único de sua loucura, objeto pleno de sua demência. Eu ainda levo nos pulsos as marcas das algemas de ferro; nos pulsos, levo a humilhação do confinamento, da privação e da escuridão. Eu não tomava sol, nunca, minha pele estava pálida -- não, esverdeada. Ainda lembro das moscas que pousavam em mim durante o dia, e eu fazia o que podia para me debater. A sujeira, Deus, a sujeira. E a comida, se aquilo podia ser chamado de comida.&lt;br /&gt;Levo nos meus olhos doloridos, agora mesmo, enquanto essa lâmpada nua me estupra, as cicatrizes da clausura. Levo nos meus ouvidos, os mesmos que agora são invadidos pelo ruído insuportável dos cliques do gravador de fita cassete, os ecos das trancas, chaves e correntes do calabouço que ela chamava de quarto. Lembro da voz doce dela. Eu ouvi tudo o que ela tinha a dizer; cada palavra, cada soluço, cada perdigoto que aterissava no meu rosto e eu não tinha mãos livres para limpar.&lt;br /&gt;Eu aprendi a não pedir. Eu aprendi a ficar calado. Antigamente, eu rosnava, eu grunhia, eu rugia alto, até ficar vermelho, vomitando fúria e tripas. Ela me olhava calmamente e me dava uma porrada. E depois outra. Um dia ela até levou uma faca. Foi bom para sair da rotina. A expressão no rosto dela não mudava; um meio-sorriso, uma sobrancelha erguida, o cenho suavemente franzido; e as unhas. Enquanto ela sentava na velha cadeira e me observava, ela batia as unhas no encosto de braço, o único tique-taque que ouvi, pois lá embaixo não havia relógios. Nem janelas. Eu não sabia o que era noite e o que era dia. Uma vez eu perguntei que horas eram. Prefiro não falar do que ela fez.&lt;br /&gt;Agora mesmo, enquanto minhas costas são violentadas pela almofada da poltrona, eu sinto o ar parado. Aqui fora, o ar se mexe. Lá embaixo não era como aqui fora; eu só sentia vento na hora de levar porrada na cara, ou em outros lugares. Mas o meu favorito era o ferro de queimar. Ela vinha com ele -- e nesses dias o sorriso era quase inteiro -- e me deixava listrado que nem uma zebra. Nas perguntas que você faz, as palavras que você usa são diferentes. Ela não falava assim comigo. Na verdade, ela nem falava tanto comigo, mas era a única voz que eu ouvia, e mesmo sem poder responder, era o mais próximo que tinha de uma conversa.&lt;br /&gt;Isso ela nunca fez, não me pergunte por quê.&lt;br /&gt;Teve uma vez que ela me deu uma comida diferente. Ela disse o que era, mas eu esqueci. Tinha um gosto bom. Pensando agora, não sei se era bom mas não era o que ela costumava servir. Às vezes, à noite, isso você não pode contar pra ela, eu falava. Eu cochichava dentro da minha cabeça, bem baixinho, pra ela não ouvir. Uma vez ela ouviu, mas não pergunta o que ela fez. Não, não foi isso. Isso ela nunca fez.&lt;br /&gt;Faz uns dez anos. Em que ano estamos? É, dez anos. Eu não tinha espelho. As únicas coisas que eu via eram a parede, o chão, o teto, o meu corpo (mas nunca os meus pulsos ou meus tornozelos) e ela e os nossos brinquedos. Tudo dentro da masmorra. Ela me limpava. Não sei. Não, isso ela nunca fez.&lt;br /&gt;Nunca troquei. Não sei mais que cheiro tem. Só conheço o meu cheiro e o dela. Ela cheirava sempre bem, e eu sempre mal. Mas era assim que sempre foi. Ela se sentia bem do meu lado. Vivia falando isso, que eu fazia bem pra ela. Eu não lembro como aconteceu, acho que ela simplesmente me soltou. Pode ser, mas eu não tinha movimento. Todo eu era frágil, e cambeleava sem sair do lugar, era bem patético.&lt;br /&gt;Não, isso ela nunca faria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3982920482844153626?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3982920482844153626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3982920482844153626&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3982920482844153626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3982920482844153626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2011/01/desafio-carcere.html' title='[Desafio] Cárcere'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-4295961179673825570</id><published>2011-01-11T01:19:00.001-02:00</published><updated>2011-01-11T01:20:32.828-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio da Última Linha'/><title type='text'>[Desafio] Espetáculo da literatura</title><content type='html'>Havia um motivo para contar essa história, mas, temporariamente, fugiu da mente do autor. É, portanto, por isso que o mesmo será obrigado a en...treter o senhor ou a senhora até o momento em que retornará enfim o mencionado motivo, dado que sem ele não haverá a menor possibilidade de dar prosseguimento à apresentação: é da crença do autor que o motivo da criação antecede a criatura, até mesmo no momento de sua apreciação. Sejam pacientes, mas nunca haha passivos.&lt;br /&gt;É preciso, ainda, que o senhor ou a senhora controle as suas ansiedades. O motivo da referida história é de suma importância, entenda, e tão logo ele se nos chegue, desenrolar-se-á diante de seus olhos aflitos um espetáculo da literatura como nunca se viu igual.&lt;br /&gt;Há que se fazer uma observação neste espaço que segue: atente, senhora ou senhor, que o autor faz uso da expressão “como nunca se viu igual”, onde poderia perfeitamente ter omitido o vocábulo “igual”. Com isso, temos que não há obras da mesma magnificência da que logo chega, mas há, sim, algumas criações parecidas, todas de menor importância, note-se.&lt;br /&gt;É possível, no momento, que o leitor ou a leitora não creia no autor, especialmente quanto à qualidade da obra que virá. Trata-se de uma opinião respeitável, uma vez que já se lhe foram embora alguns preciosos segundos de sua corrida vida. Respeitável, porém não menos equivocada, há que se reparar. No entanto, pede-se que a leitora ou o leitor não abandone este humilde texto, no esforço de ser recompensado com a obra-prima da literatura brasileira, quiçá mundial – se queimados dois ou três outros livrinhos.&lt;br /&gt;Se o leitor ou a leitora teve a gentil paciência de acompanhar o texto até a presente linha, devo-lhe meus sinceros parabéns. É uma imensa vergonha ter de estar tão próximo, assim, desvelado e desnudado, com o intuito de oferecer tais explicações. Trata-se de uma gentileza de tamanho tão considerável que o autor se prontifica a premiá-lo(a) com um pequeno brinde, a ser retirado na recepção. Basta que lá se chegue e procure a moça morena de olhos cor-de-mel e cabelos negros como a asa da graúna, e se lhe diga a senha – que aqui convencionaremos por “nevermore”, uma palavra aleatória que me veio à mente – que ela, a moça, já se encontra informada dos procedimentos. Dessa forma, o autor não só recompensa um ato que considera de imensa honraria, mas também ganha para si o controle do número de leitores que pularem este específico parágrafo, rumo ao final da história, ávidos não pelo desenrolar, mas pelo nó já desatado.&lt;br /&gt;O autor ainda não dispõe da devida informação, mas, no entanto, uma ideia vaga do que ela representaria lhe ocorre: sabe-se que a história a ser contada tem certo teor edificante, sem no entanto incorrer no pedantismo de uma história pedagógica, ainda que&lt;br /&gt;Como? Não, por favor, não me faça ter de dizer isto ao leitor ou à leitora. Fará mal para minha imagem! Sim, entendo. Já tentaram de tudo? Pois certo.&lt;br /&gt;O autor acaba de receber um cochicho no ouvido – quase com certa languidez, se me permite o leitor (e não a leitora) informar – da referida moça morena. O motivo nos ligou. Disse que se encontra preso num engarrafamento – fugiu, e agora não pode voltar, veja só – e não poderá chegar a tempo do fim do texto. Ele pede desculpas pelo transtorno, mas não serão maiores do que os pedidos de perdão que eu o/a peço, leitor ou leitora. O autor e toda a equipe pedem sinceras desculpas e o/a garante que seu tempo será devolvido, basta deixar seu endereço na recepção com a moça morena, que lhes serão entregues em casa, juntamente com o regalo mencionado anteriormente.&lt;br /&gt;Mais uma vez, desculpas, e tenha uma ótima vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-4295961179673825570?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/4295961179673825570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=4295961179673825570&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/4295961179673825570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/4295961179673825570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2011/01/desafio-espetaculo-da-literatura.html' title='[Desafio] Espetáculo da literatura'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-6690123885133733831</id><published>2011-01-10T10:46:00.007-02:00</published><updated>2011-01-10T23:45:18.159-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio da Última Linha'/><title type='text'>[Desafio] A Sereia</title><content type='html'>Pescador da barca bela, inda é tempo, foge dela, foge dela, ó pescador!&lt;br /&gt;Pescador da barca bela, se não foges, vais com ela, vais com ela, ó pescador!&lt;br /&gt;Pescador: não vás com ela, lá no fundo canta ela, canta ela, ó pescador!&lt;br /&gt;Pescador: não vás com ela, se lá fores, não regressas, não regressas, pescador!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pescador: estende a vela, puxa a vara, traz a rede, traz a rede, ó pescador!&lt;br /&gt;Pescador da dor singela, deixa o peixe, retrocede, retrocede, ó pescador!&lt;br /&gt;Pescador: vai à pinguela, não a ouças, te arreda, te arreda, ó pescador!&lt;br /&gt;Pescador: te acautela, rema forte, canta alto, canta alto, ó pescador!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pescador da barca bela, o que fazes?, não mergulhes, não mergulhes, pescador!&lt;br /&gt;Pescador da barca bela, não te leves, não me deixes, não me deixes, pescador!&lt;br /&gt;Pescador que se engambela, não te afogues, pega a corda, pega a corda, ó pescador!&lt;br /&gt;Pescador sem sentinela, não te vejo, me deixaste, me deixaste, ó pescador!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-6690123885133733831?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/6690123885133733831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=6690123885133733831&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6690123885133733831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6690123885133733831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2011/01/desafio-sereia.html' title='[Desafio] A Sereia'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-7477983485764344708</id><published>2011-01-09T00:21:00.002-02:00</published><updated>2011-01-09T00:50:08.632-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio da Última Linha'/><title type='text'>[Desafio] Conto de Fodas</title><content type='html'>Ele a levou para o seu reino, onde foram recebidos com muita alegria e  viveram por muito tempo depois disso, felizes e satisfeitos. Ou assim deveria terminar a história. E assim muitos acreditam ter terminado. Mas eu vou lhes contar a verdade. Uma parte da verdade vocês já sabem: príncipe conhece donzela indefesa, salva donzela indefesa, pede donzela indefesa em casamento e a leva num cavalo branco para o reino para, um dia, torná-la rainha. Mas tem toda essa história de felicidade; sabe, eu sou um cínico. Eu não acredito nessa alegria idílica, pássaros fazendo vestidos, abóboras virando carruagens.&lt;br /&gt;Eu escreveria assim: ele a levou para o seu reino, onde foram recebidos com muito desgosto, porque ela era uma plebeia tosca e sem noção, e ele parecia não ver, chamaram-na de parvenue, de nouvelle riche, de alpinista social (alguns diziam que tinha maquiavelicamente fingido o incidente com o dragão para chamar a atenção do príncipe, que já o planejava há meses). Ela se recusava a satisfazer seus pedidos na cama, e era obrigada por ele, e sempre que se mostrava descontente ele dizia: "Você esqueceu de onde vem, mulher? Sabe que eu te ponho pra fora daqui em dois segundos, sua vagabunda! As pérolas, as sedas, os rubis, tudo é de família, você sai daqui tão pobre quanto eu te encontrei!" Ela era obrigada a se calar e consentir, fazendo as vontades do esposo.&lt;br /&gt;Um dia, ela me aparece grávida. A rainha, a sogra from hell da pobre donzela, dando alfinetadas a torto e a direito, dizendo-lhe que não iria admitir um neto plebeu, e que era melhor que o entregasse a ela a fim de que fosse criado pela majestade. Nove meses depois, nasceu o filho caolho da plebeia, e a rainha foi às forras. Com alguns meses de vida do pequeno, a pobre donzela rezou para que aparecesse sua fada madrinha, e lhe pediu ajuda. A fada madrinha conjurou, então, um fuzil AR15, e a pobre donzela chacinou o castelo inteiro, deu aos cadáveres uma poção mágica e criou um exército de zumbis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E viveram felizes para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-7477983485764344708?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/7477983485764344708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=7477983485764344708&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7477983485764344708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7477983485764344708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2011/01/desafio-conto-de-fodas.html' title='[Desafio] Conto de Fodas'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-210224596790155985</id><published>2011-01-07T21:37:00.005-02:00</published><updated>2011-01-08T00:53:36.646-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio da Última Linha'/><title type='text'>Frases para o Desafio da Última Linha</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Frases da Cássia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1)&lt;/span&gt; "E vira o coco Sinhá!"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2)&lt;/span&gt; "Havia um motivo para contar essa história, mas , temporariamente, fugiu da mente do autor."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3)&lt;/span&gt; "Ele a levou para o seu reino, onde foram recebidos com muita alegria e viveram por muito tempo depois disso, felizes e satisfeitos."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4)&lt;/span&gt; "Pescador da barca bela, inda é tempo, foge dela, foge dela, ó pescador!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Frases do Pedro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1)&lt;/span&gt; "Havia acabado o dinheiro que Saturno deixou pra comida."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2)&lt;/span&gt; "A visão permite pensar, finalmente."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3)&lt;/span&gt; "No meigo olhar da loura Doroteia."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4)&lt;/span&gt; "Contra ti me atirarei, invicta e insubmissa, ó morte."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Frases do Victor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1)&lt;/span&gt; "Queria aproveitar tudo, muito, sempre."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2)&lt;/span&gt; "Lá de baixo chegava o eco amortecido do piano e do violino"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3)&lt;/span&gt; "[Mas] Ele comportava um detalhe que me alegrou imensamente: estava escrito em japonês."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4)&lt;/span&gt; "E nas mimosas lanternas decorativas somente sobressai seu esqueleto."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-210224596790155985?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/210224596790155985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=210224596790155985&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/210224596790155985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/210224596790155985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2011/01/frases-para-o-desafio.html' title='Frases para o Desafio da Última Linha'/><author><name>Cássia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18377352942230005095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YqjohmVM9X0/SbQMO3oOuqI/AAAAAAAAACs/RRMARAMvJfs/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-7354165299843334304</id><published>2011-01-07T21:10:00.004-02:00</published><updated>2011-01-08T00:53:56.365-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio da Última Linha'/><title type='text'>Desafio da Última Linha</title><content type='html'>Bom, como o desafio dos títulos acabou faz tempo e o dos neologismos parece não ter vingado, chegou a hora de propor um novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Regras&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1)&lt;/span&gt; Cada um escolhe &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;frases&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; finais&lt;/span&gt; de textos literários (romances, contos, poemas, etc). As frases escolhidas devem ter diferentes níveis de dificuldade: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fácil, médio, difícil e muito difícil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2)&lt;/span&gt; Das 12 frases escolhidas, cada participante deve selecionar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4 frases&lt;/span&gt;, da seguinte maneira:&lt;br /&gt;     - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não &lt;/span&gt;pode selecionar suas próprias frases&lt;br /&gt;     - Deve selecionar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2 frases&lt;/span&gt; de cada um dos outros participantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ex:&lt;/span&gt; Eu, Cássia, seleciono &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4 frases&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; 2 &lt;/span&gt;do Pedro e&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; 2&lt;/span&gt; do Victor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3)&lt;/span&gt; O participante então vai escrever &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4 textos,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;um para cada frase&lt;/span&gt;. A frase escolhida &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;deve ser a primeira do novo texto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, se a frase final escolhida for &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ele saiu."&lt;/span&gt; o texto novo começa com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ele saiu."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4)&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não é permitido&lt;/span&gt; adicionar nada antes da frase. Da mesma forma, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o ponto final deve ser respeitado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ex:&lt;/span&gt;  -&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Frase:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele saiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele saiu.&lt;/span&gt; Depois disso...."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5)&lt;/span&gt; A fonte das frases será revelada apenas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;após o fim do desafio&lt;/span&gt;, evitando que os participantes busquem inspiração na obra original, ou tentem continuá-la de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Rodada Bônus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cada participante escreve um texto utilizando uma das frases que ele próprio escolheu no inicio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o desafio começa...JÁ!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: Alguma sugestão de nome pro desafio, meninos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-7354165299843334304?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/7354165299843334304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=7354165299843334304&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7354165299843334304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7354165299843334304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2011/01/novo-desafio.html' title='Desafio da Última Linha'/><author><name>Cássia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18377352942230005095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YqjohmVM9X0/SbQMO3oOuqI/AAAAAAAAACs/RRMARAMvJfs/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8981076089694316229</id><published>2010-12-03T00:45:00.000-02:00</published><updated>2010-12-03T00:46:22.478-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Escrevi uma poesia Esqueci-me, no entanto, de podá-la Ei-la aqui em prosa e derramamento&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8981076089694316229?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8981076089694316229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8981076089694316229&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8981076089694316229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8981076089694316229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2010/12/escrevi-uma-poesia-esqueci-me-no.html' title=''/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-6369344006299475929</id><published>2010-10-10T17:57:00.000-03:00</published><updated>2010-10-10T18:00:19.271-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Naquela noite, ouvindo músicas tristes, ela pensava na vida pelo que seria a tri-milionésima vez. O tom dos pensamentos era o mesmo da trilha sonora, e ela se viu lembrando das tantas coisas que não completou, que não viveu, que não sentiu.&lt;br /&gt;O ritmo e o tempo da canção cresciam nela e ela sentiu o coração apertar ao mesmo tempo em que sua garganta procurou pronunciar as palavras e seus olhos desejaram uma lágrima que não vinha. E que não viria, pois não era a primeira e nem a segunda, mas sim a milionésima vez que aquilo lhe ocorria e o final era sempre o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela desolada, o olhar fixo e perdido, a expressão melancólica e o pranto que não vinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como mil vezes antes pensou que era daquela forma que seria, que não dava para fugir daquele meio que se meteu. Mas resolveu, como outras 350 vezes, que iria mudar, que cada passo seria uma mudança, que cada gesto seria em direção a uma nova vida. E sorriu. Um sorriso que não era forte, mas que tinha uma determinação e um brilho cálido e pálido, e que seria aquilo que a faria dormir nessa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu de novo e esfregou as pálpebras. Repetiu a música. No peito o coração ainda um pouco apertado, nos olhos um resto de desejo de chorar, mas por dentro um calor renovado que a acalmava e que carregaria até a manhã. Ou, talvez, pra sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-6369344006299475929?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/6369344006299475929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=6369344006299475929&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6369344006299475929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6369344006299475929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2010/10/naquela-noite-ouvindo-musicas-tristes.html' title=''/><author><name>Cássia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18377352942230005095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YqjohmVM9X0/SbQMO3oOuqI/AAAAAAAAACs/RRMARAMvJfs/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-1089544769202823008</id><published>2010-09-02T23:15:00.000-03:00</published><updated>2010-09-02T23:15:04.690-03:00</updated><title type='text'>O herege  e o pio</title><content type='html'>"Na própria bíblia é dito que a bíblia é o livro sagrado", retrucou o pio, encurralado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Naturalmente. Seria uma puta estupidez se quem escreveu a bíblia não tivesse posto lá que a bíblia é sagrada. Não diz em nenhum outro lugar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como assim 'quem escreveu a bíblia'? A bíblia não foi escrita por uma pessoa, foi escrita por Deus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E qual caneta Deus usou? E que tipo de papel ele usou?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele é Deus, não precisa de papel e caneta. Aquela é palavra de Deus, é o que eu quis dizer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qual palavra?" O herege sorriu. "Você sabe que Jesus falava aramaico, o Antigo Testamento foi escrito em hebraico, o novo testamento em grego, e depois foi tudo traduzido junto pro grego, e depois pro latim, e depois pro galaico-português, e depois pro português moderno e depois ainda adaptado pro português brasileiro? Qual dessas línguas falava Deus?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deus era um poliglota?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um o quê?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I rest my case.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-1089544769202823008?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/1089544769202823008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=1089544769202823008&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1089544769202823008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1089544769202823008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2010/09/o-herege-e-o-pio.html' title='O herege  e o pio'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-6391629967240360896</id><published>2010-07-21T22:43:00.004-03:00</published><updated>2010-07-22T19:01:24.750-03:00</updated><title type='text'>1. O mago (Le Bateleur)</title><content type='html'>Apenas a aparência do homem que chegava à cidadela aquela noite já seria suficiente para justificar a movimentação que lá haveria por tanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destoava completamente de qualquer habitante; a começar pelos cabelos louros que cascateavam do enorme chapelão, cabelos que em nada se assemelhavam aos tufos negros e quase imóveis da cabeça dos cidadãos, salvo talvez pela sua composição química, isso se admitirmos, frente a tanta diferença, ser o homem da mesma espécie dos que o recebiam – com riso, espanto ou ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As roupas de cores fortes que vestia também eram de grande estranhamento e destaque se postas ao lado da cinzez das mantas e capuzes usuais da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi sem se incomodar com os comentários, fofoquetas e burburinhos que ele se instalou numa hospedaria qualquer. Não dormiu, não era desses: só se permitiu descansar da viagem que fizera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cedo, pouco depois de iniciar o dia, partiu com sua bagagem (duas grandes e pesadas malas de mão) para o mercado aberto da cidadela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, de uma mala, não tirou mais do que alguns pedaços de madeira, com os quais improvisou uma mesa, sobre a qual pôs uma das malas, da qual tirou uma sineta, a &lt;br /&gt;qual tocou aos quatro cantos, de modo a atrair a atenção para si. Mais ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já se formava uma discreta plateia (sim, discreta porque o que gritava em cores era ele), ávida para saber o que trazia tão distinto jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ele tirou da mala sobre a mesa um globo azul, que segurou por meio de um fio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostrou-o com certo mistério à multidão. Quando todos já não podiam se conter de curiosidade, o homem deu um pequeno tapa no objeto, de modo que este se pôs a girar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que girava, sua superfície se transformava. Do azul, surgia uma tímida mancha verde, que aos poucos se expandia e, ao estar já enorme, se rompeu. E as manchas verdes iam lentamente se tornando acinzentadas, umas mais do que as outras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas manchas, as do topo e do fundo, de verdes, faziam-se brancas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público fitava maravilhado a criação do homem. Se era mágico o espetáculo que ele trazia, era ainda mais mágico ver o olhar de todos, atentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de vez em quando, ouviam-se alguns estalos vindos da invenção, que tomavam as pessoas de surpresa – e de um certo temor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luzes saíam do cinza. Do azul se fazia o preto. E o espetáculo de cor, luz e secos sons era de acelerar o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando, com um gesto rápido com a mão livre, o homem pediu para que as pessoas se afastassem. Obedeceram, mas a tensão já estava formada: e agora? O que é que essa máquina vai fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O globo foi se tornando arroxeado por completo. Uniformizou-se, como se uma névoa se apoderasse de sua superfície. E a névoa passou a trocar de cor de forma rápida e constante. Verde, vermelho, amarelo, roxo, cinza, preto, azul, branco, verde de novo, roxo de novo, rosa, vermelho, vermelho, vermelho, vermelho e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explosão. O globo irrompeu num alto estalido, culminando numa espantosa apresentação pirotécnica, recebida com aplausos calorosos que se recuperavam do susto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso dizer que a mercadoria daquele homem foi um sucesso e que logo após já havia dezenas de pessoas – inclusive mercadores locais – a se estapear para comprar um exemplar para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estoque, que não era extenso, não durou muito, e o homem partiu, sorrindo, sob uma chuva de aplausos e gritos entusiasmados (em especial daqueles que conseguiram adquirir o joguete).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de se esperar, os globos vendidos logo desapareceram, mas perduraria para sempre, naquela cidadezinha, a lembrança daquele homem tão esquisito e do que ali havia começado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-6391629967240360896?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/6391629967240360896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=6391629967240360896&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6391629967240360896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6391629967240360896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2010/07/o-mago-1-le-mat.html' title='1. O mago (Le Bateleur)'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8652426926529456131</id><published>2010-07-11T19:41:00.000-03:00</published><updated>2010-07-11T19:43:01.209-03:00</updated><title type='text'>Kieran</title><content type='html'>Não foi sem demora que Kieran descobriu seus poderes. Tinha a capacidade de controlar o clima. Na verdade, não se pode dizer que tinha pleno domínio sobre eles: não era o caso de, em todas as vezes, o vermos pedir simplesmente "quero que neve" para que isso ocorresse. O fato era que muito do que acontecia em termos de mudança climática repentina era completamente alheio à sua vontade - mas ele não deixava de ser o culpado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo antes de ter noção do que era capaz de fazer, já era de espantar a coincidência das vezes em que se machucava, e desatava em choro, e o tempo que se fechava em nublado, nos casos de pouco choro, ou na chuva torrencial, da vez em que quebrou um braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi da primeira vez em que ficou de castigo, sem poder brincar com seus amigos, que se registrou a segunda menor temperatura do verão da cidade em que morava. A mais cruel foi no dia do falecimento de sua babá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não foi por acaso que, no início de sua adolescência, a cidade teve sua pior crise de chuvas, por dias ininterruptos: tudo por conta do humor nada constante de Kieran.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kieran fez enormes proveitos de seu poder em causa própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois de tê-lo descoberto, e apesar dos esforços empregados para escondê-lo, seus amigos mais próximos, bem como sua família, obviamente, se aperceberam do fato, e também, secretamente, aproveitaram-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidar Kieran para qualquer festejo ao ar livre era uma grande loteria: se por um lado havia a chance de termos um belo dia de sol se o rapaz pudesse ir à festa, havia sempre o risco de que ele se entristecesse, se fosse obrigado a ficar em casa, e então lá viria uma garoa fina capaz de arruinar os planos do dia. Ai dos festejantes se Kieran descobrisse que não tinha sido convidado para alguma coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um caso de chover um dia inteiro, o que seria normal, não fosse ter chovido sobre uma única casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas começaram quando ele percebeu que tinha se apaixonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, não houve grandes alterações no clima, assim como não houve grandes alterações em si. Mas na medida em que se via cada vez mais amando, fazia brilhar um forte sol quando estava com seu amor. E em suas ausências, chuva e mais chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, começaram a namorar, fato esse marcado por um evento climático curioso: armaram-se nuvens pesadas e o céu começou a mandar corações sobre a terra. O parece romântico, assim, contado a seco, na verdade se revela um episódio dos mais asquerosos. Não eram corações vermelhinhos e desenhados, dos que se vêem nas representações mais fofinhas. Eram corações reais, de vários tamanhos e de várias espécies, pingantes de sangue fortemente escarlate, que se espatifavam pelo chão, manchando a cidade de amor e nojo. Mais nojo que amor, evidentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kieran, é claro, percebeu de imediato sua culpa no evento. E sendo o único – ou o mais rápido - a relacionar seu estado emocional ao problema, em meio ao horror da chuva de corações, ao menos teve tempo de rir do acerto da representação humana, em que o órgão era associado ao afeto. Podia ser pior e mais libidinoso, mas não foi o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva seria comentada para o resto da história, sem explicação cabível que pudesse dar conta do que raios havia acontecido, mas a história não seria um período realmente longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kieran e seu amor brigavam de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando brigaram leve, houve pesada revolta no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando brigaram feio, passou pela cidade o pior furacão de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na iminência de terminarem o namoro, as folhas das árvores caíram em massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi quando terminaram que ele, que ainda amava demais, fez congelar as poças d'água, os encanamentos, as bacias hidrográficas, e os minerais, as plantas, as bestas, e os homens todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe se isso foi feito proposital ou acidentalmente. E nem se poderá saber mais, porque já não havia testemunha alguma descongelada que pudesse continuar essa histó&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8652426926529456131?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8652426926529456131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8652426926529456131&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8652426926529456131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8652426926529456131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2010/07/kieran.html' title='Kieran'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-6055463522147936181</id><published>2010-05-23T21:30:00.001-03:00</published><updated>2010-05-23T21:30:49.451-03:00</updated><title type='text'>Joana</title><content type='html'>Conta que da família, Joana era a mais bem-sucedida e que era, portanto, a mais invejada. Um mimo de gente, uma jóia rara, de dotes clássicos: tinha beleza, tinha graça, tinha sensibilidade, tocava piano, sabia costurar, cantava bem, atuava, pintava, até mesmo escrevia de vez em quando e dela saíam as poesias mais inteligentes, mas que, por qualquer motivo, não as publicava e somente poucos as liam.&lt;br /&gt;Mas nem só de classicismo vivia a jovem. Era também um estandarte da mulher moderna: articulada, bem-sucedida, estudiosa, trabalhadora e namoradeira – sempre de um homem só, e, aliás, um deus grego, segundo as vizinhas, e um viadão, segundo os vizinhos.&lt;br /&gt;Causava pontadinhas de inveja nas irmãs, nas primas, nas tias e até nas inamigas. E disso até onde parece ela tinha consciência, embora não ligasse de todo.&lt;br /&gt;Pois então, conta que um dia o olho gordo pegou de vez e ela sofreu um acidente de moto, mas só se feriu o suficiente pra ficar um tempo num hospital. A beleza estava intacta, ufa.&lt;br /&gt;E no hospital, ela recebeu uma cesta de flores, com um cartão modesto, assinado por uma das tias, desejando melhoras.&lt;br /&gt;E ao ver o cartão, antes que lesse, ela sentiu que.&lt;br /&gt;Ela sentiu que.&lt;br /&gt;Sentiu que.&lt;br /&gt;Que.&lt;br /&gt;Porra, ela sentiu que.&lt;br /&gt;O que ela sentiu? Calma, vamos lá: ela tem um acidente, recebe um cartão de uma tia invejosa e quando vê o cartão sente que.&lt;br /&gt;Não dá! Argh, não dá pra dizer o que ela sentiu!&lt;br /&gt;Mas eu sei o que ela sentiu, porra. É algo, aliás, bem lógico de se sentir numa situação dessas. Ela sentiu que.&lt;br /&gt;Não dá. Não sai. E agora?&lt;br /&gt;Não consigo fazer ela sentir. E agora? Ela precisa sentir, meu deus. Ela merece. Ela merece sentir isso de.&lt;br /&gt;E não tem mais ninguém para sentir por ela! É só ela, com tudo o que a caracteriza que pode sentir isso de.&lt;br /&gt;Um sinônimo, é isso, um sinônimo. Posso dizer que ela sentiu que cambeps.&lt;br /&gt;Que czztrais.&lt;br /&gt;Que ascmpin!&lt;br /&gt;Que suc!&lt;br /&gt;Que merda! E agora que não sai? O que ela sente não sai e o que parece sai errado.&lt;br /&gt;Joana sofre um acidente. Joana sofre um acidente e é hospitalizada. Joana é hospitalizada e recebe um cartão. Joana lê o cartão e, finalmente, sente que.&lt;br /&gt;Ela sente que.&lt;br /&gt;Peqpocz é sentido por ela.&lt;br /&gt;Eu lá sou irresponsável de deixar ela viver sem sentir isso que lhe cabe? Criei uma vida, porra, agora sou responsável por ela. É meu dever, e um direito dela, poder sentir tudo o que lhe é de direito, inclusive sentir que.&lt;br /&gt;É isso.&lt;br /&gt;E no hospital, ela recebeu uma cesta de flores, com um cartão modesto, assinado por uma das tias, desejando melhoras.&lt;br /&gt;E ao ver o cartão, antes que lesse, ela sentiu que o coração parara.&lt;br /&gt;Pronto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-6055463522147936181?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/6055463522147936181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=6055463522147936181&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6055463522147936181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6055463522147936181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2010/05/joana.html' title='Joana'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-7140362862214101365</id><published>2010-05-01T06:49:00.003-03:00</published><updated>2010-05-01T06:52:30.965-03:00</updated><title type='text'>Parte 4</title><content type='html'>Cheguei, filha da puta!&lt;br /&gt;Você achou que nunca mais fosse me ver,&lt;br /&gt;Mas com teu carma, só muita luta&lt;br /&gt;Pra não ficar agora à minha mercê.&lt;br /&gt;Cadê as crianças?&lt;br /&gt;Na casa de um amigo, que&amp;nbsp;o caralho!&lt;br /&gt;Cadê as crianças?&lt;br /&gt;Você esqueceu elas no trabalho?&lt;br /&gt;Quantas mudanças,&lt;br /&gt;Até arranjou emprego,&lt;br /&gt;Agora pega a merda do carro e vai buscar&lt;br /&gt;Antes que eu precise o teu pinto chamuscar&lt;br /&gt;Com meu cigarro, só aí 'cê pede arrego.&lt;br /&gt;Assim que elas chegarem,&lt;br /&gt;Vou fazer umas perguntas,&lt;br /&gt;E se elas não falarem,&lt;br /&gt;Corto a língua sua e &lt;em&gt;dela&lt;/em&gt;, as duas juntas.&lt;br /&gt;Falar nisso, velho amor,&lt;br /&gt;Onde está ela?&lt;br /&gt;Sabia que eu viria e já pressentiu a dor?&lt;br /&gt;Ou se ocupa simplesmente&amp;nbsp;de limpar uma panela?&lt;br /&gt;Enquanto isso, me sento, e peço água.&lt;br /&gt;Não me traga quente, nem gelada,&lt;br /&gt;A temperatura certa&amp;nbsp;abranda&amp;nbsp;minha mágoa,&lt;br /&gt;Só traga as crianças, e não me&amp;nbsp;esconda nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-7140362862214101365?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/7140362862214101365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=7140362862214101365&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7140362862214101365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7140362862214101365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2010/05/parte-4.html' title='Parte 4'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-1080652347513434078</id><published>2010-03-31T00:23:00.000-03:00</published><updated>2010-03-31T00:24:20.592-03:00</updated><title type='text'>Rasgos</title><content type='html'>Quando te vi luziu-me uma centelha.&lt;br /&gt;Perdi o rumo, o chão: perdi a fala.&lt;br /&gt;Fiz-me cortês e, então, p'ra conquistá-la&lt;br /&gt;Rasguei uns versos com tinta vermelha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi em vão tal poesia torta&lt;br /&gt;Porque não te iludiam os pronomes&lt;br /&gt;Para que me notasses, nossos nomes&lt;br /&gt;Rasguei na casca duma árvore morta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vendo qu'inda tinha fracassado,&lt;br /&gt;Tentei um método desesperado:&lt;br /&gt;Rasguei a pele em tatuagem rasa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao perceber que não serias minha&lt;br /&gt;Te amei da forma como me convinha:&lt;br /&gt;Rasguei-te o peito e te pus toda em brasa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-1080652347513434078?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/1080652347513434078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=1080652347513434078&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1080652347513434078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1080652347513434078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2010/03/rasgos.html' title='Rasgos'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3834714003436573377</id><published>2010-01-21T08:58:00.002-02:00</published><updated>2011-10-19T11:25:21.357-02:00</updated><title type='text'>O píer</title><content type='html'>Essa faixa estreita&lt;br /&gt;de madeira e de sonho&lt;br /&gt;avança assim &lt;br /&gt;sem obstáculos &lt;br /&gt;lançando-se sem rodeios &lt;br /&gt;ao encontro do mar &lt;br /&gt;Dado um momento porém &lt;br /&gt;pára talvez encantada &lt;br /&gt;com a imensidão&lt;br /&gt;E melhor do que vê-lo&lt;br /&gt;o píer assim&lt;br /&gt;de bem com esse mar&lt;br /&gt;é caminhar sobre ele porque&lt;br /&gt;à medida em que se anda&lt;br /&gt;se esquecem os achaques&lt;br /&gt;e as angústias da terra&lt;br /&gt;para estar em contato&lt;br /&gt;apenas com as águas&lt;br /&gt;e com o que de bom trazem as águas&lt;br /&gt;Nele avançamos e ao seu fim &lt;br /&gt;nada mais nos resta que não &lt;br /&gt;o infinito&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3834714003436573377?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3834714003436573377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3834714003436573377&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3834714003436573377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3834714003436573377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2010/01/o-pier.html' title='O píer'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-2382094690658626230</id><published>2009-12-21T22:45:00.005-02:00</published><updated>2011-01-08T00:54:25.854-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Neologismos'/><title type='text'>[Desafio] Lama</title><content type='html'>De que me vale todo esse castelo que não construi, se não sou íntegra? Ando cansada, embora mal use minhas pernas para caminhar sozinha: sempre tive uma legião para atender a todas as necessidades que tinha e destinha.&lt;br /&gt;Não estou nua, mas rasguei meu vestido, aquele que não sei quem coseu.&lt;br /&gt;Tampouco estou bêbada. Acho que nunca estive de mais sóbria em todo o sempre, se é que o tempo existiu antes de eu nascer e, agora, nascer.&lt;br /&gt;Agora eu quero o mar inteiro, sem vidro. Quero voar, sem madeira ou metal. Quero sair da linha, eu bonde, conduzida.&lt;br /&gt;Agora eu quero afundar completamente na terra, sentir o gosto do chão, do podre, da carne em putrefação até vomitar - essa minha expressão que, descubro, é a mais sincera e secreta. Quero misturar-me aos porcos, aos pombos, aos ratos, às mais vis bactérias, eu que sempre fui mais rota que o asco por si.&lt;br /&gt;Quero morder a carne, ainda que a minha , sentir o gosto da substância, aquilo que move o mundo e que por tanto tempo me foi negado.&lt;br /&gt;Quero deitar nos campos e me deixar levar pelo cheiro das dardípias, vivas ou mortas, sob a chuva ou não, porque o meu desejo é de ser, é viver o momento, o instante-já, o não importa.&lt;br /&gt;Quero chegar ao mais fundo o possível, para que eu possa enfim entrar em equilíbrio com o universo, o cosmo, o inferno que for. Entrar em equilíbrio comigo mesma, embora não seja a paz garantida.&lt;br /&gt;É a partir de então que eu conseguirei o que quero, embora ainda não saiba o que quero de fato. Acho que quero o fato, a Verdade absoluta: eu. Eu sou ou não sou um fato?&lt;br /&gt;Eu sou, aqui. &lt;br /&gt;Eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Próxima palavra: Taruela&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-2382094690658626230?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/2382094690658626230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=2382094690658626230&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2382094690658626230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2382094690658626230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/12/desafio-lama.html' title='[Desafio] Lama'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3840942268087297465</id><published>2009-12-19T14:01:00.002-02:00</published><updated>2010-01-10T19:33:54.927-02:00</updated><title type='text'>Amélia</title><content type='html'>Tô cansada de viver&lt;br /&gt;com esse estrupício&lt;br /&gt;Chego em casa sempre tarde,&lt;br /&gt;faço sacrifício.&lt;br /&gt;E ele só no bem-bom&lt;br /&gt;Rei do desperdício.&lt;br /&gt;Vou te dizer, meu amigo:&lt;br /&gt;Viver é difícil.&lt;br /&gt;Vou me emputecer de vez&lt;br /&gt;vou morar no hospício.&lt;br /&gt;Melhor que nesse barraco&lt;br /&gt;Que nesse edifício.&lt;br /&gt;Vou explodir essa merda&lt;br /&gt;Vou jogar um míssil.&lt;br /&gt;Esse grande vagabundo&lt;br /&gt;Só traz malefício!&lt;br /&gt;Ele tá enorme, moço:&lt;br /&gt;Não faz exercício.&lt;br /&gt;Um dia vou me jogar&lt;br /&gt;De um precipício&lt;br /&gt;Pra mostrar pr'esse maldito&lt;br /&gt;Pra esse patrício&lt;br /&gt;Que meu esforço foi fato,&lt;br /&gt;não foi fictício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa e respiração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando melhor, de amor&lt;br /&gt;Existe um resquício.&lt;br /&gt;Entre a raiva e o ódio,&lt;br /&gt;há um interstício!&lt;br /&gt;Ele me faz mal, mas gosto:&lt;br /&gt;acho que é meu vício.&lt;br /&gt;Ele é ruim, mas é meu,&lt;br /&gt;e é vitalício!&lt;br /&gt;Por ele, acho que aguento&lt;br /&gt;Todo esse suplício&lt;br /&gt;Ele é gordo, mas gostoso.&lt;br /&gt;(É alimentício!)&lt;br /&gt;Suportá-lo, enfim, parece&lt;br /&gt;ser o meu ofício&lt;br /&gt;Mas se me desrespeitar&lt;br /&gt;Eu volto pro início!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3840942268087297465?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3840942268087297465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3840942268087297465&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3840942268087297465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3840942268087297465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/12/amelia-emputecida.html' title='Amélia'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-53773953574633319</id><published>2009-10-20T18:24:00.005-02:00</published><updated>2009-10-20T22:52:59.489-02:00</updated><title type='text'>Inominável</title><content type='html'>Chovia e estava um pouco escuro, mas tudo se iluminava quando relampejava. Ele andava um pouco trôpego, mas confiante, mesmo que não soubesse muito bem aonde estava indo.&lt;br /&gt;Parou.&lt;br /&gt;Que fazer? Não sei e já nem quero saber. &lt;br /&gt;Embora perdido, felicitava-se:&lt;br /&gt;Estava livre, mesmo não sabendo muito bem o que fazer com isso.&lt;br /&gt;De princípio estranhou, porque estar, assim, solto, era novo demais. Era reconfortante, apesar de impossível de se nomear efetivamente. Sentiu-se acarinhado, pôs-se a caminhar novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia ninguém por perto, para testemunhar o que se seguiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do nada, veio o tiro, que tirou completamente a liberdade do rapaz e deixou a boca, antes com o gosto do inominável, com gosto de sangue, real e concreto.&lt;br /&gt;Ele voltara ao concreto do chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-53773953574633319?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/53773953574633319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=53773953574633319&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/53773953574633319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/53773953574633319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/10/inominavel.html' title='Inominável'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3365396520890907329</id><published>2009-10-03T14:10:00.002-03:00</published><updated>2009-10-03T14:14:57.000-03:00</updated><title type='text'>Os pequenos espectros</title><content type='html'>Ao contrário do que se vê na crença popular, os pequenos espectros caminham a qualquer hora, podendo inclusive aparecer à luz do dia, andando trôpegos e lentos, como sempre fizeram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão perdidos, mas andam certos, mesmo que para lugar nenhum, já que não têm lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não se deem conta de que o fazem, existem por aí, com a intenção magna de um ser: procurar a existência plena. &lt;br /&gt;A subsistência. &lt;br /&gt;Eis a razão de ser deles, que mal têm o que vestir. Andam sujos e surrados, preocupados apenas com o agora, o instante-já, porque o futuro a Deus pertence – e Ele há muito tempo se esqueceu desses seus filhos sem alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, quem sabe, encontrarão a luz e voltarão aos braços do Pai eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não o fazem, continuam aos pés do pai terreno, que os dá um luzir de alegria dentro da caverna de suas vidas, onde a esperança e o futuro já desistiram de chegar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3365396520890907329?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3365396520890907329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3365396520890907329&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3365396520890907329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3365396520890907329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/10/os-pequenos-espectros.html' title='Os pequenos espectros'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8688089408838995291</id><published>2009-09-12T00:43:00.003-03:00</published><updated>2009-09-12T00:48:14.331-03:00</updated><title type='text'>Ignorância</title><content type='html'>Ultimamente venho flertando com o conceito da inexistência, com o conceito do não-aqui, da inverdade que se faz presente simplesmente em sua consolidação cabal. Flertei com o conceito de consciência, de cotidiano, de tempo, de distância, de pensamento. Cheguei a uma excelente conclusão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada sacramenta mais minhas descobertas sobre a inexistência que o vazio de um nada que, por mais que verbal, inexiste, existindo, e se prova e reprova contrário a si próprio na própria criação de uma palavra para designar o que, por natureza, é impassível de designação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8688089408838995291?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8688089408838995291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8688089408838995291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8688089408838995291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8688089408838995291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/09/ignorancia.html' title='Ignorância'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3828838118724527221</id><published>2009-09-03T23:56:00.000-03:00</published><updated>2009-09-03T23:57:59.641-03:00</updated><title type='text'>Lamentação</title><content type='html'>Já faz um tempo que descobri. Foi na pré-adolescência. O tempo que demorei para dominá-lo é inumerável. Creio que até hoje não o controlo muito bem, mas não é exatamente esse o meu lamento.&lt;br /&gt;Muito prazer, tenho um super poder. &lt;br /&gt;Sei voar – levitar, para ser mais exato – mas não me peça para explicar como: eu mesmo não sei e há coisas que talvez seja melhor ignorar.&lt;br /&gt;Não pense, porém, que com isso, grandes responsabilidades aparecem. Para dizer a verdade, o que eu mais gostaria era ter, de fato, uma responsabilidade. &lt;br /&gt;Não sou super herói.&lt;br /&gt;Cresci assistindo a vários clássicos, que me inspiraram a usar meu dom para o bem, mas quanto mais me controlava, mas via que eu não poderia fazer grande coisa.&lt;br /&gt;Eis que tenho um poder maravilhoso, mas que não pode ser usado em prol da humanidade. &lt;br /&gt;Não posso lutar contra bandidos: não tenho uma força invejável e nem sou à prova de balas.&lt;br /&gt;Também não posso salvar pessoas em um trem desgovernado, afinal não tenho grande velocidade.&lt;br /&gt;É como se eu fosse um pássaro. Desnecessário e dispensável.&lt;br /&gt;De que me adianta ter um poder –e ter, com isso, que viver, de certa forma, escondido, de ter locais específicos para usá-lo - e não servir à população com isso?&lt;br /&gt;Onde ficam minha coragem e minha auto-estima, se no meu sonho quero algo para defender as pessoas e, no fim, só tenho algo que me permite fugir do perigo, se ele aparece?&lt;br /&gt;Resta-me, enfim, aproveitá-lo eu mesmo e lamentar, aqui nesse bar, minha inutilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3828838118724527221?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3828838118724527221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3828838118724527221&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3828838118724527221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3828838118724527221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/09/lamentacao.html' title='Lamentação'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-2968193625127834871</id><published>2009-08-31T23:11:00.006-03:00</published><updated>2009-08-31T23:46:31.244-03:00</updated><title type='text'>Herói de ninguém</title><content type='html'>O dia havia sido cheio. Cansado, o rapaz tomou um ônibus para casa, tal como fazia quase sempre.&lt;br /&gt;Já se habituara à falta de educação alheia, mas lutava secretamente para educar as pessoas, ainda que timidamente, sem palavras. Para tanto, limitava-se aos gestos - sempre amplos, como que para indicar os procedimentos corretos.&lt;br /&gt;Nesse dia em especial, um mal-educado aleatório, sentado à sua frente, jogou um papel de paçoca no chão.&lt;br /&gt;Vendo isso, abaixou-se o rapaz com todo o cuidado para pegar o tal lixo, apesar de estar num ônibus cheio.&lt;br /&gt;Recolheu-o e o guardou na mochila. Ao olhar à sua volta, ninguém havia percebido seu inacreditável ato heroico em relação à integridade do veículo. Ele havia salvado o ônibus da total imundície e não recebera em troca um olhar, um sorriso que fosse, um apoio, um suporte para que pudesse continuar lutando em prol da limpeza e do asseio do transporte público!&lt;br /&gt;Não é que esperasse algo mirabolante. Não queria nenhuma condecoração, mas não precisavam continuar todos absortos em seus pensamentos e aparelhos eletrônicos! Ser notado já seria alguma coisa.&lt;br /&gt;Saltou do ônibus e pôs-se a caminhar para casa, tal como fazia quase sempre. No caminho, uma senhora com seus muitos anos o pediu para indicar o caminho da estação de metrô. O rapaz se ofereceu para acompanhá-la até a estação, já que aquela região não era a mais segura da cidade.&lt;br /&gt;Como toda boa velha, durante o relativamente curto percurso ela lhe contou toda sua vida, desde os motivos que a fizeram pegar o metrô até a destinação a que ia, passando pelas razões de não pegá-lo sempre.&lt;br /&gt;Chegando à estação, a velhinha se virou para ele:&lt;br /&gt;-Meu querido, muita bênção na sua vida! Obrigado por acompanhar a vovó, viu? Qual seu nome? Vou orar muito por você! Porque lá na minha igreja...&lt;br /&gt;E após um minuto de solilóquio, ele se despediu e ela adentrou a estação.&lt;br /&gt;O rapaz não era religioso, mas uma bênção divina já era um ótimo motivo para continuar sendo gentil e educado em relação à vida. Era uma forma que ele tinha de agradecer os bons ventos que acompanhavam. Diferente, enfim, das religiões, as boas ações que fazia não eram uma forma de conseguir créditos com Deus. Estava abençoado por quem quer que fosse, mas o sorriso daquela senhora já foi tudo.&lt;br /&gt;Enquanto isso, no ônibus que ele deixara, os passageiros comentavam em voz baixa: Aquele moço lá sempre pega o lixo do chão. Depois deve vender e ganhar dinheiro. Tão bonito, tão jovem e já vivendo assim. Esse mundo é muito cão mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-2968193625127834871?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/2968193625127834871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=2968193625127834871&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2968193625127834871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2968193625127834871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/08/heroi-de-ninguem.html' title='Herói de ninguém'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-6769609825247882888</id><published>2009-08-18T15:30:00.001-03:00</published><updated>2009-08-18T15:32:36.510-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Neologismos'/><title type='text'>[Desafio] Mercado aberto</title><content type='html'>Por ser caixeiro-viajante, por muitas bandas havia passado. Conhecera muitas pessoas, travara relações, amizades, inimizades. Eram tantos rostos e tantos lugares que há muito tempo as coisas tinham deixado de lhe impressionar. Mulheres barbadas, já vira umas trinta; sereias, conhecera uma (muito simpática, por sinal), enterro de anão, já participara de vários, sendo coveiro em uma pequena parte deles, aliás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dito, há muito tempo, as coisas não lhe impressionavam mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não deixavam de lhe dar uma certa alegria secreta, porque eram a prova de que ele era livre, de que podia sair por aí como bem entendesse e levava a vida que sempre sonhara: sem raízes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Só que isso não interessa no momento. A felicidade dele não é o que eu quero contar. Quero contar-lhes sobre aquilo que reacendeu a chama do espanto e da inquietude dentro do caixeiro.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida seguia tranqüila como sempre fora, apesar de movimentada. Ele chegou numa cidade conhecida, à noite e hospedou-se num hotelzinho qualquer. Resolveu, porém, sair à noite e aproveitar a feira noturna que funcionava na cidadela (aquela em que trabalharia no dia seguinte) sem grande compromisso. Foi se divertir, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cores cálidas, as luzes fortes, os cheiros inebriantes, a balbúrdia dos barraqueiros, tudo era lindo e inesperado para qualquer um, exceto para ele, que lançava sobre tudo um olhar blasé, de déjà-vu, mas se divertia por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andou mais um bocado, até se deparar com uma multidão que se atulhava numa roda, em torno de algo que não se podia ver direito do ângulo em que ele se encontrava. Foi, então, ver o que se passava. Provavelmente um grupo de palhaços ou atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando lá, depois de empurrar fulanos e beltranos, viu que se tratava de um espetáculo não de palhaços ou atores, mas de bupons. Os bupons riam, brincavam, jogavam com os espectadores, tudo numa alegria que se espraiava para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que já tinha visto um bupom, mas esses eram de certa forma especiais. Eles tinham um encantamento tal que era impossível ficar indiferente ao espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado este, todos foram às suas casas, mas o caixeiro continuou lá, atordoado, atormentado. Não sabia muito bem o que fora aquilo, o que aquilo que vira tinha representado, mas isso, com toda a certeza, mexera com ele, e isso era tudo. Depois de um tempo, conseguiu se recuperar do choque e foi para sua hospedaria. E dormiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, antes de montar sua venda, procurou saber mais sobre o grupo que passara por ali. Perguntou para outros fulanos e beltranos, mas ninguém de nada sabia. Era como se nada tivesse acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu, então, a barraca e começou a vender, como sempre. Era triste, mas a vida continuava. Com ou sem a trupe de bupons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que ainda hoje ele pergunta para todos os fregueses de todos os lugares por que passa se eles viram aquele grupo de bupons, com esperança de poder, de novo, sair do estado de indiferença que a vida viajada lhe deu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-6769609825247882888?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/6769609825247882888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=6769609825247882888&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6769609825247882888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6769609825247882888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/08/desafio-mercado-aberto.html' title='[Desafio] Mercado aberto'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3757306659276687282</id><published>2009-08-17T17:20:00.004-03:00</published><updated>2009-10-21T18:43:54.970-02:00</updated><title type='text'>Ode à mediocridade</title><content type='html'>Louvemos os sem-talento!&lt;br /&gt;Louvemos os médios em tudo!&lt;br /&gt;-Aqueles que fazem o mundo&lt;br /&gt;E não se destacam em nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvemos também os conformados!&lt;br /&gt;Os sem sonho, os sem garra&lt;br /&gt;Os que pensam pequeno demais&lt;br /&gt;E os que se contentam com pouco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não esqueçamos os árcades,&lt;br /&gt;Que só querem uma casa no campo&lt;br /&gt;Onde possam plantar o bastante&lt;br /&gt;E nada de nada de mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvemos ainda os neutros!&lt;br /&gt;Que se vestem em cores pastéis,&lt;br /&gt;Que não chamam atenção, não fazem falta&lt;br /&gt;E nem ocupam espaço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dêmos um viva à mediocridade!&lt;br /&gt;Medíocres de todo o mundo, unamo-nos!&lt;br /&gt;Para que continuemos na média&lt;br /&gt;E não façamos grande coisa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3757306659276687282?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3757306659276687282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3757306659276687282&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3757306659276687282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3757306659276687282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/08/ode-mediocridade.html' title='Ode à mediocridade'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-1630350065614670127</id><published>2009-08-12T12:58:00.002-03:00</published><updated>2009-08-12T13:01:33.191-03:00</updated><title type='text'>Uma ideia que, por acaso, é frívola</title><content type='html'>Já que o desafio dos neologismos não parece ter feito muito sucesso, penso em propormos outro. Já tenho um em mente, que nos confere um pouco mais de liberdade. Enquanto isso, a todos os não-ideio-frivoleiros que por aqui passarem, peço que nos deem uma ideia para o próximo desafio. Quem sabe não é precisamente uma perspectiva externa o que nos falta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-1630350065614670127?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/1630350065614670127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=1630350065614670127&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1630350065614670127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1630350065614670127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/08/uma-ideia-que-por-acaso-e-frivola.html' title='Uma ideia que, por acaso, é frívola'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8815484242050700740</id><published>2009-07-16T16:14:00.002-03:00</published><updated>2009-07-16T16:18:44.613-03:00</updated><title type='text'>Ritmo</title><content type='html'>Numa pulsação,&lt;br /&gt;eu me alimento&lt;br /&gt;da ideia de você,&lt;br /&gt;e de seu cheiro,&lt;br /&gt;e de seu rosto,&lt;br /&gt;e do som que te escapa,&lt;br /&gt;um suspiro gelado,&lt;br /&gt;um pavor abafado,&lt;br /&gt;a vontade de ver&lt;br /&gt;e ouvir o vapor&lt;br /&gt;que te sai&lt;br /&gt;e me entra&lt;br /&gt;e me foge&lt;br /&gt;e me lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me dá o ritmo,&lt;br /&gt;você me dá a rima,&lt;br /&gt;você me dá a lima,&lt;br /&gt;só não me dá você.&lt;br /&gt;E de que adiantam&lt;br /&gt;ritmo,&lt;br /&gt;rima,&lt;br /&gt;lima,&lt;br /&gt;sem você?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8815484242050700740?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8815484242050700740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8815484242050700740&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8815484242050700740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8815484242050700740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/07/ritmo.html' title='Ritmo'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8641157795455510634</id><published>2009-06-25T20:57:00.005-03:00</published><updated>2009-07-02T20:13:18.260-03:00</updated><title type='text'>Pedaço de um relacionamento qualquer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses eu disse que te amo.&lt;br /&gt;Agora eu me pergunto se você reparou quanto tempo tinha que eu não falava. Não que eu tenha deixado de te amar (meu amor por você é pra sempre, afinal), mas é que aconteceu um não sei o que. Ou talvez eu saiba. Sei lá, é tudo meio confuso.&lt;br /&gt;Talvez o excesso de convivência, ou será que eu finalmente mudei? Talvez a pressão, eu não  a descarto. É que perfeição não se alcança, e eu não consigo por mais que eu tente, e você deveria saber disso mais do que ninguém. Não é você que me conhece como a palma da sua mão - ou pelo menos acha e insiste nisso?&lt;br /&gt;No fundo, no fundo, eu só peço que você me peça menos, um pouquinho só. É que eu tento mais que tudo ver seu lado, e a verdade é que eu vejo com perfeição. Mas eu também acho que você não vê o meu. E se você visse pelo menos um pouquinho, já seria bem mais fácil e aí, talvez, eu pudesse voltar a dizer feliz que isso é um relacionamento. Porque do jeito que tá nem parece, e também não dá alegria.&lt;br /&gt;E vê se não esquece que eu falo isso pro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nosso&lt;/span&gt; bem, e que eu te amo, tá? Pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só quero paz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8641157795455510634?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8641157795455510634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8641157795455510634&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8641157795455510634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8641157795455510634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/06/pedaco-de-um-relacionamento-qualquer.html' title='Pedaço de um relacionamento qualquer'/><author><name>Cássia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18377352942230005095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YqjohmVM9X0/SbQMO3oOuqI/AAAAAAAAACs/RRMARAMvJfs/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-7251963233518787633</id><published>2009-06-16T12:23:00.004-03:00</published><updated>2009-07-16T16:19:48.682-03:00</updated><title type='text'>Parte 3</title><content type='html'>E para a minha supresa,&lt;br /&gt;o telefone um dia é fera,&lt;br /&gt;e a sua voz rouca e tesa&lt;br /&gt;grita, conta e desespera:&lt;br /&gt;Você pede pra eu voltar, seu idiota,&lt;br /&gt;não entendeu ainda estar sozinho?&lt;br /&gt;Precisa que eu desenhe, meu amorzinho,&lt;br /&gt;ou te deixo traçar a velha rota?&lt;br /&gt;Se as suas vadias (ai, é foda!)&lt;br /&gt;pros seus filhos cagam,&lt;br /&gt;e se à noite não o afagam,&lt;br /&gt;isso é seu, enfia e roda.&lt;br /&gt;Eu sei que estou longe,&lt;br /&gt;e é necessário,&lt;br /&gt;mas se você os matar, meu conde,&lt;br /&gt;é obituário.&lt;br /&gt;Me culpa! Me difama e me culpa,&lt;br /&gt;seu canalha,&lt;br /&gt;que enquanto a sua baiana loira te chupa,&lt;br /&gt;o seu destino na sequoia se talha.&lt;br /&gt;Nos veremos em breve,&lt;br /&gt;eu te prometo,&lt;br /&gt;enquanto isso ou seja leve,&lt;br /&gt;ou veste preto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-7251963233518787633?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/7251963233518787633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=7251963233518787633&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7251963233518787633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7251963233518787633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/06/parte-3.html' title='Parte 3'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-4772397509664135990</id><published>2009-06-07T05:07:00.006-03:00</published><updated>2009-06-13T13:48:23.009-03:00</updated><title type='text'>Opa, uma invasãozinha</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Pedro, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Aqui é o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Winston&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Desculpe por 'invadir' seu blog. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Eu estava trabalhando tranquilamente noutro blog. De repente, tudo fechou. Ao abrir novamente apareceu-me o "Idéia Frívola". &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Bem, já que estou aqui, deixe-me dizer: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;A menina &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Cássia&lt;/span&gt;, da coluna "&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;QUEM&lt;/span&gt;", poderia possuir um TOQUE DE &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;EXCENTRICIDADE&lt;/span&gt;, excentrecismo, NUNCA.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Twitter: LanternaBrejo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-4772397509664135990?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/4772397509664135990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=4772397509664135990&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/4772397509664135990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/4772397509664135990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/06/pedro-aqui-e-o-winston.html' title='Opa, uma invasãozinha'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-1710036809227706472</id><published>2009-04-22T16:37:00.006-03:00</published><updated>2009-04-26T16:05:10.384-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Neologismos'/><title type='text'>[Desafio] Excertos do diário de um naturalista</title><content type='html'>"18 de janeiro, 1899.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje chegamos ao vilarejo de que nos falara o nativo. Lung-Tsong não cumpre mais tanto o papel de tradutor, uma vez que o dialeto que se fala nessas aldeias daqui é ininteligível para ele; suas habilidades com a jangada são muito úteis, assim como os unguentos para mosquitos que nos trouxe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde nossa partida da aldeia, ontem, a mata se adensou, e agora o terrível odor acre que impregna tudo, até a água do cantil, recrudesceu. Perguntei a Lung-Tsong do que se tratava, mas ele não soube responder. Superei o asco, e agora consigo mascar os vermes que descrevo no capítulo IX de "Notas sobre as viagens à Umpalúmpia". O gosto não é tão mau, mas devo admitir que a textura me dá ânsia de vômito. Não é melhor que chicles tutti-frutti, mas realmente ajuda a suportar o cheiro. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou começando a me acostumar à água turva do rio e a não saber que tipo de criatura nada por ela. Uma planta especial me tem fascinado: &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Smithum cærnidari&lt;/span&gt;. (...) Nela, parecem concentrar-se uns pernilongos realmente enormes, com umas listras vermelhas. Lung-Tsong disse-me que não me preocupasse, mas eu tenho lá minhas dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vilarejo, fomos bem recebidos. Lung-Tsong tentou se comunicar com o chefe local, mas não sei se conseguiu. Almoçamos um peixe delicioso, de carne rosada, quase doce, mas cuja limpeza temo ter sido negligenciada. Eles nos disseram que o animal que procuramos costuma ficar em bandos a umas duas horas de jangada, rio acima. Vamos até lá pela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 de janeiro, 1899.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, o peixe estava sujo. Uma crise de diarreia atrasou nossa partida em umas boas duas horas, mas a filha do chefe me trouxe um chá muito oloroso, e em pouco tempo me recuperei. Quando pedi a Lung-Tsong que lhes dissessem ter sido o peixe o causador de meu mau-estar, ele me advertiu -- é um grande faux pas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subimos a bordo da jangada e, em menos de duas horas, avistei um vulto sorrateiro à margem esquerda do rio. Minha intuição me certificou: era ele. Calmamente atracamos a embarcação rústica e demos passos curtos pela trilha que pensei ter seguido o bicho. A mata era muito densa. Umas folhas pontiagudas me espetaram o rosto e os antebraços. Mais tarde descobriria que se tratavam de folhas de rongbi azul, de cuja seiva se fazem uns malagmas milagrosos vendidos no ocidente a preço de ouro (...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, uma clareira se abriu a nossa frente. Entendi que qualquer ruído poderia perturbá-los. Não deviam ser muito agressivos, mas não queria espantá-los. Gesticulei a Lung-Tsong que não se mexesse. Milímetro por milímetro, nossos pés avançavam silenciosamente pela grama úmida (ink-gebom, segundo Lung-Tsong).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram magníficos. O espesso pelo preto, os pequenos olhos pretos eram como dois botões brilhantes, perdidos dos lados da cabeça. As pernas longas e as garras afiadas nos pés nus. A tamanho de um cão dálmata. A cabeça era como a de um rinoceronte, mas sem o chifre, obviamente. As orelhinhas eram mais compridas, e a gordura das bochechas caía como a de um buldogue. A cauda era o membro mais fascinante. Era comprida e, na ponta, formava-se algo como uma pequena maça. Não era de tecido ósseo, mas não sei dizer qual é a substância. A maior parte deles, quando andava, andava com a ponta da cauda se arrastando pelo solo, e isso funcionava como demarcador de território, porque essa "maça" exalava um almíscar de intensidade moderada. As fêmeas ficavam todas juntas, com os filhotes, enquanto os machos faziam um esforço conjunto para rasgar pedaços de árvores e levar-lhes, para que se alimentassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei a Lung-Tsong se esses animais tinham nomes. E tinham: eram bupons, lindos bupoms. Enjaulei alguns e levei até meu laboratório em Java. Mais sobre o bupom e seus hábitos pode ser encontrado em "Notas", nos capítulos XXIII, XXIV, XXV e XXVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecera-me de dizer o meu neologismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dardípia".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-1710036809227706472?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/1710036809227706472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=1710036809227706472&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1710036809227706472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1710036809227706472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/04/desafio-excertos-do-diario-de-um.html' title='[Desafio] Excertos do diário de um naturalista'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-12962026755953425</id><published>2009-04-21T22:00:00.001-03:00</published><updated>2009-04-21T22:01:39.250-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Neologismos'/><title type='text'>o primeiro neologismo</title><content type='html'>Já que o Pedro não definiu a primeira palavra, eu defino. E a pimeira palavra é....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bupom&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-12962026755953425?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/12962026755953425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=12962026755953425&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/12962026755953425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/12962026755953425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/04/o-primeiro-neologismo.html' title='o primeiro neologismo'/><author><name>Cássia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18377352942230005095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YqjohmVM9X0/SbQMO3oOuqI/AAAAAAAAACs/RRMARAMvJfs/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-7385377893955806282</id><published>2009-04-21T21:10:00.004-03:00</published><updated>2009-04-22T16:43:31.561-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Neologismos'/><title type='text'>Novo Desafio -- Neologismos</title><content type='html'>Discutiu-se o lançamento de um novo desafio, tendo acabado o desafio dos títulos. A ideia frívola de agora é escrever a partir de neologismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final de cada texto, o blogger deverá criar um neologismo -- tendo ele radicais e afixos identificáveis ou não -- cuja estrutura fonológica seja possível na língua portuguesa e que deverá ser usado como elemento principal nos textos subsequentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As regras para uso da proposta serão como as do desafio anterior: por rodada, um blogger poderá cunhar no máximo UMA palavra -- se não fosse assim, a quantidade de neologismos aumentaria em progressão geométrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um breve exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[simulação]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro escreve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João foi à feira e comprou uma melancia rosa. O fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neologismo: "crábida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cássia escreve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ananias adora crábidas. Elas são bonitas. O fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neologismo: "lucurutica".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Victor escreve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucuruticas são divertidas porque elas protegem os golfinhos. O fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neologismo: "guicerice".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim ad eternum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[/simulação]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos serão, obviamente, sérios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-7385377893955806282?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/7385377893955806282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=7385377893955806282&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7385377893955806282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7385377893955806282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/04/novo-desafio-neologismos.html' title='Novo Desafio -- Neologismos'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3638278986799419128</id><published>2009-04-21T01:15:00.005-03:00</published><updated>2009-04-21T01:24:46.088-03:00</updated><title type='text'>[Desafio - A Máquina do Mundo] Distopia Real</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Em um futuro (distante ou não, fica a sua escolha) há uma sociedade. Nessa, existem Ministérios da Verdade, bebês se desenvolvendo bocais, livros sendo &lt;em&gt;queimados&lt;/em&gt; e passando às desinteressadas gerações seguintes através de contadores de histórias, &lt;em&gt;somas&lt;/em&gt;. Dessa sociedade, quem toma conta é o poderoso governo, mas quem manda são &lt;em&gt;Umbrellas&lt;/em&gt;. Não há privacidade, mas há grandes tevês cobrindo as superfícies das paredes e pequenas caixas acesas pelas quais se pode ver e ser visto, escutar e ser escutado, e por onde cada indivíduo aceita ser controlado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nessa sociedade, na qual &lt;em&gt;cada indivíduo pertence a todos&lt;/em&gt;, as emoções são distribuídas e apagadas, contidas, esquecidas e torturadas, até que haja amor somente pelo sistema. O sexo é liberado desde que não haja constância de parceiros ou não é liberado de todo, já que leva à felicidade desassociada da empresa controladora. Cada indivíduo é reconhecido e respeitado por determinadas vestimentas ou pela falta delas, pelos atributos físicos ou por sua falta. Cada indivíduo trabalha pelo bem comum da sociedade, mesmo que esse bem comum nunca o alcance, sua vida sendo sempre mais miserável que a da geração que o anteceu, sua crença de que essa é sempre mais próspera - fé e realidade degladiando-se no cotidiano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali, ao mesmo tempo, a história é diferente. Ou é vista como algo ultrapassado ou é feita de acordo com quem a escreve e modificada ao seu bel-prazer. Ultrapassado e ridículo também é o ato de &lt;em&gt;pensar&lt;/em&gt; – impressionante como as pessoas do passado gastavam tempo pensando, quando tantos jogos e diversões poderiam tomar seu lugar. A máquina desse mundo funciona sempre na direção da felicidade comum, do bem-estar geral e do progresso. A máquina desse mundo funciona sempre na direção do enriquecimento de quem o comanda, da potencialização do poder de quem está em seu topo e do agravamento da miséria de sua base. Afinal, 2 + 2 = 5. Viva o &lt;em&gt;doublethink!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qualquer semelhança na descrição dessa sociedade futurística e imaginária com as de &lt;em&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Farenheit 451&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Resident Evil&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Equilibrium, Nós&lt;/em&gt; ou mesmo a nossa é mera coincidência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3638278986799419128?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3638278986799419128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3638278986799419128&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3638278986799419128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3638278986799419128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/04/desafio-maquina-do-mundo-distopia-real.html' title='[Desafio - A Máquina do Mundo] Distopia Real'/><author><name>Jessyca Medeiros</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-L5tGxZ296ok/TyEXcsCFp8I/AAAAAAAACaU/pLQi72CxpGw/s220/IMG_0503.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-6873458056222066593</id><published>2009-04-15T03:05:00.002-03:00</published><updated>2009-04-15T03:13:59.507-03:00</updated><title type='text'>Cigarro</title><content type='html'>Dia outro vi poesia no auto-queimar de um cigarro,&lt;br /&gt;Mas decidi que não era poético.&lt;br /&gt;Decidi que suas cinzas são inútil mal,&lt;br /&gt;E que sua fumaça polui meus pensamentos&lt;br /&gt;E meus desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi, também,&lt;br /&gt;Porque eu entendo as coisas muito facilmente, diga-se de passagem,&lt;br /&gt;Que os cigarros são objetos fascinantes.&lt;br /&gt;Mesmo.&lt;br /&gt;Não como um ensejo interrompido e enferrujado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não tive vontade de fazer poesia -- poesia é para os fracos, disse eu, o poeta,&lt;br /&gt;Resolvi fazer prosa,&lt;br /&gt;Mas,&lt;br /&gt;Terminando as linhas aleatoriamente,&lt;br /&gt;E dando aos meus parágrafos a configuração morfológica de estanzas líricas.&lt;br /&gt;Mas não é poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe o que é poesia?&lt;br /&gt;Um cigarro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre belo e chama e aborto.&lt;br /&gt;Sempre magro e branco e morto.&lt;br /&gt;Sempre vivo e crebro e crasso.&lt;br /&gt;Sempre traço e maço e inchaço.&lt;br /&gt;Sempre ego e álcool e noite.&lt;br /&gt;Sempre taful e alto e açoite.&lt;br /&gt;Sempre moço e claro e gosto.&lt;br /&gt;Sempre filho e amigo e rosto.&lt;br /&gt;Sempre, sempre, sempre e sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não fumo e,&lt;br /&gt;Pela última vez,&lt;br /&gt;Não,&lt;br /&gt;Eu não tenho fogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-6873458056222066593?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/6873458056222066593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=6873458056222066593&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6873458056222066593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6873458056222066593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/04/cigarro.html' title='Cigarro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-2167452022221979288</id><published>2009-03-19T16:22:00.000-03:00</published><updated>2009-03-19T16:23:07.658-03:00</updated><title type='text'>O Nosso Apocalipse</title><content type='html'>E você ali, deitado, entorpecido, o céu alaranjado com a aquarela destruidora. “Acorda”, eu pensava, eu queria. O nosso último contato carnal, era ali agora. Nós éramos toda a humanidade, cada um no planeta era a sua última e única humanidade – ensandecidos pela promessa fatalista, eram tomados; marionetes de tanatos e de eros. Num berro infeliz de bravura e luxúria, eu berro o seu nome, mas você não acorda, respira umas palavras, sem dor. Eu olho pela janela e vejo o laranja se avermelhar, numa funesta previsão cromática, era eu, à janela, pedindo aos céus que o mundo não acabasse, pedindo a quem fosse.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E quando você finalmente desperta: impacto, calor e morte. Nasce-se só e morre-se só; nasce-se pó e morre-se pó. Antagônicos e sinônimos, derradeiros e primevos... E no mesmo desespero calmo, apocalíptico e turvo, eu também acordo. Que calor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-2167452022221979288?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/2167452022221979288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=2167452022221979288&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2167452022221979288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2167452022221979288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/03/o-nosso-apocalipse.html' title='O Nosso Apocalipse'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-7860067862761487571</id><published>2009-03-05T17:08:00.001-03:00</published><updated>2009-03-05T17:08:15.610-03:00</updated><title type='text'>Uma Fábula de Esopo Sideral</title><content type='html'>Vi um programa no National Geographic Channel sobre a ameaça dos asteróides à Terra. Nele, deram aos espectadores uma breve explicação sobre os corpos celestes (alguns chegam a ser do tamanho do estado norte-americano de Nova Iorque) e discutiram nossas opções para evitarmos que o planeta seja atingido por um. Dentre as estratégias propostas, destacam-se a deflexão, o desvio de rota e a destruição total. O documentário fez menção também aos três tipos diferentes de asteróides: uns são monólitos colossais, outros vagam pelo sistema solar em sistemas binários e há grupos de pequenas rochas espaciais que viajam ligadas pela atração gravitacional, os rumble piles. No momento em que se analisava a possibilidade do uso do arsenal nuclear americano para reduzi-los a pedaços, chegou-se à surpreendente conclusão de serem os rumble piles os mais perigosos, apesar de serem os de menor força de impacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cientista provou-o fazendo uma experiência simples. Sacou uma espingarda e armou a mais ou menos quinze metros de si um altar sobre o qual pôs, separados por aproximadamente dois metros, os três tipos de asteróides de faz-de-conta. Atirou, primeiro, na pedra solitária, em seguida, no par e, por último, numa pilha de pequenos seixos. Como me dizia o bom-senso desde o começo do experimento, a primeira pedra virou pó, o sistema binário perdeu a maior parte de sua massa, mas restaram alguns pedaços de tamanho considerável e o rumble pile permaneceu quase intacto, com a exceção de as pedras terem sido sutilmente afastadas umas das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: o resultado de uma tentativa de explodir um rumble pile com uma bomba atômica seria uma chuva de meteoros radioativos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-7860067862761487571?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/7860067862761487571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=7860067862761487571&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7860067862761487571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7860067862761487571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/03/uma-fabula-de-esopo-sideral.html' title='Uma Fábula de Esopo Sideral'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-9151973329154889572</id><published>2009-03-05T17:07:00.001-03:00</published><updated>2009-03-05T17:07:48.828-03:00</updated><title type='text'>Segunda Pessoa</title><content type='html'>Você estava desaparecido, ninguém sabia o seu paradeiro. Claro, só você sabia. Era um beco cinzento que cheirava a lixo e mofo. Você tinha apanhado e pensava em mim. Tinha um hematoma muito feio no abdômen e um corte horrível no lombar. Eles haviam te chutado, socado, pisado. Mas você não sabia o que eles queriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora você estava numa sala de estar, inerte sobre um sofá, o ventilador soprando uma brisa artificial sobre seu corpo nu. Você sonhava, sonhava comigo, comigo. Você respirava suavemente, seu tórax para cima e para baixo num pulso fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você estava num parque sentado sobre uma toalha vermelha xadrez, olhando o céu pensando que ia chover e em mim, pensando em mim, era de manhã. Era um piquenique solitário de primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era inverno e você estava se agasalhando no quarto, mas nenhum casaco combinava com as calças, as únicas limpas que você tinha, e você pensou naquele casaco que eu tinha, aquele cor de burro quando foge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você estava no computador, os olhos vidrados na tela, esperando eu entrar, me esperando, mas eu não venho hoje, eu não venho, eu vou te torturar, um pouquinho mais vou te torturar. Você se desespera, mas eu não apareço. Quando eu sinto remorso e entro, você já está dormindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está dormindo, sonhando comigo, está comigo sonhando... É um pesadelo, eu digo que te amo, você também, mas é mentira e você acorda e acordar dói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar dói.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-9151973329154889572?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/9151973329154889572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=9151973329154889572&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/9151973329154889572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/9151973329154889572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/03/segunda-pessoa.html' title='Segunda Pessoa'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8473761341432779562</id><published>2009-03-05T17:06:00.000-03:00</published><updated>2009-03-05T17:07:15.818-03:00</updated><title type='text'>Meu amigo escritor</title><content type='html'>Tenho um amigo escreve muito bem. Ele escreve sobre o que gostaria que acontecesse, sobre as coisas com que sonha. Mas nada do que ele escreve é verdade. Nada se realiza. São belas, mas são mentirosas, suas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ele escreve, o que sai de seus dedos, é o que engasga em sua garganta. Ele não escreve sobre o que fala, nem fala sobre o que escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas palavras são como sonhos, elas não existem. Meu amigo acha perda de tempo escrever sobre as coisas que acontecem na vida se pode escrever sobre as que não acontecem... escrever sobre a realidade é confortar-se com a ineficácia dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breves, pois, são suas palavras, pois pôr-se a divagar sobre sonhos é sonhar tudo de novo... e isso é tortura, meus amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8473761341432779562?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8473761341432779562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8473761341432779562&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8473761341432779562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8473761341432779562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/03/meu-amigo-escritor.html' title='Meu amigo escritor'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3800778775841145793</id><published>2009-03-05T17:02:00.000-03:00</published><updated>2009-03-05T17:06:07.395-03:00</updated><title type='text'>Despertar</title><content type='html'>Você acorda, suado. Gente espantada gritando te cerca, e você ali, metido naquele lugar branco, aquelas luzes inorgânicas contra você, tudo meio contra você; e aquela gente frenética se agitando, se agitando, gritando. Você abre os olhos de verdade e vê, e se revolta – num instante, você acaba e recomeça, e você retorna ao seu estado primordial de existência, você se torna uma consciência dormente dentro de um corpo deslocado e machucado, e numa reviravolta inesperada, sono. Agora você acorda de novo, não há ninguém nos arredores. Entra uma luz piedosa pela porta, uma luz amarela e cansada, e você também está cansado. Você tenta se sentir, você tenta se entender, mas há uns tubos, uns aparatos... e quando você se mexe uma dor aguda desperta e berra, uma dor que sai da camada menos externa da pele e perfura sua carne e chega até o âmago do seu ser físico. Você está mole, você está quase sem movimento – e numa agonia desamparada você dá um suspiro, aparentemente baixo, mas inegavelmente audível – as pessoas voltaram. Mais espanto, mas agora, uma calma estranha segue o frenesi, e uma pessoa embaçada cai de joelhos e se desfaz em soluços. Os seus olhos gradativamente captam coisas, coisas inidentificáveis, coisas indecifráveis, hieroglíficas, absurdas! Você está estirado sobre um leito enquanto estranhos ao seu redor falam uma língua ininteligível, numa espécie de caos organizado no qual você é o foco. Memórias, você as tem, e pouco a pouco as recupera. Você é um missionário, você tomou a força o corpo de um homem, um homem, aquilo que você não é, você é uma outra coisa, uma outra entidade, algo outro, algo que não se compara. Mas você está preso a este corpo. Com o tempo, você se lembraria da missão. Até lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3800778775841145793?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3800778775841145793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3800778775841145793&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3800778775841145793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3800778775841145793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/03/despertar.html' title='Despertar'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3947125438107588132</id><published>2009-02-18T22:15:00.002-03:00</published><updated>2009-02-26T15:15:59.520-03:00</updated><title type='text'>[Desafio] Cancelado devido a chuva</title><content type='html'>Eis que, então, o dia era chegado. A plateia encontrava-se afoita e apreensiva. Não era todo dia que, por aquelas bandas da bela cidade praiana, erguia-se tão primoroso castelo. E lá estava ele, imponente, como que a olhar para todos, que, de tão encantados com a obra, chegavam a ter borboletas no estômago, um frio na barriga dos de felicidade contida, pronta pra escapar num sorriso, numa risada, num enleio qualquer, especialmente naquele que construira aquilo tudo. Havia no mundo coisa mais bela que esse tal castelo, perguntavam-se os espectadores, prontos para o momento do corte da fita, o momento da inauguração, que abalaria a cidadela e traria um belo motivo para sorrir àqueles que ali admiravam a obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a plateia era somente o Tempo e o construtor, que muito pouco se importava se as pessoas não reparassem em seu magnífico prédio, mas achava estranho que ninguém visse algo de tal magnitude, mesmo que não fosse o maior dos castelos. Era, achava, apenas questão de tempo para alguém notá-lo (dados o empenho e a velocidade com que tinha construído) e correr o burburinho cidadela afora. Porém, no local da inauguração, não havia ninguém que não ele, talvez por medo do tempo, que já não sorria como no momento da construção do castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o castelo era feito de areia, com formato de balde virado, uma bandeirola improvisada e com não mais que vinte e cinco centímetros, tendo lugar na praia. Pobre, mas bonito. Repare na forma com que a areia fica coesa e em harmonia com o adorno! Há no mundo coisa mais romântica ou barroca ou pré-moderna?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alheio ao engenho e à arte do rapaz, o Tempo fechou-lhe a cara e resolveu parar de esperar a inauguração e cancelá-la, descendo chuva torrencial de verão e desconstruindo aquilo que o rapaz fizera. Eis que, então, o corte das fitas era cancelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inveja. Inveja!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3947125438107588132?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3947125438107588132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3947125438107588132&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3947125438107588132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3947125438107588132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/02/desafio-cancelado-devido-chuva.html' title='[Desafio] Cancelado devido a chuva'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-5119934950163519382</id><published>2009-02-09T18:17:00.009-02:00</published><updated>2009-02-11T15:32:45.440-02:00</updated><title type='text'>Tem o peso de uma lembrança</title><content type='html'>Odeio Clarice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade não, sabe, é tudo muito novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que Clarice sempre tem um quê de tristeza, um quê de abandono - e aquelas epifanias não fazem bem a ninguém. Aí eu começo a ler e ter as minhas, e eu vejo claramente que entre nós jamais daria certo, porque foi tudo perfeito demais desde o início. E perfeição, meu bem, não leva a nada. Aí eu paro e vou pra livros com protagonistas podres e coloco nossos nomes no lugar.&lt;br /&gt;Mas ai eu lembro de todas as suas qualidades que depois viraram defeitos e me dá um angustia daquelas ruins. Então eu tenho é que voltar pros meus livros femininos, que me dão uma angustia diferente que sempre me acalma de uma maneira estranha.&lt;br /&gt;Mas eu não acho a calma, só você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então odeio Clarice ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;edit: versão 1.0, esperando ser editado&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-5119934950163519382?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/5119934950163519382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=5119934950163519382&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5119934950163519382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5119934950163519382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/02/tem-o-peso-de-uma-lembranca.html' title='Tem o peso de uma lembrança'/><author><name>Cássia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18377352942230005095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YqjohmVM9X0/SbQMO3oOuqI/AAAAAAAAACs/RRMARAMvJfs/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-846802273481578664</id><published>2009-02-03T19:57:00.003-02:00</published><updated>2009-02-03T20:01:45.421-02:00</updated><title type='text'>Bobeirinha trivial III - Ao Pedro</title><content type='html'>Busco as rimas, nunca arredo.&lt;br /&gt;Mesmo difíceis, eu cismo&lt;br /&gt;Porque, eis o meu segredo,&lt;br /&gt;Adoro um bom preciosismo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Você, por mim :P)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-846802273481578664?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/846802273481578664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=846802273481578664&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/846802273481578664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/846802273481578664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/02/ao-pedro.html' title='Bobeirinha trivial III - Ao Pedro'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-6430297765384139735</id><published>2009-02-02T22:50:00.003-02:00</published><updated>2009-02-02T22:55:20.471-02:00</updated><title type='text'>Parte 2</title><content type='html'>Eu tenho inveja de você&lt;br /&gt;E de suas putas novas,&lt;br /&gt;Novas putas, de azeite de dendê!&lt;br /&gt;Você não lê mais as minhas trovas,&lt;br /&gt;Eu te odeio,&lt;br /&gt;E no meio disso tudo,&lt;br /&gt;Sem rodeio,&lt;br /&gt;No meio desse velho caralho cabeludo,&lt;br /&gt;Eu cuspo no teu nome,&lt;br /&gt;Eu canto. Aqui, tome&lt;br /&gt;A tua velha carta&lt;br /&gt;De compromisso... Estou farta!&lt;br /&gt;Venho aqui me despedir,&lt;br /&gt;Está na minha hora de ir,&lt;br /&gt;Cuida das tuas crias,&lt;br /&gt;Que não estarei nas cercanias.&lt;br /&gt;Ensina-lhes o que precisarem,&lt;br /&gt;Que eu decidi que sou egoísta,&lt;br /&gt;Não se importe com o que custarem,&lt;br /&gt;Eu vendi aquele colar de ametista,&lt;br /&gt;Que você me deu de aniversário&lt;br /&gt;(Você era extraordinário!)&lt;br /&gt;Agora eu me vou, nada pasma...&lt;br /&gt;(Lembra-te: o mais novo tem asma).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-6430297765384139735?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/6430297765384139735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=6430297765384139735&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6430297765384139735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6430297765384139735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/02/parte-2.html' title='Parte 2'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3105519183957408984</id><published>2009-01-22T15:56:00.003-02:00</published><updated>2009-01-22T17:09:08.363-02:00</updated><title type='text'>Parte 1</title><content type='html'>Ilumine suas placas, eu estou chegando.&lt;br /&gt;Numa morte anunciada, e pouco crônica,&lt;br /&gt;(espero ter-lhe enviado o memorando!)&lt;br /&gt;chego e te digo, meu amor, hoje estou tônica.&lt;br /&gt;E não mais me importo,&lt;br /&gt;com métrica ou dialética,&lt;br /&gt;nem com soar brega ou frenética,&lt;br /&gt;Em meu próprio caos hoje me conforto.&lt;br /&gt;E para que estrofes, meu amor,&lt;br /&gt;Se não para dividir o meu sentimento indivisível?&lt;br /&gt;Esse meu ardor,&lt;br /&gt;Essa coisa tola e imprevisível!&lt;br /&gt;Mas enfim, acabei me perdendo&lt;br /&gt;Neste inútil meta-adendo,&lt;br /&gt;Que só é intencional&lt;br /&gt;Porque posso e sou a tal.&lt;br /&gt;Como dizendo vinha:&lt;br /&gt;Que saudade a minha&lt;br /&gt;Dos tempos em que ainda&lt;br /&gt;Eu era tua, e tu dizia que eu era linda...&lt;br /&gt;Mas esses tempos passaram&lt;br /&gt;E agora estou de volta,&lt;br /&gt;Carrego os filhos que te amaram&lt;br /&gt;E as marcas que minha pele não solta.&lt;br /&gt;Me olha, me olha de novo,&lt;br /&gt;Diz meu nome incrédulo, filho da puta,&lt;br /&gt;Não finge que não escuta!&lt;br /&gt;Quero te foder e ser teu estorvo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3105519183957408984?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3105519183957408984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3105519183957408984&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3105519183957408984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3105519183957408984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/01/parte-1.html' title='Parte 1'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3122291875865432195</id><published>2009-01-15T22:00:00.003-02:00</published><updated>2009-01-16T21:39:56.261-02:00</updated><title type='text'>Descanso</title><content type='html'>E quando a glória sobre ti cair,&lt;br /&gt;Senta-te, amigo, para descansar.&lt;br /&gt;Pois da vitória tu tens de fruir&lt;br /&gt;E mais eu digo: até se isolar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o guerreiro ao fim da batalha&lt;br /&gt;Merece a paz do que vem finda a guerra,&lt;br /&gt;Tirar o cheiro de sangue da malha,&lt;br /&gt;E gozar mais ter ficado na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, meu caro, não te acostumes&lt;br /&gt;Com esse raro momento de nada&lt;br /&gt;Posto que a Sorte de ti tem ciúmes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chama a Morte - a grande aliada -&lt;br /&gt;Para que mate a amada e, então, te dar&lt;br /&gt;Outro combate em que possas lutar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3122291875865432195?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3122291875865432195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3122291875865432195&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3122291875865432195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3122291875865432195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/01/descanso.html' title='Descanso'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8216130651949149116</id><published>2009-01-15T17:24:00.006-02:00</published><updated>2009-01-15T20:27:52.905-02:00</updated><title type='text'>Bobeirinha Trivial II ou Agradeço</title><content type='html'>Agora, meu caro, imagina&lt;br /&gt;Que loucura que seria&lt;br /&gt;Se eu nascesse Maria?&lt;br /&gt;Será que me acostumaria&lt;br /&gt;A ser eu dentro de uma menina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E teria a mesma consciência&lt;br /&gt;Se nascesse em outra existência?&lt;br /&gt;Teria os pensamentos meus&lt;br /&gt;Se tivesse nascido Mateus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço, pois, a Deus,&lt;br /&gt;por não ter nascido em outros eus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que chato seria ser estrangeiro&lt;br /&gt;Tendo a alma de brasileiro!&lt;br /&gt;Cigarro fora do cinzeiro,&lt;br /&gt;Naco de carvão fora da mina,&lt;br /&gt;Francês em terra argentina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço, pois, a Alah,&lt;br /&gt;por não ter nascido lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com certos pesares&lt;br /&gt;Prefiro bem mais estes ares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apesar da dureza em si&lt;br /&gt;Ainda bem que eu me nasci!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8216130651949149116?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8216130651949149116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8216130651949149116&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8216130651949149116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8216130651949149116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/01/bobeirinha-trivial-ii.html' title='Bobeirinha Trivial II ou Agradeço'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8409691472166658541</id><published>2009-01-01T15:43:00.002-02:00</published><updated>2009-01-01T15:44:10.765-02:00</updated><title type='text'>Triste comunicado</title><content type='html'>É com enorme pesar que comunico a abolição de tão presente e importante elemento do blog.&lt;br /&gt;Sentiremos saudades, acento agudo de "Idéia"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8409691472166658541?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8409691472166658541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8409691472166658541&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8409691472166658541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8409691472166658541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2009/01/triste-comunicado.html' title='Triste comunicado'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-864640422332601839</id><published>2008-12-29T18:23:00.003-02:00</published><updated>2008-12-29T22:07:02.766-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Títulos'/><title type='text'>[Desafio] Me chama de chão!</title><content type='html'>tomei tua cachaça pra ficar sóbria o bastante para talvez te esquecer, mas, e agora, o que me resta? umas roupas rasgadas no armário, umas poucas idéias na cabeça – dentre as quais você vaga e não sabe – e teu cheiro permeando a minha sala, que eu não arrumo desde que você veio aqui, a vez em que eu atingi tal êxtase que, desde então, acabei por me esquecer de viver – mas não de você – até que cheguei no ponto em que me encontro agora, mesmo que não entenda muito bem onde estou; só você sabe o que acontece comigo no momento, porque você está dentro de mim (não literalmente), meu bem, então te peço: me explica. me conta o que eu faço agora que você não está aqui pra que eu seja sua, pra que você me arranhe, pra que você me (sub)meta; eu que por muitas vezes fui teu capacho, aquilo em que você escarrou e cuspiu e bateu e agora simplesmente descarta como algo que te dá asco, nojo, repulsa; me conta o que eu te fiz pra que agora estejamos os dois nessa situação – na verdade, para que eu esteja nessa situação, porque você deve estar muito bem onde quer que esteja e eu, estou muito mal, onde quer que eu esteja, porque não sei – me conta o que eu te fiz pra que agora estejamos os dois nessa situação;&lt;br /&gt;liga pra mim, mas se não ligar, me liga pra dizer que não vai ligar e, se resolver vir aqui, venha descalço e, por favor, não pisa em mim, mesmo que lembre que eu sinto um prazer monstruoso e vil e gosto quando você me chama de chão,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-864640422332601839?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/864640422332601839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=864640422332601839&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/864640422332601839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/864640422332601839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/desafio-me-chama-de-cho_29.html' title='[Desafio] Me chama de chão!'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-4579060554053401890</id><published>2008-12-28T00:48:00.003-02:00</published><updated>2008-12-28T00:59:44.559-02:00</updated><title type='text'>Comunismo, e o porquê de não ter títulos</title><content type='html'>Não há Gorbatchev, Muro, Embargo: no final das contas, o Comunismo consome a si mesmo como uma vela. Até queima quem for idiota o suficiente para pôr o dedinho ali. Pelo menos o Capitalismo sobrevive a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, o Capitalismo é como um emo, sempre se cortando, às vezes de leve, às vezes mais gravemente, mas sempre se recuperando. Já o Comunismo, ah, o Comunismo é como um roqueiro que começa bombando, exagera e morre num anominato entorpecido e decadente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem feito aos idealistas idiotas, é tudo o que digo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E "Long Live Santa Claus".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-4579060554053401890?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/4579060554053401890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=4579060554053401890&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/4579060554053401890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/4579060554053401890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/comunismo-e-o-porqu-de-no-ter-ttulos.html' title='Comunismo, e o porquê de não ter títulos'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8059503792466136718</id><published>2008-12-28T00:13:00.003-02:00</published><updated>2008-12-28T01:02:49.979-02:00</updated><title type='text'>Esquina</title><content type='html'>Era um papo de manhã de Natal com minha mãe subindo a General Roca a caminho do metrô quando vi, encostado à parede externa de um daqueles bancos, se não me engano um Bradesco, um menino de rua, encolhido, agarrado às próprias pernas, chorando. Lispectoralmente, não paramos de andar. Minha mãe notou e fez sua usual expressão de pena, angústia, seeupudessefazeralgoarespeitismo. É uma pena, realmente. Não quis pensar em nada, mas sabia exatamente no que não pensar. Você sabe do que estou falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sou hipócrita, falso, consumista, egoísta, materialista, despreocupado, distraído, ocupado, sem tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8059503792466136718?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8059503792466136718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8059503792466136718&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8059503792466136718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8059503792466136718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/esquina.html' title='Esquina'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8666291616176833132</id><published>2008-12-27T23:24:00.002-02:00</published><updated>2008-12-27T23:27:28.977-02:00</updated><title type='text'>Do fundo do baú ou Relíquia ou Devaneio ou Família ou, simplesmente, "II"</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cabe dizer que esse texto foi escrito por mim há quase dois anos e encontrado há quase dez minutos. Não vou corrigir possíveis erros de português. Deixarei tudo aqui, original, copiado e colado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, num estado levemente alcoolizado, parei por alguns segundos e refleti sobre meu primo. Na verdade, refleti sobre a curiosa maneira na qual ele se alienava dos acontecimentos do mundo.&lt;br /&gt;Talvez por morar mais longe ou por puro capricho, ele tinha uma maneira peculiar de se ausentar de todo e qualquer problema referente ao mundo.&lt;br /&gt;Nunca o vira falar sobre a AIDS na África ou o aquecimento global. Suas histórias mexiam com minhas emoções - fossem elas as tristezas, as alegrias ou as surpresas - mexiam com minhas emoções de um modo estranho, como se ele nunca tivesse sabido de tais problemas ou ainda que estes nunca tivessem acontecido antes.&lt;br /&gt;Ele falava sobre coisas julgadas na maioria das vezes banais, como as músicas que ele compunha, as aventuras de mais um dia na roça - ele mora numa região meio interiorana do Rio de Janeiro, mesmo que estude Matemática no Centro - e todas essas histórias me cativavam como se eu não tivesse mais nada a me preocupar, apenas seus quase-problemas.&lt;br /&gt;O curioso de tudo é que sempre cobro das pessoas uma certa carga de problemas, mas dele, justamente dele, nunca me passara pela cabeça perguntar o que isso tudo tinha a ver com a problemática atual do mundo.&lt;br /&gt;Não que ele fosse bom contador de histórias - aliás ele o fazia de uma maneira tão ruim quanto a minha: cheia de interrupções, mas estas eram de uma alienação tão curiosa que me deixavam à parte de todo aquecimento global, toda fome, tudo.&lt;br /&gt;Ele compunha músicas - sim, meu primo é o que se pode dizer de um poeta....uma pessoa poética talvez...com uma poesia ímpar de alguém que não se preocupa com o que acontece com o mundo atual, mas não causa diferenças gritantes na não-preocuoação sobre um pé-de-cana, ou sobre alguma coisa em inglês furado,ou ainda sobre amor e falta (falta essa de preocupação para com o amor?)&lt;br /&gt;Lembro de um trecho de uma música que dizia alguma coisa sobre "cantar uma música sobre você num bar vazio e, ao abrir os olhos, não haver mais ninguém ouvindo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, meu primo é uma pessoa curiosamente peculiar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8666291616176833132?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8666291616176833132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8666291616176833132&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8666291616176833132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8666291616176833132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/do-fundo-do-ba-ou-relquia-ou-devaneio.html' title='Do fundo do baú ou Relíquia ou Devaneio ou Família ou, simplesmente, &quot;II&quot;'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8749966585300140173</id><published>2008-12-25T22:17:00.001-02:00</published><updated>2008-12-25T22:22:25.607-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Títulos'/><title type='text'>[Desafio] Cancelado Devido a Chuva</title><content type='html'>Sabe aquele momento em que sua vida será resolvida? Pois bem, era no qual ela se encontrava. Doze anos sem vê-lo. Doze anos a esperá-lo. E finalmente acontecera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construíra uma vida, é bem verdade, e uma boa. No entanto, nunca vivera. Escolhera um marido que não se importava com suas ausências mentais, seus filhos achavam que era só seu jeito de ser. Depois de tanto tempo, ninguém se importava mais em interrogá-la, ninguém se lembrava mais como ela era e suas distâncias passaram por envelhecimento. Quisera ela ter se tornado tão sábia quanto a consideravam nesses momentos. Pouco era necessário para desencadear seus devaneios. Por vezes, o barulho do vento era suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionara-se, também, há tempos, se não estava enlouquecendo. Concluíra que não. Se enlouquecesse, o estado senil impediria a saudade de sufocá-la nesses momentos. Além do mais, não tinha status para tal. Não fora tão culta ou tão altruísta que lhe garantisse o direito.&lt;br /&gt;Perdera-se em devaneios mais uma vez. O tempo estava passando e, se queria alcançá-lo ainda nos portões da cadeia, deveria sair agora. Olhou pela janela e percebeu que o motivo de seu retorno à realidade fora a chuva torrencial que caíra sem aviso. Sempre havia chuva nessa época do ano. Fora nessa mesma estação em que se conheceram. Ela o viu pela primeira vez saindo de seu escritório na praia do Flamengo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Voltara a seus devaneios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao momento em que sua vida seria resolvida? Cancelado. Até a próxima lucidez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8749966585300140173?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8749966585300140173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8749966585300140173&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8749966585300140173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8749966585300140173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/desafio-cancelado-devido-chuva.html' title='[Desafio] Cancelado Devido a Chuva'/><author><name>Jessyca Medeiros</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-L5tGxZ296ok/TyEXcsCFp8I/AAAAAAAACaU/pLQi72CxpGw/s220/IMG_0503.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-5442362957933760988</id><published>2008-12-18T23:15:00.001-02:00</published><updated>2008-12-18T23:19:40.767-02:00</updated><title type='text'>Quatro parágrafos para te salvaguardar</title><content type='html'>Quando as sirenes chegaram e te levarem a outro lugar: lembra meu rosto te dizendo adeus, lembra minhas mãos, agitando o vento da gare. Congela aquele instante, porque eu, eu vou me salvar; e tu, eu não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escondi as provas num caminho isolado, numa cabana abandonada na floresta; lá onde as sombras desenham contornos na terra. Procura na escrivaninha mofada, uma das suas gavetas conterá tudo o que ninguém pode ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te preocupes: guardo comigo uma foto tua antiga, em que me olhas um sorriso descabelado e desconfiado. Está na minha carteira, aquela velha de couro falso; o tom sépia do teu rosto vai me fazer esquecer a fuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensa bem, meu amor, nosso romance será escrito pelo telefone, entre orações bêbadas e arrependimentos, e descuidos, e confissões chorosas. Construiremos, pensa bem, um legado de saudade e crime, a nossa história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-5442362957933760988?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/5442362957933760988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=5442362957933760988&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5442362957933760988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5442362957933760988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/quatro-pargrafos-para-te-salvaguardar.html' title='Quatro parágrafos para te salvaguardar'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-6929592225897776685</id><published>2008-12-17T19:27:00.002-02:00</published><updated>2008-12-17T19:30:03.987-02:00</updated><title type='text'>No elevador</title><content type='html'>De início houve o estranhamento, que não foi mútuo por razões óbvias.&lt;br /&gt;Edward Meener encontrava-se num elevador fechado, levemente escurecido pela falta de uma lâmpada e ao lado de um morto.&lt;br /&gt;Havia um morto ao lado de Edward, em cima de uma maca, sem razões lógicas e plausíveis.&lt;br /&gt;A situação era absurda como um sonho, pois ninguém deixaria um morto numa maca subindo e descendo os elevadores do único prédio residencial da Tina Ulson St.&lt;br /&gt;Mas era real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, houve a dúvida.&lt;br /&gt;Há quanto tempo estaria ali. Quem era.&lt;br /&gt;Nunca vira o indivíduo no prédio - não que fosse dos vizinhos mais sociáveis.&lt;br /&gt;Porque ali. Porque não tomei as escadas.&lt;br /&gt;A resposta desta, entretanto, era simples: eram quarenta e cinco andares. Ir de escada era simplesmente exaustivo demais.&lt;br /&gt;Pois então, que aceitasse o castigo divino à sua preguiça: andar no elevador ao lado do morto.&lt;br /&gt;Estaria mesmo morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, houve o medo.&lt;br /&gt;O medo não precisa de explicação, porque todo o mundo teme a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E houve a espera.&lt;br /&gt;Quarenta e cinco andares que não passavam nem sob toda a reza que Edward Meener fazia. É claro que era da boca para fora, por que ele nunca acreditara nessas coisas de deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E houve a esperança.&lt;br /&gt;Quando o elevador se aproximava do andar, ouviu-se um baque surdo e ele parou.&lt;br /&gt;Que piada: entre dois andares, dentre eles aquele no qual Edward sairia do elevador rumo à sua liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então houve o terror, que vem do medo, que não precisa de explicação, porque todo o mundo teme a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais espera houve, mas dessa vez ela não vinha acompanhada de reza. Era acompanhada de um Edward encolhido no canto do elevador, de modo que não mais conseguia ver o morto em cima de sua maca.&lt;br /&gt;O morto causava um pânico tremendo nele, mesmo que não movesse um músculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E houve a esperança, mais uma vez.&lt;br /&gt;O elevador voltou a funcionar, ao mesmo tempo em que se ouviu uma voz amigável e feminina dizendo que houve uma rápida queda de energia e que tudo estava sob controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, houve o alívio, porque Edward saiu do elevador (incrivelmente suado) e tomou o rumo que tomaria normalmente, ainda um pouco abalado e sem nenhum arranhão, até porque não havia a possibilidade.&lt;br /&gt;Porque o morto continuava sem mover um músculo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-6929592225897776685?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/6929592225897776685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=6929592225897776685&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6929592225897776685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6929592225897776685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/no-elevador.html' title='No elevador'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3781947878038950460</id><published>2008-12-13T00:37:00.003-02:00</published><updated>2008-12-13T14:58:28.313-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Títulos'/><title type='text'>[Desafio] A Máquina do Mundo</title><content type='html'>Disse: "eu sou a máquina do mundo",&lt;br /&gt;Inclemente, sem dó, enfiou a faca.&lt;br /&gt;Lâmina de pureza, era uma estaca&lt;br /&gt;escarlate no corpo moribundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou e viu a nascente de morte,&lt;br /&gt;Que num riacho se desenvolvia.&lt;br /&gt;Engrenagens de inércia e mais-valia&lt;br /&gt;Escorriam da chaga fina, o corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu as ancas, formou-se num lago.&lt;br /&gt;Viu tudo, entendeu tudo! Era o norte!&lt;br /&gt;"É o saber e a verdade que trago!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Larga a faca e sai louco, vagabundo.&lt;br /&gt;Sirene, dinheiro, mentira, morte:&lt;br /&gt;Ia encontrar a Máquina do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu desafio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cancelado devido a chuva".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3781947878038950460?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3781947878038950460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3781947878038950460&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3781947878038950460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3781947878038950460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/desafio-mquina-do-mundo.html' title='[Desafio] A Máquina do Mundo'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-7072329766216614914</id><published>2008-12-13T00:33:00.000-02:00</published><updated>2008-12-13T00:35:30.059-02:00</updated><title type='text'>O pornógrafo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;;"&gt;Nas ruas elétricas de uma megalópole abandonada corria o pornógrafo por debaixo de chuva forte atrás do ônibus respirando fumaça e ondas de rádio no concreto plúmbeo industrial molhado de lama cinza, atrás da virtude roubada dos velhos tempos dos sonhos siderais de uma sociedade branca espacial, sua calça jeans suja da velha água roedora dos bueiros malcheirosos, suas meias de algodão processado ensopadas num incômodo carbônico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;;"&gt;Corre, pornógrafo, você chega lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;;"&gt;O condutor se comiserou e parou o veículo metálico com um ganido desproporcional de efeito cinematográfico e o pornógrafo entrou no ônibus com um falso sorriso de alívio e arrogância, despejou sobre os ásperos calos do trocador o dinheiro com cheiro forte de níquel velho e forçou seu corpo oncológico a girar a roleta sólida com um ruído estridente de passagem para se sentar num banco rasgado com pixações profanas perto de uma janela quebrada com um puxador que parecia cortante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;;"&gt;Espera, pornógrafo, você chega lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;;"&gt;Foi assolado por pingos finos e gelados de uma chuva corrosiva durante toda a viagem até chegar ao ponto de ônibus de sua casa e desceu para acelerar o passo fatigado da rotina de nojo até o portão do prédio, tateou pela chave de alumínio no bolso do sobretudo e abriu a porta com triunfo prosaico de desconcerto para ver o apartamento adstrito empoeirado e mal iluminado com um único foco de luz amarela débil e vacilante como o instinto e a moral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;;"&gt;Arruma, pornógrafo, você chega lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;;"&gt;Tomou coragem e pôs-se a organizar a mobília e os objetos e a tirar o mofo parasítico de sua morada suja durante toda a madrugada enquanto trovões reverberavam zombarias e relâmpagos crebros discotecavam num pulso narcótico e limpava, esfregava, cuspia e suava com a obstinação quase demoníaca de um obsessivo recém-descoberto, tudo para que pela janela entrasse a manhã sadia e arrumada e as buzinas descompassadas da impaciência do dinheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;;"&gt;Descansa, pornógrafo, você chega lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;;"&gt;O corpo envelhecido exausto se atirou no sofá há pouco ajeitado e deixou-se respirar da atmosfera metropolitana poluída e pervertida de desapego e egoísmo num desvario gosmento de roncos e câncer enquanto um assobio lúgubre escapava e se recolhia dentro de seus pulmões tomados por velhas cinzas contumazes de uma juventude ébria em excessos e vaidades e loucuras mórbidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;;"&gt;Dorme, pornógrafo, você chega lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;;"&gt;Enterrado na terra viciada pelo esforço exacerbado de demência moribunda sua carne acre era digerida pelos vermes hiantes que salivavam ácidos acerbos nos esfumaçados globos hialinos de devassidão e de doença que em breve seriam litocarpos infames a tropeçar para dentro de um oblívio edáfico de podridão das obsecrações obliteradas dos perdidos e dos fracos das cidades de pornógrafos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-7072329766216614914?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/7072329766216614914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=7072329766216614914&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7072329766216614914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7072329766216614914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/o-porngrafo.html' title='O pornógrafo'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-2429026612103606768</id><published>2008-12-13T00:21:00.005-02:00</published><updated>2008-12-14T16:54:14.467-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Títulos'/><title type='text'>[Desafio] Me chama de chão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Me chama, me chama de novo (grita o meu nome), me pisa, me arranha (arranha a tua garganta), me berra, me brada, me urra, me morde, me dói, me machuca (grita o meu nome mais alto) (urra o meu nome).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Me sê, me entra, me dá, me recebe, me sai, me everte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;(Deixa eu ser teu, teu pertence, todo teu, teu todo, tua coisa, teu objeto quotidiano, tua coisa de cumprir tarefas).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Me usa, me usa, me usa, me faz, me compra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Me rasga, me rabisca, me contorce, me distorce, me fode, me sua, me respira (entra), me constrói, me destrói, me constrói, me destrói, me desdiz, me desfaz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Me arrasa, me amputa, me arranca, me afasta, me aposta, me atesta, me estaca, me esfaqueia, me atira, me olha, me pisca. (Rasga o meu nome enclítico).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Me sê, me está, me tem, me põe, me tira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Me joga, me quebra, me ri, me gargalha, me chora, me pranteia, me prateia, me enterra, me cospe, me mija, me assa, me dorme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Me olha (com desprezo), me vai, me vem, me escolhe, me traz, me leva, me escolhe, me traz, me leva, me vive.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Me pisa, me cala, me chama de chão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-2429026612103606768?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/2429026612103606768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=2429026612103606768&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2429026612103606768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2429026612103606768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/desafio-me-chama-de-cho.html' title='[Desafio] Me chama de chão'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8106598092759008262</id><published>2008-12-09T21:30:00.004-02:00</published><updated>2008-12-09T22:10:55.924-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Títulos'/><title type='text'>[ Desafio ] O Fim de Uma Era</title><content type='html'>Estou contando os dias para que tudo acabe, e sei que será um momento feliz. Se eu bebesse provavelmente estaria programando a bebedeira do século, porque esse ano já deu tudo que tinha que dar e mais um pouco, e eu estou cansada.&lt;br /&gt;Mas é aí que entra a parte chata, e não me refiro a minha abstinência alcoólica. Quando janeiro chegar e eu fizer o que vai ser a última prova do ensino médio eu vou dar adeus a 12 anos da minha vida.&lt;br /&gt;Por sete desses anos, eu tive a companhia de algumas pessoas que, pra mim, são as melhores do mundo. Três desses sete foram os melhores que eu poderia desejar, e digo isso pesando o bom e o ruim. E, em um dia, tudo vai acabar: eu não vou mais vestir a velha camisa branca, não vou ver as velhas pessoas, não vou passar pelos mesmos lugares.&lt;br /&gt;O Adeus sempre pareceu complicado pra mim. Agora eu me vejo chorosa, sofrendo de saudosismo antecipado, querendo rir tudo que ainda não ri. Fico pensando no que vai acontecer daqui pra frente, se algo vai se salvar, lembrando de pequenos detalhes e coisas antigas que achei que tinha esquecido. Pensar no CAp é difícil. Odeio, sem dúvidas. Amo.&lt;br /&gt;Foi lá que eu cresci, física e psicologicamente ( apesar de alguns afirmarem que ainda me comporto feito criança ), e se hoje eu sou o que sou, é culpa quase que exclusiva dele e de seus alunos. Vou fazer visitas nos dois primeiros anos, e depois vou parar, mas estarei no baile dos cem anos.&lt;br /&gt;Vou chorar triste e feliz ao mesmo tempo. Vou levar uma vida, as melhores amizades (porque mesmo que acabem serão sempre as melhores), uma cabeça melhor, lembranças da melhor turma de terceiro ano. Vou levar fotos, nomes e histórias. Vou levar memórias e uma camisa pichada, dessa vez pra nunca mais lavar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vou guardar esse texto brega e cafona, que espero substituir por outro a altura de tudo que eu quero dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Proposta: Me chama de chão!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8106598092759008262?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8106598092759008262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8106598092759008262&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8106598092759008262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8106598092759008262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/desafio-o-fim-de-uma-era.html' title='[ Desafio ] O Fim de Uma Era'/><author><name>Cássia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18377352942230005095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YqjohmVM9X0/SbQMO3oOuqI/AAAAAAAAACs/RRMARAMvJfs/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-2283126181407768658</id><published>2008-12-08T23:30:00.002-02:00</published><updated>2008-12-08T23:32:24.918-02:00</updated><title type='text'>Caju.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aula de Geografia: “Brasil vem aumentando as exportações de fruticultura, principalmente mangas, laranjas e cajus.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Caju! Sinto meu vício reacender.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Intervalo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Suco de caju.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Cantina. Carboidratos. Gorduras. Nocivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nada saudável.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Desejo volta à caixinha do suco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Coca-cola.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sala.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Maldito consumo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;ps.: Mantenham os desafios durante as férias, pois pretendo respondê-los.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-2283126181407768658?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/2283126181407768658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=2283126181407768658&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2283126181407768658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2283126181407768658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/caju.html' title='Caju.'/><author><name>Jessyca Medeiros</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-L5tGxZ296ok/TyEXcsCFp8I/AAAAAAAACaU/pLQi72CxpGw/s220/IMG_0503.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-7279527781926160822</id><published>2008-12-07T23:17:00.002-02:00</published><updated>2008-12-07T23:26:07.659-02:00</updated><title type='text'>Aposentadoria</title><content type='html'>Venho aqui dizer-lhe o porquê de ter me aposentado assim, tão cedo. Não foi por invalidez, não foi por tempo de trabalho, não foi por idade. Aposentei-me, amigo, por excesso de humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi adolescente que inspirou-me a luz de tornar-me massagista. Entretanto, já em dois meses de trabalho, não havia controle emocional que suportasse meu infeliz fardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez você, que lê, pense que se trata de uma profissão fácil, comparável, quiçá, à das prostitutas: pagas para proporcionar prazer para pessoas pesadas de tanto trabalhar. Meu dever era o de tirar o peso do mundo dos ombros dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem dera, meu caro, que fosse para sempre. Eu, ao mesmo tempo em que era anjo redentor do sofrimento alheio, era o carrasco que tinha o triste dever de retornar cada um a sua respectiva via-crucis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguia ser o criador e o destruidor das paisagens mais belas: campos de gramados verdejantes e jardins de tulipas vermelhas sob um céu azul e límpido tornavam-se novamente a selva de pedra em que cada um de nós existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a pura expressão viva do "tirar doce de criança". Para quê aliviar suas dores, se era obrigado a deixá-la no lugar onde a encontrara, como ela fosse um brinquedo com o qual brincamos, interagimos, modificamos e guardamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fui, amigo, um canal anestésico da angústia de alguém, prefiro que não tivesse feito,  pois mais vale a dor que passam do que a nostalgia do que nunca poderia ter sido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-7279527781926160822?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/7279527781926160822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=7279527781926160822&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7279527781926160822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7279527781926160822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/aposentadoria.html' title='Aposentadoria'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-6241278595798645384</id><published>2008-12-07T18:36:00.002-02:00</published><updated>2008-12-09T22:11:21.394-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Títulos'/><title type='text'>[ Desafio ] Os 11 Motivos do Jacaré</title><content type='html'>Jacaré um dia resolveu virar bolsa, dessas tipo favorita de madame que não saem de debaixo do braço. Comunicou a decisão aos amigos de espécie que prontamente lhe perguntaram os motivos. Como explicar demorasse muito tempo escreveu tudo numa lista e entregou aos companheiros, que lhe bombardearam de perguntas.&lt;br /&gt;É fato que o jacaré tava se sentindo só e tinha achado na madame uma companhia mais que agradável. Os outros balançaram o rabo em negação dizendo que aquilo era motivo bem do fajuto e que tinha muita da fêmea por ali. “ Mas eu já to cansado dessas jacaré fêmeas, desculpe as amigas que me escutam, que tão com dois em cada hora e dia seguinte fingem que nem conhece quando vê passar na lagoa”. Concordaram todos que podia bem ser verdade, mas que uma decisão extremista daquelas não era necessária, que bem que ele podia se arrepender depois. Jacaré então calou todo mundo dizendo que não era nada definitivo não e , sendo o caso, era só pedir seu couro de volta e retornar pra sua caverninha lá perto da lagoa mesmo.&lt;br /&gt;Prosseguiu a discussão com mais meia dúzia de motivos que a censura e o horário não me permitem dizer, mas que fez as fêmeas ouvindo revirarem os olhos “ jacarés, humpf!” (porque Jacaré não queria mais saber dos relacionamentos de jacarés, mas foi de forma bem jacaroística que essa história de ser bolsa começou.). E como os amigos continuassem a bater pata dizendo que não ‘tavam convencidos e que aquilo tava era muito mal contado, Jacaré abriu a boca e soltou o motivo final e secreto. ‘Tava era apaixonado e por demais e nada fazia ele mudar de idéia.&lt;br /&gt;Passadas as horas e a despedida, a madame chegou pra buscar sua futura bolsa pra ter o couro arrancado fora, e o futuro acessório foi tão feliz e tão risonho que os de sua espécie acreditaram piamente no argumento número 10, de que Jacaré acreditava mesmo que aquilo era o que ele queria e que o deixaria muito do feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-6241278595798645384?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/6241278595798645384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=6241278595798645384&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6241278595798645384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6241278595798645384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/os-11-motivos-do-jacar.html' title='[ Desafio ] Os 11 Motivos do Jacaré'/><author><name>Cássia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18377352942230005095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YqjohmVM9X0/SbQMO3oOuqI/AAAAAAAAACs/RRMARAMvJfs/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3321190771117722558</id><published>2008-12-05T23:41:00.005-02:00</published><updated>2008-12-09T22:11:42.993-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Títulos'/><title type='text'>[Desafio] Os 11 motivos do Jacaré</title><content type='html'>Jacaré morava na lagoa do Tuiuiú e resolveu se mudar. Fez a burrice de contar pro papagaio, que tornou o fato comentadíssimo no reino do Seu Leão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim? Depois de tanto tempo? Que absurdo! Ninguém sai daqui! Vai nos abandonar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma fuzarca geral, um auê, afinal se tratava de parte da milícia da floresta! Humano prudente não entrava na água não, só por causa de Jacaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para piorar a situação, ninguém encontrava o raio do Jacaré em lugar nenhum. Perguntavam pra quase toda a fauna e nada de resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quede Jacaré? Tava em casa, arrumando as malinhas feitas todas de couro de gente, enchendo de casacos de pele, cabelo, barba, bigode e até pentelho (que horror!) tinha nas roupas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que a coruja, muito da esperta, resolveu questionar o papagaio, até que se achou o Jacaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, que te levou a querer sair de nossa agradável companhia, seu Jacaré?&lt;br /&gt;- Ih, dona coruja, as razões são muitas, mas já te digo que a agradável companhia não existe, não. Esses bichos não param quietos! Meu modo de vida não agüenta essa bagunça não.&lt;br /&gt;- Mas não é só isso, é?&lt;br /&gt;- Ah, dona coruja, vou te contar um segredo: ando co’as costas destruídas de tanto nadar assim.&lt;br /&gt;Vou pro Nilo, pro Sena, pro Tietê, até pra Lagoa Rodrigo de Freitas eu vou, porque essas piranhas me matam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E partiu, sem ouvir resposta e sem deixar de mandar uma banana pro macaco – ai que ódio desse mico barulhento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e nem notícias do seu Jacaré, e todos (até mesmo o mico) sentiam falta do danado, até que um dia, voltando de uma temporada de férias, papagaio matreiro e fofoqueiro tratou logo de espalhar a tragédia: Jacaré tinha virado bolsa de uma tal de Madame Sofia, dona de um bordel chiquésimo em São Paulo.&lt;br /&gt;O comentário foi recebido com um pio de suspiro da coruja, que virou pra papagaio e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu bem que ia avisar: piranha tem é em todo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Próximo título: A máquina do mundo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3321190771117722558?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3321190771117722558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3321190771117722558&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3321190771117722558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3321190771117722558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/desafio-os-11-motivos-do-jacar.html' title='[Desafio] Os 11 motivos do Jacaré'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-6467556296647855381</id><published>2008-12-05T23:38:00.005-02:00</published><updated>2008-12-09T22:12:01.948-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Títulos'/><title type='text'>[Desafio] O belíssimo dia em que o sol se levantou mas a manhã não nasceu</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Eu venho tentando buscar uma razão para tudo. Ando racional demais, nesses últimos dias. Preciso de uma raiz que me finque no sólido, oposta ao etéreo do meu mundo das idéias. “Árvore não voa”, ouvi há pouco tempo, numa conversa qualquer sobre exames psicotécnicos e a falta de uma linha simbolizando o chão nos desenhos representativos de árvore. Eu ando um pouco árvore sem linha de chão, por assim dizer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;Árvore que voa não dá fruto, porque não se alimenta de matéria. Não cresce. Isso talvez explique a minha súbita e irremediável falta de criatividade. Onde já se viu escrever sem linha? Deus escreve certo por linhas tortas e eu, escrevo por linhas, quaisquer que sejam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;E a minha razão precisa responder a vários porquês. Minha árvore sem chão se alimenta de porquês. Eu tenho me alimentado de porquês e de toda sorte de besteiras, das que fazem mal a longo-prazo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;Ontem terminei aquele livro de que te falei. Terminei e joguei longe – não porque desgostei, pelo contrário – joguei longe porque também estava me deixando mal. Eu tenho sido masoquista nesse ponto: me agrada aquilo que me faz mal, de livros a porquês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;Meus porquês são minha nutrição e meu veneno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Hoje o sol levantou, mas a manhã não nasceu, não para mim. Estava quente, eu sentia, mas eu me mantive de janelas fechadas e blecaute, no meu universo, pra evitar a claridade. Passei o dia à maquina de escrever, procurando o que te digitar. Se te digito, faço-o sem linhas. Se te escrevo, busco as minhas linhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;Eis o meu problema: Ando sem linha de chão, sem linha de escrita e, portanto, digito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;A verdade, entretanto, é que não há problema. Por que? Porque não há. Eis tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;O meu universo não tem chão e nunca teve, mas hoje eu percebo que eu preciso dele, às vezes. Não que isso seja um problema. Eu já te disse: não há problema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;Não enquanto eu não estiver no chão e começar a andar na linha.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-6467556296647855381?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/6467556296647855381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=6467556296647855381&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6467556296647855381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6467556296647855381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/12/desafio-o-belssimo-dia-em-que-o-sol.html' title='[Desafio] O belíssimo dia em que o sol se levantou mas a manhã não nasceu'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-9076024908531612356</id><published>2008-11-29T00:28:00.004-02:00</published><updated>2008-11-29T00:33:15.940-02:00</updated><title type='text'>Erratum</title><content type='html'>Agora são seis, as pererecas: comprei mais duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aumento silenciosamente meu império... Eba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;("Errata" é o plural de "erratum"; embora não seja de praxe, faço uso do que julgo ser o uso mais correto: "errata" para uma coletânea de correções, "erratum" para uma apenas.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-9076024908531612356?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/9076024908531612356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=9076024908531612356&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/9076024908531612356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/9076024908531612356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/11/erratum.html' title='Erratum'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-1307351842374602353</id><published>2008-11-28T14:11:00.003-02:00</published><updated>2008-11-28T14:17:12.709-02:00</updated><title type='text'>Talvez CAp</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Talvez&lt;/i&gt; esse não seja o melhor lugar para dizer isso. Não ligo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Talvez&lt;/i&gt; devesse sentir falta. Sentir falta de risadas, choros, amizades, traições, coleguismos, falsidades, provas, férias, viagens, fofocas, tempos vagos, zueiras, conversas. &lt;i&gt;Talvez&lt;/i&gt; não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ou até &lt;i&gt;talvez&lt;/i&gt; venha a sentir falta disso tudo. Não agora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Infelizmente, o que, hoje, vou levar com certeza e que não é um talvez, são as tristezas, rejeições, humilhações, amizades perdidas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Talvez&lt;/i&gt; algumas amizades fiquem. Sei que &lt;s&gt;algumas&lt;/s&gt; poucas pessoas gostaria que ficassem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfim acabou. &lt;i&gt;Talvez&lt;/i&gt; exista a falta do CAp daqui a algum tempo. Provavelmente não. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-1307351842374602353?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/1307351842374602353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=1307351842374602353&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1307351842374602353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1307351842374602353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/11/talvez-cap.html' title='&lt;i&gt;Talvez&lt;/i&gt; CAp'/><author><name>Jessyca Medeiros</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-L5tGxZ296ok/TyEXcsCFp8I/AAAAAAAACaU/pLQi72CxpGw/s220/IMG_0503.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-2115233658061336642</id><published>2008-11-23T22:41:00.000-02:00</published><updated>2008-11-23T22:43:08.941-02:00</updated><title type='text'>As Pererecas</title><content type='html'>Esta semana cheguei à brilhante conclusão: pererecas pulam. E não me refiro aos nossos amigos anuros, mas às simpáticas bolinhas de látex, diversão garantida para um dia de ócio. Eu poderia, leitor, simplesmente acabar o texto aqui, nesta secura lacônica. Mas acho que há mais do que pensamos a respeito das pererecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca, creio eu, paramos para pensar sobre as pererecas o tanto quanto devíamos. Abusamos das coitadas a bel prazer, quicando-as sobre qualquer superfície que prometa algum entretenimento para nossas mentes satisfeitas… Será que há mais nas pererecas? Ou será que são apenas pererecas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eu, enquanto entusiasta (e leigo) da mitologia quântica, acredito serem as pererecas as sumas representantes de uma outra dimensão na terra. Assim como o pé grande representa uma, os extraterrestres outra, os pombos outra mais, etc. Descobri isso numa tarde muito lúcida de recreação com minhas quatro amigas alterdimensionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, com o status de artista – profissional dos devaneios, se assim preferir –, tenho o dom para-psíquico de me comunicar com seres cuja linguagem nos é completamente estranha. Nunca conversei com o pé grande ou o chupa-cabra, mas tenho certeza de que, se o fizesse, bateríamos altos papos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi fazendo uso desse dom que passei aquela tarde proseando jovialmente com minhas companheiras. Fizeram-me suas reclamações, todas bastante sensatas e devidamente justificadas: querem que paremos de simplesmente quicá-las por aí, elas têm o direito de escolher quando e onde querem dar seus pulinhos; querem, também, que parem de ser vendidas nas bancas de jornal (“é um absurdo”, me confidenciou uma delas, “que séculos”, corrijo-a, pois há menos de dois séculos, o que configuraria como uso correto o singular, “após a abolição”, oficial, “da escravidão, sejamos vendidas dessa forma, como animais”) a preços degradantemente baixos; etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também me esclareceram acerca de mais uma coisa: não são feitas em fábricas, como imaginava, mas são fruto de reprodução sexuada em sua dimensão e vêm para cá como diplomatas. Sim, as bolinhas que maltratamos e de que malcuidamos (mas mui bem-amamos) são, na verdade, diplomatas. Têm escolaridade e o caralho a quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, nem todas são bonitinhas e bem dispostas como nossas conhecidas daqui da Terra. Disseram-me que a grande maioria é feia, normalmente de tons pastéis ou até cinzentas, e não passa de uma “alcatéia de alcoviteiras ignorantes”, como muito veemente colocou uma outra de minhas colegas. Apesar da aparente arrogância que demonstrou, disse-me serem muito pacientes e tolerantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pererecas são gente fina, educada, sincera, divertida, sim, mas elas também têm sentimentos, têm lá suas mágoas e suas psico-cólicas. Temos de mostrar um pouco nossa humanidade, ser bons anfitriões para nossas visitantes... Nunca se sabe quando podem arquitetar um plano maquiavélico de dominação interdimensional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, atentem meu apelo: tratem bem as pererecas! Elas não são gente, mas são como se fosse!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-2115233658061336642?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/2115233658061336642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=2115233658061336642&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2115233658061336642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2115233658061336642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/11/as-pererecas.html' title='As Pererecas'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-6797391472906799521</id><published>2008-11-16T01:08:00.001-02:00</published><updated>2008-11-16T16:44:37.738-02:00</updated><title type='text'>Título é coisa de comunista</title><content type='html'>&lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;O seu rosto, outrora pradaria, tornou-se um cânion. Seco, árido, áspero, empoeirado. Reparou isso quando se olhou no espelho pela manhã, uma manhã de domingo, ou de terça-feira, eram todas iguais, e viu um velho. Mas ele não era esse velho. A pessoa que ele via no espelho não era ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;A luz o enganava, mexia com suas idéias, pensava, pensava, matutava: e quem seria você, a pessoa do espelho. Ele se perguntou se seria realmente ele e confrontou a verdade: envelhecera. Mas não era aquela pessoa, não podia ser, não era. Pára de bobagem, disse aos velhos olhos enevoados e cinzentos, com aquele aspecto cinzento da senectude, aqueles olhos cinzentos que zombam, que dizem que você já está velho e cinzento e deve morrer para deixar de ser um fardo cinzento para o mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Dessa vez decidiu encarar a verdade: era ele, sim era ele e nada podia fazer... Quando ficara assim? Olhava seu próprio rosto, a expressão inevitavelmente vazia e profunda de uma fotografia importante, todas as manhãs, todas as manhãs olhava seu rosto e nunca havia notado as diferenças. Sabia que já fora jovem, lembrava-se desses dias, gloriosos dias de juventude, liberdade, liberdade, de viagens, de amores, de entusiasmo. Como era delicioso o entusiasmo da juventude, aquela ânsia por conquista, por qualquer coisa, aquela ânsia pela complexão, pela integridade, pela totalidade, pela vida intensa e muita, muita vida, por viver muito de uma vez só, pelas garfadas cheias, pelos pratos cheios, pelo sexo, o sexo, o sexo era maravilhoso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não era mais jovem, mas isso não significava não ser mais a mesma pessoa de antes, de forma alguma, ser velho não quer dizer ser outra pessoa, ou quer, ou não quer, ou quereria, pensava, pensava, refletia, matutava, cogitava, era. Fazia um mapa do cânion inexplorado de sua face. Hoje em dia, comia pouco, dormia pouco, trepava pouco, celebrava pouco, sua vida era um saco, se soubesse que seria assim quando era jovem teria se matado há muito tempo e isso o perturbava por demais, pois não queria tentar imaginar como pensava que seria quando era jovem, porque há certas sensações que o cérebro é capaz de guardar e outras ele perde, ele perde, ele se esquece delas, assim, num estalar dos dedos ele as deixa para trás, ele não se importa, o cérebro é insensível, é uma máquina, é um computador, ele não pensa, ele não quer, ele não decide, ele faz, ele executa, é um robô, é um autômato, afinal, nós somos autômatos, nós somos todos robôs, somos formigas, formigas idiotas, inúteis, impotentes, impossíveis, os robôs são formigas e as formigas são computadores, e isso o perturbava, pois seu rosto era diferente e tudo era diferente, mas nem tudo deveria ser diferente, ele queria ser como era antigamente, queria envelhecer ao contrário, queria fazer o caminho inverso, mas isso ia contra as leis da biologia e contra as leis da física e contra as leis de tudo e do mundo, mas o mundo não é tudo, nem a matemática é tudo, então ele se esqueceu de o que tudo era e se lembrou do que achava que era quando era mais jovem, e tudo se embaralhou como um baralho sem naipes e só cheio de coringas, cheio de coringas como bobos da corte que dançavam e faziam ruídos impacientes, indolores, inocentes e impávidos com seus guizos mortos, eram mortos, eram de metal, eram robôs, os guizos eram pequenos cérebros, como formigas que tilintam, como taças, eram taças que embriagavam os reis, e quem eram os reis ele não sabia, e de repente havia um reino e súditos e uma rainha e plebeus, muitos plebeus, o mundo é feito de plebeus e de elementos químicos, e os plebeus são a tabela periódica e ele achou que tudo isso não fazia sentido, nem sentido fazia, não fazia sentido, não tinha lógica, nada mais tinha lógica, deixava sua mente fazer divagações loucas, como um parque abandonado arenoso, ou seria uma casa de shows, um sítio de espetáculos, onde havia uma parede tombada cheia de holofotes que não funcionavam e havia uns esqueletos cubóides, é, umas barras de ferro preto que juntas formavam cubos, cubos, eram cubos, como jaulas, mas só tinha as arestas e uns outros eixos, ou talvez não tivesse eixos, sabe, sem eixos, sem eixos, só arestas e vértices e fórmulas e remédios e velhice e morreu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-6797391472906799521?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/6797391472906799521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=6797391472906799521&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6797391472906799521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6797391472906799521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/11/ttulo-coisa-de-comunista_16.html' title='Título é coisa de comunista'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8134608584360384916</id><published>2008-11-15T00:32:00.000-02:00</published><updated>2008-11-15T00:39:17.076-02:00</updated><title type='text'>Título é coisa de comunista</title><content type='html'>Este texto não pertence ao desafio de títulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;Este pequeno conto foi baseado num sonho que tive esta semana. É um tanto mais creófilo, mais violento, mais sanguinolento, mais perverso, mais &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;twisted&lt;i style=""&gt; que meu costume. Que isso lhes sirva de precato. Não tolerarei comentários cujo principal objetivo seja advogar pela moral e pelos bons costumes ou qualquer palhaçada do gênero. Aceitarei, evidentemente, críticas ponderadas e justas de gente inteligente que saiba ler e escrever adequadamente, pois são eles os verdadeiros críticos. (Isso deve limitar o número de comentários, que já não é lá assim tão alto.)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;Numa noite cor de sangue, a campainha tocou em sua casa. Ele se levantou do sofá, sacudindo a inércia que se alastrava sobre ele como um tumor maldito nas horas de televisão. Deu passos arrastados na direção da mesma porta de sempre, hoje mais vermelha que o costume.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;O corredor era como uma artéria pulsante, vívida, sangüínea, vital. Perante si viu o menino, aquele mesmo de sempre. Sua pele alva estava coberta de chagas, arranhões, hematomas, cortes, pequenos riachos de sangue seco. Sua boca estava particularmente monstruosa, inchada e dormente, dando uma feição de alucinação febril ao seu rosto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;Sua expressão era distante, ao contrário do costume. Falou, uma fala escarlate, sangüínea: “Preciso...”, balbuciou, deixando sair da boca machucada um spray de sangue úmido e quente com uma tossida rouca e um assobio débil da garganta. Não conseguiu terminar a frase, mas estava óbvio que precisava entrar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;Fechou a porta atrás dos dois e viu o garoto sentado no chão em posição fetal, os braços arranhados abraçando as pernas, seus joelhos à mostra. Talvez balançasse para frente e para trás, mas podia muito bem ter sido a pulsação orgânica e rubra da noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;“Os vizinhos...”, deixou sua garganta dar um assobio desesperado, “não me deixaram ficar lá”. Não sabia o que isso queria dizer, mas era evidente que não podia ficar com seus pais. Algo devia ter acontecido. Murmurou qualquer coisa incompreensível, um murmúrio agoniado e primitivo de dor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;“Vou pegar remédio para você”, disse. Não sabia por onde começar. No armário do banheiro todos pareciam pouco demais. Todos os rótulos eram vermelhos, laranja, coral, as letras eram embaçadas e se misturavam num borrão fosco de sangue e angústia. Pegou todos os remédios e os jogou no chão próximo ao menino, que formava um rastro vermelho do balanço demente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;Não sabia o que fazer, não sabia. “Passa pra mim”, ele roncou, escarrando um borrifo vermelho e aguado no chão. Agachou-se próximo ao menino e pegou os remédios, um por um, para aplicá-los à pele dele, outrora alva e imaculada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;Ele ficou nu com suspiros coagulados de uma dor pesada, e ele aplicou todos os líquidos estranhos às feridas latejantes do garoto. Ele chorava e berrava tanto que parecia que fez sua garganta sangrar, tamanha era dor. Passou os remédios e o menino simplesmente jazeu no chão, um corpo ofegante de olhos vítreos e sem vida, de imobilidade ocasionalmente interrompida por um espasmo insano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;Teve vontade de lambê-lo, de saborear as feridas, de sentir em suas papilas o gosto ferroso do sangue, do sangue do sangue do sangue, queria limpá-lo, queria lavá-lo, queria possuí-lo. Era algo de sangüíneo. Sentia-se um monstro suando um fetiche cruento e nojento. Mas era tudo muito duvidoso, e muito vermelho muito sangüíneo muito machucado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Schoolbook&amp;quot;; color: rgb(151, 67, 67);"&gt;Observava-o desmaiado sobre o chão frio que maltratava as feridas vivas do garoto; deixou-se levar pelo raciocínio e tomou um banho, tomou um uísque. Acalmou-se. Nesse pesadelo de sangue e anti-séptico, era vermelho e era o sangue.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8134608584360384916?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8134608584360384916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8134608584360384916&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8134608584360384916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8134608584360384916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/11/ttulo-coisa-de-comunista.html' title='Título é coisa de comunista'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3746171300793578073</id><published>2008-11-08T00:13:00.005-02:00</published><updated>2008-12-30T14:33:24.259-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Títulos'/><title type='text'>[Desafio] O belíssimo dia em que o sol se levantou e a manhã não nasceu</title><content type='html'>1. Luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na luz há fótons.&lt;br /&gt;Os fótons são partículas elementares.&lt;br /&gt;Eles trazem consigo a energia luminosa&lt;br /&gt;E a energia eletromagnética&lt;br /&gt;De todos os cumprimentos de onda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Quarks&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarks são pequenos e úteis.&lt;br /&gt;Compõem os hádrons, dentre os quais estão prótons e nêutrons.&lt;br /&gt;Down, up, charm, strange, top, bottom&lt;br /&gt;São seus tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sol é uma estrela.&lt;br /&gt;Estrelas são enormes e&lt;br /&gt;Massivas bolas de plasma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Manhã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manhã é a parte do dia em que&lt;br /&gt;Nasce o Sol, ao leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Período de uma rotação da Terra em torno de seu eixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. O dia do título&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando Dona Helena, a primeira a acordar na aldeia, levantou-se do colchão macio e vazou para fora das cobertas quentes e viu que não havia luz. "Onde 'tão aqueles fótons da peste?", pensou com seus botões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aquele dia em que ela coçou o buço e logo viu que havia algo fora do lugar. "Opa," sussurrou para si própria, "onde será que 'tá aquela bolota de plasma dos diabo?" Foi até a janela, absoluta, anti-quântica, e tava "tudo um breu danado, meu bom Jesus amado!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia, seus ups e downs continuavam ups e downs, mas seu spin era strange. "Virge Maria, vai ver que o eixo emperrou?" Foi ver se havia óleo para eixos de rotação. Estava em falta, mas quem sabe o Seu Valdir tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Seu Valdir, acorda Seu Valdir", berrava Dona Helena. Acordou Dona Hermengarda, Dona Lisandra, Seu Jasão, Seu Jonas e a Laila. "Mas qu'é isso, Dona Helena, co'esses barulho a essa hora da manhã, a senhora bebeu, foi?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que bebi que o que, Seu Valdir!", ela retrucou de volta. "Olha o céu, peste!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eita ferro"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pois não é que 'tá tudo escuro, home!" Dona Hermengarda esganiçou. "Minha Santa Genoveva, será que deu problema na fusão de hélio?" Acordou o Seu Hélio. "Que barulheira é essa aqui nessa budega?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É que o Sol 'tá mangando de nós, Seu Hélio", Dona Helena explicou, arrazoada. "Escuta, Seu Valdir, heim, Seu Valdir, heim! O senhor não ia ter um óleo de eixo planetário aí não, né?" Fez um charme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é que sobrou da última vez?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Saga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles viajaram até o templo de Atlas, onde bateram um papinho com o Beto. "Será que você podia ver a chave pra nós passar um oleozinho no eixo e o dia nascer?" Perguntou Dona Lisandra. "Ih, vai ser difícil, mulher", ele respondeu. "Tem que ir lá no departamento do Gal", ele disse, "mas eu acho que ele 'tá viajando, é".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tu não 'tá de broma co'a gente não, é?" Seu Jasão desafiou. "Que eu de broma ora veja lá minha cara de broma". Se meteram numa discussão, Seu Jonas os separou e disse: "Pára de brigar que a gente tem que ver de achar o protocolo com Seu Bór"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram até o escritório do Bór, mas ele estava almoçando. Quando, finalmente, ele chegou, todos fizeram grande festa. Ele lhes deu o protocolo, e a Laila, a mais jovenzinha, foi quem escreveu tudo com a letra redonda dela. "E agora?" Quis saber Dona Helena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agora eu envio o protocola, oras. Sangue de Jesus tem poder, quanto papel, minha Nossa Senhora de Lourdes!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu no que deu, conseguiram passar óleo no eixo do mundo, mas tão tarde que já era meio-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu digo pro meu povo:&lt;br /&gt;Essa história assim e assado,&lt;br /&gt;Quem quiser ouvir de novo,&lt;br /&gt;Vai ter que pagar dobrado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proposta:&lt;br /&gt;"Os 11 motivos do jacaré"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3746171300793578073?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3746171300793578073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3746171300793578073&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3746171300793578073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3746171300793578073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/11/desafio-o-belssimo-dia-em-que-o-sol-se.html' title='[Desafio] O belíssimo dia em que o sol se levantou e a manhã não nasceu'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-6106073748110986150</id><published>2008-11-08T00:00:00.003-02:00</published><updated>2008-11-08T01:19:00.942-02:00</updated><title type='text'>Emenda</title><content type='html'>Victor e eu alteramos as regras do jogo-desafio corrente (por meio deste, Cássia, esteja devidamente precatada):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lugar de, ao final de cada novo texto pertinente ao desafio, escrever-se uma nova proposta, é tido que seja lançada UMA nova proposta APENAS quando se houverem escrito DOIS textos, um relativo a cada desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplifico: já escrevi "O fim de uma era" e vou escrever aquele do sol que nasce mas não nasce, e somente uma proposta será encaminhada, ao final do segundo texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque notamos, eu e Victor, que, se a cada nova proposta surgissem dois textos, cada um com uma proposta diferente, a quantidade de textos aumentaria em progressão geométrica (se, obviamente, todos respondessem todas as propostas- o que não é compulsório, mas uma prerrogativa justa). No novo formato, a quantidade de textos a serem escritos manter-se-á a mesma, colaborando com os amiguinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mm. Isso aí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-6106073748110986150?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/6106073748110986150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=6106073748110986150&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6106073748110986150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/6106073748110986150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/11/emenda.html' title='Emenda'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-826269498776690632</id><published>2008-11-07T23:27:00.003-02:00</published><updated>2008-12-09T22:13:44.881-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Títulos'/><title type='text'>[Desafio] O fim de uma era</title><content type='html'>No tempo que a grama crescia, verde, ostentosa, grama, centímetro a centímetro, viu o mundo. Coisas aconteceram, pois não antes, com as mudanças se muito encantava ela, assim, verde, grama, discreta, silenciosa. Lá quando a família da piscina veio estava, pés de criança; da borracha, o cheiro, o látex. D'escola foi que não ouviu a festa que o adolescente fez, mas isso sim, banho de cerveja levou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou graça das loucas do casal do cachorro; tomou ojeriza do cocô fedido, fedido. Tão enfim não mais, era grama, verde, loura, coisa, grama. Que ainda não tudo, coisas maiores viu! Viu mudanças, viu mudanças. O novo presidente, há lá levado consigo. Revolucionou ele, fez ainda mexida, sutil tanto quanto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sussussuou e fralaralou dos ventos, aquilo, que ventos! Levou mais banho foi, na água. Presenciou e sofreu com a limpeza; uma lufa-lufa baratébria; bradaria. Só que é paciente. Ter final é grama, verde, grama, velha. Esqueceu a outra parte, nina, e agora só lhe restou correr o resto do tempo em trepa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um dia acabou a piscina e os pés e o látex e a cerveja e o casal e o cocô e o presidente e os ventos e a grama, a que o homem veio aparar e levantou percevejo. Acabou a grama, verde, garapa, dilacerada, grama, morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim de uma era. O fim da era da grama. Aliás, outras gramas, mais verdes, estão por vir. Mais verdes, mais grama, mais centímetros. Se lhes baste que a espera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proposta:&lt;br /&gt;(veja elucidação no post seguinte -- a proposta deste texto será a mesma que a do próximo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-826269498776690632?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/826269498776690632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=826269498776690632&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/826269498776690632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/826269498776690632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/11/desafio-o-fim-de-uma-era.html' title='[Desafio] O fim de uma era'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-1511732461219109814</id><published>2008-11-02T21:03:00.004-02:00</published><updated>2008-12-09T22:13:54.702-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Títulos'/><title type='text'>[Desafio] O motorista e a omelete</title><content type='html'>Mesmo que não fosse dos grandes chefs de cozinha franceses, ele arriscou fazer sua primeira refeição por conta própria, afinal ou assim era ou morreria de fome.&lt;br /&gt;Era seu primeiro dia sozinho em casa e até então tudo havia corrido bem, o que era bem lógico, pois acordara havia uns trinta e sete minutos. Como não morresse, tudo havia corrido bem. Ótimo.&lt;br /&gt;O recado na geladeira era tentador: "Querido filho, mamãe foi ao médico e volta tarde. Tem arroz na geladeira. Asse uns nuggets para você. Te amo!", mas ele buscava mais.&lt;br /&gt;O arroz, tudo bem, estava pronto. Mas como acompanhamento...&lt;br /&gt;Recusava-se a preparar aqueles frios empanados no forno elétrico, apesar de já ter feito isso uma boa dezena de vezes.&lt;br /&gt;Hoje era um dia especial. O dia da sua libertação, quando das suas mãos sairia o alimento necessário à sua vida. Épico!&lt;br /&gt;Metódico como um cientista, o menino de 13 anos colocou sobre a bancada tudo o que precisava para sua aventura culinária: ovos, presunto, colher de pau, queijo, prato, manteiga, sal, frigideira e coragem.&lt;br /&gt;Acender o fogão era simples: já havia visto a mãe fazê-lo várias vezes.&lt;br /&gt;Findo o desafio de controlar o fogo (já se sentia tão superior aos homens das cavernas, o menino!), copiou com cuidado a memória dos gestos da mãe.&lt;br /&gt;Nada havia de complicado. Precisou apenas pôr a manteiga na frigideira, colocar a frigideira no fogo, bater os ovos no prato (ai, que dor!), derramar com leveza os ovos batidos na frigideira, despejar um pouco de sal sobre os ovos batidos, esperar o ponto, virar a omelete e voilà! Estava pronto seu divino acompanhamento.&lt;br /&gt;O resultado, para o pequeno, fora tão delicioso que, apesar da pouca experiência em cozinha, já não se considerava um reles "piloto de fogão".&lt;br /&gt;Era um motorista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Proposta:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;O fim de uma era&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-1511732461219109814?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/1511732461219109814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=1511732461219109814&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1511732461219109814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1511732461219109814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/11/desafio-o-motorista-e-omelete_02.html' title='[Desafio] O motorista e a omelete'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-5848742209369432728</id><published>2008-11-02T19:45:00.005-02:00</published><updated>2008-12-09T22:14:23.368-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Títulos'/><title type='text'>[Desafio] O motorista e a omelete</title><content type='html'>- Amor...amor...eu ‘tô com um desejo..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odair trabalhava naquela casa havia alguns anos. Recentemente, com a gravidez da patroa cada vez mais perto do fim, recebia extra pra ficar de prontidão todas as noites, em caso de alguma emergência. Como a gestação vinha sendo tranqüila e nada tinha acontecido, o motorista geralmente passava as horas dormindo no quartinho ao lado da garagem. Assim, foram precisas três ligações para o rádio para que Odair quebrasse sua rotina e acordasse, dizendo um oi rápido e sobressaltado.&lt;br /&gt;- Odair...temos problemas.&lt;br /&gt;- Aconteceu alguma coisa com a Dona Martha, patrão?&lt;br /&gt;- Não exatamente, ela...ela..quer um omelete&lt;br /&gt;- Ahn...desculpa a indelicadeza, Seu Roger, mas o senhor não acha que pra isso era melhor ir pra cozinha?&lt;br /&gt;- Então, esse é o problema... Não tem ovo em casa- Odair ficou em silêncio, percebendo o que viria a seguir- Você se importaria de ir ao mercado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir ao mercado seria uma coisa simples e fácil, não fossem alguns detalhes.&lt;br /&gt;Naquela parte da cidade nada era perto a ponto de se poder ir a pé. Como se isso não fosse o suficiente, os ricos da região, como Seu Roger e Dona Martha, gostavam de ter suas mansões em lugares ainda mais longes e isolados. Em conseqüência, as compras da casa eram normalmente feitas por telefone, ou tinham um dia inteiro reservado para fazê-las.&lt;br /&gt;Comprar um ovo naquelas situações era uma tarefa quase hercúlea. Olhando para o relógio, Odair viu que eram 3 horas da manhã. De um domingo. Suspirou e ajustou sua armadura - uniforme completo com gravata, luva, sapatos lustrosos e quepe - e partiu rumo ao seu primeiro trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Odair encontrou um mercado 24 horas se sentiu muito sortudo. Tão sortudo que nem ligou para os olhares estranhos que recebeu dos funcionários, alguns deles quase dormindo recostados nas prateleiras. Terminou de depositar os ovos sobre o caixa e algo lhe ocorreu. Encostou o quepe no peito, pediu à caixa que esperasse e pegou o rádio.&lt;br /&gt;- E então, Odair, 'tá chegando?&lt;br /&gt;- Na verdade, não, 'tô no mercado ainda...mas é que..a patroa quer omelete de que?&lt;br /&gt;- Como assim, Odair?&lt;br /&gt;- Tem tudo que precisa na casa? Sabe como é né, senhor, omelete não se faz só de ovo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigiu muito mais rápido do que o recomendável - o pedido havia sido feito já há um tempo e ninguém queria uma criança nascendo com cara de ovo- e saiu do carro já passando um rádio para o chefe.&lt;br /&gt;- 'Tô chegando co'os ovos, patrão!!- silêncio e suspiro pesado do outro lado e Odair parando no meio das escadas&lt;br /&gt;- Que foi, Seu Roger? Dona Martha perdeu o desejo?&lt;br /&gt;- Não, não, antes fosse. É a Rosa, Odair. Eu esqueci que a Rosa tá na casa dela hoje.&lt;br /&gt;- ...e qual o problema nisso?&lt;br /&gt;- eu não sei cozinhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odair então se viu tirando o casaco e levantando as mangas, ligando o gás e arrumando as coisas na bancada. Olhou para tudo alguns minutos, viu a graça da situação e começou o segundo trabalho.&lt;br /&gt;Quebrou três ovos num prato e misturou bem a clara e a gema com um garfo (movimentos circulares, movimentos circulares, movimentos circulares). Colocou a frigideira na primeira boca do fogão, adicionou um pouquinho do óleo e depositou metade do conteúdo do prato e, em seguida, os complementos. Arrumou pra que ficasse o mais redondinho possível, esperou um pouco e virou. Esperou mais um pouco e tirou da panela, botando num prato limpo. Colocou mais óleo e a segunda metade do conteúdo do primeiro prato e fez tudo de novo.&lt;br /&gt;Sorriu para sua obra prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem cinco minutos de fogo aceso depois, Seu Roger abriu a porta do quarto e se deparou com um Odair impecavelmente uniformizado carregando uma bandeja de prata com dois omeletes, um copo de suco de uva e alguns dos docinhos do pote da cozinha. Sorriu para o motorista, que também mostrava os dentes, e pegou a bandeja de sua mão, murmurando um obrigada e anunciando a esposa que seu 'desejo' havia chegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odair estava cansado e já com a gravata frouxa quando recebeu o que esperava ser o último rádio da noite lhe comunicando que fazia 'o melhor omelete do mundo', nas palavras de uma grávida faminta.&lt;br /&gt;Olhou para a pia ainda desarrumada e sua barriga roncou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de fazer outra omelete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Proposta:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O belíssimo dia em que o sol se levantou e a manhã não nasceu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-5848742209369432728?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/5848742209369432728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=5848742209369432728&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5848742209369432728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5848742209369432728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/11/desafio-o-motorista-e-omelete.html' title='[Desafio] O motorista e a omelete'/><author><name>Cássia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18377352942230005095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YqjohmVM9X0/SbQMO3oOuqI/AAAAAAAAACs/RRMARAMvJfs/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-5000174724737231100</id><published>2008-11-01T12:44:00.003-02:00</published><updated>2008-11-01T13:02:23.036-02:00</updated><title type='text'>Não escreveu o título</title><content type='html'>Escreveu uma página em branco e acordou no dia seguinte. Não viu as roupas suadas largadas pelo chão do quarto, não tropeçou em nenhuma delas. Tomou banho, tomou café. Saiu de casa, entrou na van. Coisas da classe média. Esperou que ele chegasse, quis que se sentasse ao seu lado, onde sempre se sentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos não se encontraram. Suas mãos não tatearam o medo e o suor e os sonhos. Ele não falou que queria tê-lo, que queria amá-lo, que lhe queria, lhe queria demais. Ele não segurou em sua mão, não a acariciou com a sutileza da beleza da inércia juvenil, e ele não gostou de ter sua mão tão ternamente tocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se olharam de novo. Ele não lhe deu a página em branco que escrevera, ele não a leu e não fez silêncio, um silêncio plano e estático. Ele não fez uma cócega nos seus lábios com a pontinha dos dedos e não disse que queria beijá-lo. Ele não o beijou. Eles não se beijaram. Eles não se abraçaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram ao destino final. É aqui, é o último dia em que se veriam. Não deram uma última olhada, não deram um último beijo, ornado com um último suspiro de saudade antecipada. Levantaram-se e não se despediram. Nunca mais se viram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele nunca mais viveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título para o próximo texto: "O motorista e a omelete"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-5000174724737231100?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/5000174724737231100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=5000174724737231100&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5000174724737231100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5000174724737231100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/11/no-escreveu-o-ttulo.html' title='Não escreveu o título'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-1738610168443740436</id><published>2008-11-01T12:18:00.003-02:00</published><updated>2008-12-09T22:14:38.720-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio dos Títulos'/><title type='text'>Primeiro grande desafio</title><content type='html'>Num momento de inspiração, passou-me pela cabeça propor um pequeno desafio aos bravos blogueiros que resistiram e continuaram escrevendo aqui. Nada muito elaborado ou complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funcionará da seguinte forma, com as seguintes regras:&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;O blogueiro deverá sugerir um título para que o próximo postante possa desenvolver um texto (seja ele uma dissertação, um conto, uma crônica ou um poema) em cima da proposição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A proposta só poderá ser feita após um texto pertencente ao desafio, salvo o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) A postagem do texto será feita com a seguinte formatação:&lt;br /&gt;[Desafio] Título sugerido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Outros textos, fora do desafio, poderão ser postados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Limite de DOIS textos por título, seja ele da mesma pessoa ou de pessoas diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Aquele que postou a sugestão NÃO poderá se utilizar desta para participar do desafio.&lt;br /&gt;Talvez depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa verborréia, meus queridos :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-1738610168443740436?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1738610168443740436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1738610168443740436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/11/primeiro-grande-desafio.html' title='Primeiro grande desafio'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-5055090366124231221</id><published>2008-10-30T20:43:00.001-02:00</published><updated>2008-10-30T20:43:26.602-02:00</updated><title type='text'>No escuro</title><content type='html'>A primeira que coisa que se faz necessário dizer é que, aqui onde estou, onde quer que eu esteja, não há luz. Conseqüência: deve haver milhões de coisas a serem enxergadas, mas isso, no momento, é impossível. Apesar de não poder ver, não tenho vontade de andar por aí. Posso tanto estar num escritório vazio quanto numa sala de tortura, portanto não arrisco dar um só passo. Melhor continuar sentado no chão, que não me parece áspero o suficiente para machucar, mas também não é confortável.&lt;br /&gt;A idéia de ficar no chão nunca é confortável, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;É como se eu estivesse menor do que o mundo, menor do que tudo, menor do que eu mesmo.&lt;br /&gt;(O ser humano é mesmo uma máquina perfeita. Os meus olhos já se acostumam com o escuro e eu agradeço por senti-los ainda no mesmo lugar.).&lt;br /&gt;Ainda com um certo receio, tateio meu próprio corpo – a única coisa que, se tateada, não me trará surpresas desagradáveis – e descubro que ainda o tenho íntegro. Isso é bom.&lt;br /&gt;É bom não estar amarrado a nada, mas descobrir-se livre é melhor ainda.&lt;br /&gt;-Olá? –arrisco eu, na esperança de ser ouvido, mas só consigo perceber uma  voz a responder-me, um eco: “Olá”.&lt;br /&gt;Pela lógica, eu que sempre fui bom em usá-la a meu favor, descubro que estou num lugar relativamente pequeno. Pequeno o bastante para que eu me ouça: tanto em eco quanto em pensamento.&lt;br /&gt;Entretanto, a lógica falha quando ouço a mesma voz, uma segunda vez, perguntar-me:&lt;br /&gt;-Confortável?&lt;br /&gt;(Nos arquivos da minha memória, havia um pequeno catálogo sobre o que eu entendia por “eco”.&lt;br /&gt;Eco é uma reflexão de som, portanto, repetem exatamente o som que fora emitido e, sobretudo, apenas respondem. Os ecos, até onde sei, são incapazes de perguntar coisas. Não são do tipo que toma iniciativa.&lt;br /&gt;Frente a essa constatação, fiz o que qualquer alma boa faria numa situação de perigo.)&lt;br /&gt;Gelei.&lt;br /&gt;Apesar de um pouco amedrontado, consigo manter o bom humor de sempre:&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Que pena, Mário.&lt;br /&gt;-Quem é você?&lt;br /&gt;-Você sabe.&lt;br /&gt;-Não brinque.&lt;br /&gt;-Eu posso ser um assassino sanguinário coberto de sangue, posso ser uma mosca, um monstro, um mago, um médico, um matemático, uma mulher, um marciano, um mártir, um matador...Você ainda quer saber?&lt;br /&gt;-Quem é você?&lt;br /&gt;-Acenda a luz. Há uma corda acima da sua cabeça. Se não confia em mim, pode balançá-la e ouvir o barulho da lâmpada no metal. Mas esteja preparado para qualquer surpresa.&lt;br /&gt;-Você venceu.&lt;br /&gt;Eu, portanto, encontro-me dividido entre continuar o diálogo com esse ser incógnito ou enfrentar o medo de encarar o que eu, frente ao tom que o desconhecido apresentava, encarar de frente o que eu não gostaria.&lt;br /&gt;-O que você quer?&lt;br /&gt;-Ora, quantas perguntas! Conversar não basta?&lt;br /&gt;-Não vê que essa não é a melhor hora de fazer isso? Melhor me tirar daqui. Quero voltar para casa!&lt;br /&gt;-Por que não? Estamos sempre em casa, Mário.&lt;br /&gt;-Não quero conversar.&lt;br /&gt;-Respeito sua escolha. Mas te peço: não tema. Eu não vou te fazer mal. Seria loucura, suicídio, burrice.&lt;br /&gt;Quem quer que estivesse falando, calou-se.&lt;br /&gt;O silvo agudo do silêncio é mais desconfortável ainda quando não se sabe onde está, junto a alguém que não se sabe quem é.&lt;br /&gt;É tão grande o desconforto que encho-me de coragem, estico a mão direita para cima e, enfim, puxo a corda que, segundo meu cárcere, iluminaria tudo.&lt;br /&gt;Ele não mentira: uma luz amarela acende-se e posso enfim enxergar onde estou: uma versão modificada da minha própria sala de estar. A mesma, se lhe faltassem mobílias. Entretanto as janelas e portas estão fechadas e, pelo vidro, não vejo nada além de um breu denso.&lt;br /&gt;Os olhos, machucados pela luz repentina, começam a recuperar-se e, enfim, acostumam-se ao novo ambiente. Talvez seja difícil para eles aceitar que ali, onde agora há luz, seja o mesmo lugar de antes.&lt;br /&gt;Não vejo, contudo, o que realmente me levara a acender a tal lâmpada. Suponho que ele esteja atrás de mim, mas a coragem, que antes tive, se esconde e prefiro manter o cárcere apenas idealizado. Fizemos uma troca secreta: ele me mantém preso na sala, no mundo real e eu o mantenho preso fora da minha mente.&lt;br /&gt;-Tem medo de encarar a verdade?&lt;br /&gt;-Há certas coisas que são melhores incógnitas.&lt;br /&gt;-Sei bem como você se sente.&lt;br /&gt;-Não sabe.&lt;br /&gt;-Mais do que você imagina.&lt;br /&gt;-O que você quer de mim?&lt;br /&gt;-Eu já disse: apenas conversar.&lt;br /&gt;-Conversar sobre o quê?&lt;br /&gt;-Não sei, puxe um assunto.&lt;br /&gt;-Quero sair daqui.&lt;br /&gt;-Você é muito monótono, Mário.&lt;br /&gt;-Como você sabe meu nome?&lt;br /&gt;-É óbvio.&lt;br /&gt;-Porque?&lt;br /&gt;-Você é muito cheio de perguntas, mas eu sei como você se sente.&lt;br /&gt;Ele conseguira mudar meus sentimentos. O que antes era medo passou a ser irritação.&lt;br /&gt;Então, me viro e vejo que ele não era nada que eu não houvesse visto antes. Não era perigoso, mas me causa um desconforto imenso.&lt;br /&gt;Era eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-5055090366124231221?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/5055090366124231221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=5055090366124231221&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5055090366124231221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5055090366124231221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/10/no-escuro.html' title='No escuro'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-389272467940077803</id><published>2008-10-26T23:11:00.000-02:00</published><updated>2008-10-26T23:12:00.263-02:00</updated><title type='text'>Saída do Blog</title><content type='html'>Como pessoa que acredita na comunicação e esclarecimento público, venho aqui deixar registrado minha saída do Blog e seu respectivo motivo.&lt;br /&gt;Simples: não participo à meses, nem postando, nem comentando e, por fim, nem tendo o interesse para tal. Apaguei todas minhas postagens anteriores e meus recados. Esta é minha última postagem no Blog e fica à cargo de vocês deixá-la aberta ou não ao resto do público. Na minha opinião, seria esclarecedor.&lt;br /&gt;Desejo boa sorte à todos que continuam escrevendo no blog, Vicor, Pedro, Jéssyca e Cássia.&lt;br /&gt;Um abraço à todos,&lt;br /&gt;Daniel&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-389272467940077803?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/389272467940077803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=389272467940077803&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/389272467940077803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/389272467940077803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/10/sada-do-blog_26.html' title='Saída do Blog'/><author><name>Daniel Mendonça</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-7834411218955353821</id><published>2008-10-26T21:41:00.003-02:00</published><updated>2008-10-26T22:27:46.807-02:00</updated><title type='text'>Título é coisa de comunista</title><content type='html'>Tomado pelo "furor democrático", como descrevi meu entusiasmo eleitoral mais cedo a minha mãe, passei um domingo esperançoso em meio a uma atmosfera carregada de indefinição. Ainda sou menino (e não me contradigam!) e entendo tudo isso como inocência -- muito embora nós, jovens, muitos pela primeira vez fazendo parte desse maravilhoso processo eleitoral, minto, circo estapafúrdio, deixemos nossa naïvité natural fora de cogitação ao refletir sobre nossas emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflexões acessórias à parte, narro. Minha mãe, mulher nos seus quarenta, desencantada com o Brasil, nascida no caldeirão político que era o Brasil às vésperas da ditadura (veio ao mundo em 1963), todo domingo -- único dia da semana que passa em casa -- escuta um programa de rádio espírita em uma rádio AM, pontualmente às seis da tarde. Hoje não foi exceção, como haver-se-ia de esperar de um culto espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde às cinco e pouquinho montávamos um quebra-cabeças de mapa múndi, que acompanhou os fascículos dos Atlas National Geographic, com que ela tão afavelmente vem me presenteando e, às seis, desliguei a televisão, a seu pedido, e levei à sala seu guerreiro rádio de pilha branco encardido. Despedi-me da Globo News e mergulhei nos oceanos Pacífico Sul, Atlântico Sul e Índico, enquanto ansiosamente projetava em meus pensamentos sobre o que poderia estar, concretamente, ocorrendo no mundo das eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias vezes minha mãe tentou, em vão, me acalmar. Afinal de contas, levei todo esse processo eleitoral (leiam, se possível, aliás, a crônica que João Ubaldo Ribeiro no jornal O Globo) muito a sério, muito pessoalmente. Ouvi-a dizer que essa era a primeira vez em que escolhia um cadidato não por conveniência, como contingência, para impedir que outro, ainda mais insofrível, tomasse posse. Que era a primeira eleição em que se sentira votando em um candidato, e não contra outro. Et cetera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era injusto, pois, da minha parte, indignar-me. A primeira vez em que fui recebido com apatia por mesárias degostosas (de forma alguma as culpo -- e mais, temo o mau-humor que exibiria caso fosse recrutado para função tão ingrata) em um domingo desconfortavelmente quente foi para votar em um candidato em cujo potencial de mudança acreditava. Não que visse meu candidato como o libertador messiânico como muitos vêem seus escolhidos, deixemo-lo claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluímos o quebra-cabeças, pelejamos para encontrar a forma mais adequada, mais anti-empregada desastrada de guardá-lo (pensamos em emoldurá-lo, tão lindo que ficou). Liguei a televisão. Tão logo veio o choque: vi Lúcia Hippolito -- não, não ouvi, vi -- comentando a vitória parcial do candidato GI Joe, nosso tão amado político boneco, feito de um plástico indestrutível. Ainda dominado pelo "furor democrático", desabei em impropérios para gente que não podia me ouvir e que desconhecia minha existência. Desmoronei no desamparo que vejo habitar os semblantes dos mais experientes. Implodi em raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase "meu candidato não foi eleito" não é simplesmente alvitre da insatisfação -- claro, se GI Joe tivesse perdido, seus militantes também o lamentariam --, mas o apelido de uma construção metafísica que gosto de chamar de Mausoléu do Pensamento. Sim, amigos, o pensamento morreu. Tudo aquilo que minha mãe, já conformada com a mediocridade, sempre me disse sobre a mentalidade das pessoas, sobre como elas pensam a política (optei pela transitividade direta, se não se importarem), acabou por se revelar, para mim, agora, o alicerce do dito mausoléu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordarei, amanhã, sentindo na pele o ar quente do Rio de Janeiro que olhou a mudança nos olhos e fez-lhe do peito peneira. O Rio, amanhã, será Nathuram Godse, para mim. Mas antes que atirem pedras, retifico: a votação massiva de meu candidato implica, diretamente, uma mobilização. Não foi suficiente. E é precisamente a insuficiência que me açoda a gritar com a inocente televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto conformar-me com a mediocridade. Lembro-me da recontagem na Flórida que deu a vitória a Bush, o Pateta, e não a Al Gore, que dispensa comentários. Lembro-me de acontecimentos lamentáveis. Mas é como assalto. Você ouve falar e se incomoda. Você é assaltado é tomado por um tanatos indescritível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já fui assaltado. Hoje, em um sentido a mais. E o que levaram não se vende a varejo, como alianças políticas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-7834411218955353821?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/7834411218955353821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=7834411218955353821&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7834411218955353821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7834411218955353821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/10/ttulo-coisa-de-comunista.html' title='Título é coisa de comunista'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3238716881718550082</id><published>2008-10-23T01:54:00.003-02:00</published><updated>2008-10-23T02:05:34.076-02:00</updated><title type='text'>É o que acontece quando põe-se lápis e papel nas mãos de uma pessoa sem sono  (ou "O Banco")</title><content type='html'>Já fazia uns bons anos que ele, o banco, estava naquela praça. Fora cortado e manufaturado a partir de uma árvore sem graça, do meio do cerrado brasileiro, mas sua vida útil, por assim dizer, começara assim que o último parafuso fixara suas bases na praça em que ele estava - como já dito - havia uns bons anos.&lt;br /&gt;Desde quando surgiu, vira de tudo um pouco: casais apaixonados, bêbados, gente sem casa, animais, senhoras. Por ter tanto tempo de existência , dir-se-ia até que já fora mais do que um simples banco. Mesa, cama, ninho de amor, esconderijo, paraninfo, confidente, assento.&lt;br /&gt;Não era vivo, mas existia. Existia não porter consciência de si, mas porque era. Como algo tão terno e tão antigo poderia ser qualificado como inexistente?&lt;br /&gt;Mas não se preocupava em existir, inexistir ou deixar de existir. Continuava sendo. Inventava-se uma nova função sempre que possível. Descobria-se um novo objeto e isso era o suficiente.&lt;br /&gt;O tempo continuava lá, parado, e à medida que as pessoas e as coisas iam por ele passando e morrendo e nascendo, ele continuava na sua eterna multi-funcionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, o mundo acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ele, o banco, a mesa, o ninho de amor, o esconderijo, o paraninfo, o confidente, o assento, os casais apaixonados, os bêbados, a gente sem casa, os animais, as senhoras.&lt;br /&gt;E tudo isso tornou-se a evolução máxima do que pode ser: matéria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3238716881718550082?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3238716881718550082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3238716881718550082&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3238716881718550082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3238716881718550082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/10/o-que-acontece-quando-pe-se-lpis-e.html' title='É o que acontece quando põe-se lápis e papel nas mãos de uma pessoa sem sono  (ou &quot;O Banco&quot;)'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3834664424996498790</id><published>2008-10-19T02:11:00.000-02:00</published><updated>2008-10-19T02:12:37.700-02:00</updated><title type='text'>Anfiguri para o azul escuro bem escuro</title><content type='html'>É azul escuro bem escuro,&lt;br /&gt;quase negro,&lt;br /&gt;mas tão somente quase.&lt;br /&gt;Antes, o penúltimo nível.&lt;br /&gt;Tão negro que só se vê um brilho&lt;br /&gt;indefinível,&lt;br /&gt;pobre visível resíduo de luz&lt;br /&gt;que conduz ao refúgio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subterfúgio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um com o azul escuro bem escuro,&lt;br /&gt;no duro.&lt;br /&gt;Puro encantar indiferente,&lt;br /&gt;desafio dos, aos, nos meninos...&lt;br /&gt;Redondos, vítreos.&lt;br /&gt;O sinistro e o direito discutem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas Macondos há?&lt;br /&gt;Heim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galhos curvos&lt;br /&gt;refletem&lt;br /&gt;em&lt;br /&gt;rios turvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enganam-se.&lt;br /&gt;Rebelam-se,&lt;br /&gt;na parcialidade&lt;br /&gt;azul escuro bem escuro,&lt;br /&gt;na eternidade&lt;br /&gt;frouxa,&lt;br /&gt;na passividade&lt;br /&gt;louca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rouca&lt;br /&gt;está a voz dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chacoalhe, adicione uma colherada de&lt;br /&gt;suor, sonhos sadios, sábios sabiás súbitos, salgados&lt;br /&gt;cúbitos. (Quantos, oitocentos?)&lt;br /&gt;Careço súditos...&lt;br /&gt;(Vou vesti-los com cambraia&lt;br /&gt;azul escuro bem escuro.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço um anúncio.&lt;br /&gt;“— Precisos súditos”&lt;br /&gt;Ecoou, enjôo.&lt;br /&gt;Vôo, perdôo. Dá tudo na mesma.&lt;br /&gt;Afinal de contas, tem sempre os malditos corvos,&lt;br /&gt;azul escuro bem escuro,&lt;br /&gt;espreitando por aí nos nascimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esconderijos não faltam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que houve ontem?&lt;br /&gt;Ele ouve um homem?&lt;br /&gt;Comeu couve&lt;br /&gt;antes de o trem passar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa, logo, trem, que o céu vai ficar&lt;br /&gt;azul escuro bem escuro,&lt;br /&gt;cheiinho de sangue e velhice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não esquenta, guri.&lt;br /&gt;Azul escuro bem escuro&lt;br /&gt;é bonito. Eu gosto.&lt;br /&gt;Meu gosto.&lt;br /&gt;Isso posto,&lt;br /&gt;prato tosco,&lt;br /&gt;(risos) ele não é coxo.&lt;br /&gt;Brado: nem roxo!&lt;br /&gt;Nem roxo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São eles roxos, os rouxinóis?&lt;br /&gt;Assim como amarelos sãos sóis?&lt;br /&gt;Tu,&lt;br /&gt;pronome pessoal do caso reto da segunda pessoa do singular,&lt;br /&gt;sóis andar nas calçadas&lt;br /&gt;erradas,&lt;br /&gt;menino? Te cuida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, não há que nada;&lt;br /&gt;prostíbulo, préstito prostrado, prado preto em pranto,&lt;br /&gt;pronto, um prato pra princesa pregar.&lt;br /&gt;Produtos pragmáticos em pranto.&lt;br /&gt;Tudo em pranto.&lt;br /&gt;Profusão de pranto.&lt;br /&gt;Pranto.&lt;br /&gt;Em pranto.&lt;br /&gt;– Heim, Pranto?&lt;br /&gt;– Nada prático que preste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora deixe descansar.&lt;br /&gt;Em seguida leve ao forno, acento vinte graus, leste;&lt;br /&gt;vire destilado, revire sem beber. Círculo, seta.&lt;br /&gt;É, amigo, desce matando, desce morrendo, desce apodrecendo.&lt;br /&gt;Podre. Círculo, seta. Caneca&lt;br /&gt;sueca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choro na choupana de chapéu,&lt;br /&gt;achatado chuí chuá do chagrin descola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Jura?&lt;br /&gt;– Juros!&lt;br /&gt;Vai pagar com uma taxa altíssima.&lt;br /&gt;Qual o índice de corre, ação!&lt;br /&gt;Ela leu e disse que o meu futuro era&lt;br /&gt;azul escuro bem escuro.&lt;br /&gt;Juro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, que é isso?&lt;br /&gt;Azul escuro bem escuro&lt;br /&gt;no fundo bem no fundo&lt;br /&gt;é só uma cor como outra qualquer,&lt;br /&gt;argumentou a mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cócegas nas narinas nocivas. Nunca nasça,&lt;br /&gt;promete-me? Me promete? Prometo, amorzinho.&lt;br /&gt;Claro que prometo, já disse que prometo,&lt;br /&gt;e a cláusula?&lt;br /&gt;Não tem clausura? Tem cápsula ou casulo?&lt;br /&gt;Tem clavicórdio? Tem crápulas no conclave?&lt;br /&gt;Tem, sim, senhor.&lt;br /&gt;Troca um troço pra eu trazer uns trogloditas traficantes?&lt;br /&gt;Troca, tio, troca.&lt;br /&gt;Toca, trio, toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mendigo hoje me pediu um pão de queijo,&lt;br /&gt;(verdade verdadeira, hoje, três de outubro,&lt;br /&gt;dê,&lt;br /&gt;dois mil e oito,&lt;br /&gt;eu dei um pão de queijo a um mendigo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço bem?&lt;br /&gt;Outro bem?&lt;br /&gt;Ou também&lt;br /&gt;outro trem?&lt;br /&gt;Ouro vem!&lt;br /&gt;Ouro sem&lt;br /&gt;outro nem&lt;br /&gt;ostracismo da vida no racismo e no subúrbio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The suburbs, in Brazil, are for the ignorant, the poor.&lt;br /&gt;The suburbs are ghastly, awful places of doom. I hate them,&lt;br /&gt;I will move near the beach someday, I yearn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a gente esquecer às vezes como falar o português,&lt;br /&gt;e sorte que eu não. Poeta tem que saber escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia é arte, não é professor,&lt;br /&gt;não é promotor,&lt;br /&gt;não é profissão,&lt;br /&gt;não é procissão,&lt;br /&gt;não é percussão,&lt;br /&gt;não é persuasão,&lt;br /&gt;não é prolação,&lt;br /&gt;não é prótese,&lt;br /&gt;não é mesóclise,&lt;br /&gt;não é aférese,&lt;br /&gt;não é blastômero,&lt;br /&gt;não é pinacoteca,&lt;br /&gt;não é sinalefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu faço poesia,&lt;br /&gt;essa, assim, toda jogada,&lt;br /&gt;aluno da mariposa tosca,&lt;br /&gt;(risos) chamei sua mestra de mariposa, riam, pupilos,&lt;br /&gt;riam, caramba!,&lt;br /&gt;até você pode fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegue papel e caneta e escreva, escreva sem pensar.&lt;br /&gt;Sem pensar.&lt;br /&gt;Sem penar.&lt;br /&gt;Sem apelar.&lt;br /&gt;Escreve, escriba, que a escrita é escrava da escória!&lt;br /&gt;Na escola,&lt;br /&gt;na escuna,&lt;br /&gt;na escolha,&lt;br /&gt;no estande,&lt;br /&gt;na estante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, sempre que for fazer poesia,&lt;br /&gt;sempre mesmo,&lt;br /&gt;faça-a&lt;br /&gt;azul escuro bem escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;azul escuro bem escuro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3834664424996498790?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3834664424996498790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3834664424996498790&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3834664424996498790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3834664424996498790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/10/anfiguri-para-o-azul-escuro-bem-escuro.html' title='Anfiguri para o azul escuro bem escuro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3167431768490573087</id><published>2008-10-19T02:08:00.000-02:00</published><updated>2008-10-19T02:11:11.902-02:00</updated><title type='text'>Soneto dos Quinze Minutos</title><content type='html'>O amor é um embuste carcomido,&lt;br /&gt;Que digerido e podre e vão brinquedo,&lt;br /&gt;Não é que creófilo, tolo medo&lt;br /&gt;Da idiotia e do esperar já exaurido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eternidade rasa de veneno!&lt;br /&gt;Odioso alvo pranto, é anelo fundo...&lt;br /&gt;Choroso negro júbilo, é imundo...&lt;br /&gt;Crassa bondade do embasbaco pleno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mistifório onusto de penumbra,&lt;br /&gt;De que me advertiu sábio histrião:&lt;br /&gt;Hecatombe que a má esperança obumbra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor: inópia do espírito vão,&lt;br /&gt;Sincero badulaque que retumba,&lt;br /&gt;Última prova viva de estar são!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3167431768490573087?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3167431768490573087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3167431768490573087&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3167431768490573087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3167431768490573087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/10/soneto-dos-quinze-minutos.html' title='Soneto dos Quinze Minutos'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-4790676858163795961</id><published>2008-10-07T21:27:00.000-03:00</published><updated>2008-10-07T21:29:20.876-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Morreu, ninguém sabe ao certo quando ou como, largado e bêbedo num meio-fio qualquer.&lt;br /&gt;    Saiu de casa em uma quarta-feira para comemorar bebendo o feriado. Quando veio a sexta e ele não voltou, desataram a procurar por bares e conhecidos. Encontraram o corpo já de um dia, esperando ser reconhecido.&lt;br /&gt;    Verteram-se algumas lágrimas e começaram a preparar o enterro, limpando o corpo e vestindo-o com roupas de homem de bem. Gravaram palavras dúbias na lápide e flores foram jogadas no caixão, mas o funeral não durou o suficiente para verem a terra acabar de cobrir a sepultura.&lt;br /&gt;    Não deixou muito, apenas algumas posses e saudades naqueles poucos que ligavam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-4790676858163795961?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/4790676858163795961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=4790676858163795961&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/4790676858163795961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/4790676858163795961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/10/morreu-ningum-sabe-ao-certo-quando-ou.html' title=''/><author><name>Cássia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18377352942230005095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YqjohmVM9X0/SbQMO3oOuqI/AAAAAAAAACs/RRMARAMvJfs/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-5908879481703864872</id><published>2008-09-30T23:20:00.005-03:00</published><updated>2008-09-30T23:29:54.710-03:00</updated><title type='text'>Bobeirinha trivial</title><content type='html'>Eis que surge ele, brandindo dois báculos¹&lt;br /&gt;O mago branco, imune à passagem dos séculos&lt;br /&gt;Que, após um tempo, adquiriu hábitos ridículos&lt;br /&gt;E um belo dia, após ajeitar seus óculos&lt;br /&gt;Morreu, pois não havia palavra em -úculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹ Espécie de cajado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-5908879481703864872?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/5908879481703864872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=5908879481703864872&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5908879481703864872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5908879481703864872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/09/bobeirinha-trivial.html' title='Bobeirinha trivial'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8063248746913421446</id><published>2008-09-28T18:22:00.003-03:00</published><updated>2008-09-28T18:38:01.850-03:00</updated><title type='text'>Trechos de uma confissão</title><content type='html'>Tu és dono de mim, tu me possuis.&lt;br /&gt;Sou teu, integralmente. Teu pertence, teu objeto, tua coisa.&lt;br /&gt;Para sempre serei teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu és rei de mim, tu me governas.&lt;br /&gt;Sou teu, inabalavelmente. Teu súdito, teu vassalo, tua plebe.&lt;br /&gt;Para sempre serei teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu és corpo de mim, tu me constituis.&lt;br /&gt;Sou teu, indissociavelmente. Teu pó, teu ar, tua sombra.&lt;br /&gt;Para sempre serei teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, expectorar faz bem. Amor é feito catarro. E enamoro é feito pneumonia.&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8063248746913421446?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8063248746913421446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8063248746913421446&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8063248746913421446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8063248746913421446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/09/trechos-de-uma-confisso.html' title='Trechos de uma confissão'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-2102729633751054182</id><published>2008-09-28T18:04:00.002-03:00</published><updated>2008-09-28T18:13:22.017-03:00</updated><title type='text'>15 Minutos</title><content type='html'>Entendo hoje o que é eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eternidade não é o para sempre das crianças, nem o até que a morte nos separe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eternidade não é toda a experiência que se adquire antes que a vida diga "pare".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eternidade não é krishna, e não é hare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eternidade não é o amor incondicional dos deuses ou o ódio inabalável dos demônios internos das nossas ambições pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eternidade não é um verso num poema de Vinicius.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eternidade não é o impossível, o interminável, o indomável, o incomensurável, o inatingível, o intangível, o inacreditável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eternidade não é tudo, nem é nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eternidade são quinze minutos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-2102729633751054182?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/2102729633751054182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=2102729633751054182&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2102729633751054182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2102729633751054182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/09/15-minutos.html' title='15 Minutos'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-8944696260558424159</id><published>2008-08-31T21:16:00.000-03:00</published><updated>2008-08-31T21:18:26.138-03:00</updated><title type='text'>Ficção</title><content type='html'>1. Primeiro Contato, olhar, deslumbre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi como uma trovoada inesperada, num dia ensolarado, aquele olhar. Eles eram muito novos, os dois meninos, e não sabiam no que estavam se metendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi uma coisa tão magnética que não dava para não sentir. Dois pares de olhos ligados por um fio invisível de fascinação durante alguns segundos, tão mútuo, simultâneo, impossível de esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estende a mão. Não, não estende, não por enquanto. Fala alguma coisa, melhor não, melhor ficar de boca fechada. Aquilo ia durar para sempre, aquele momento, por mais momentâneo, aquele momento não ia acabar nunca. Não aquele sentimento, não aquela coisa, aquele quê indescritível do embasbaco. Seria um instante eterno, talhado para sempre na memória, nos olhos, nos corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, arrastados pelos pais, levados para longe do outro, sentiram a sensação se prolongar, como se ainda estivessem se observando inconseqüentemente, se estudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um shopping, onde eles estavam fazendo compras de natal. Era um dia quente, tomado pelo marasmo do mormaço, um daqueles dias em que o sofá, o sorvete, o ar condicionado tentam nos dissuadir de sair de casa. Há quem sucumba. Mas como os planos cósmicos nunca dão errado, os pais dos meninos são obstinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto iam por caminhos opostos, agora afastados por um préstito consumista, iam se consumindo de perguntas, de dúvidas, e, sobretudo, de uma sensação maravilhosa, diferente de tudo conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma espécie de gostar, misturado com querer, misturado com uma vontade danada de entender. Um sentimento de completo inacabado. A chave estava na fechadura, mas ainda não tinha sido virada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se encontraram durante o resto do dia, mas essa não era a última vez em que se viriam. O cosmos é mais sábio que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Segundo contato, palavras, medo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas em fevereiro do ano seguinte se enxergaram de novo. Enquanto isso, passaram por um período de quaresma emocional difícil de agüentar, uma saudade dos diabos do desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não apagaram das memórias os rostos um do outro, na velha esperança pueril de encontrar a bola de gude no matagal. E todo dia pensaram naquele instante permanente, no dia em que se tornaram imortais um para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era, novamente, um típico dia do verão carioca: abafado, insuportável. Estavam os dois na praia, com suas famílias. Quis o cosmos que suas barracas fossem vizinhas, e quis que se vissem. E se viram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando se viram se transportaram para outro lugar, talvez uma outra dimensão, ou qualquer coisa do gênero. Estavam isolados, alheios a tudo em volta. Novamente, veio um silêncio breve e eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oi”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oi”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto receio, minha sacra misericórdia... Olha o que a gente bota nas cabeças das crianças hoje em dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu me lembro de você”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É, eu também. No shopping”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É, no shopping”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu um passo à frente cada um. Vozes tímidas, pequeninas, numa imensidão de areia e gente e mar. Dava para sentir a tensão, o medo de errar, de falar besteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu sou Gabriel”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu sou Henrique”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Segundo contato, toque, medo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apertaram as mãos. Mas não foram só suas mãos a se tocar. Foi muito mais. Ficaram tanto tempo ali, um segurando a mão do outro, sem balançar, que devem ter-lhes chamado a atenção várias vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos anos tinham? Onze?, doze? Já estava na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Segundo contato, toque, júbilo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-8944696260558424159?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/8944696260558424159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=8944696260558424159&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8944696260558424159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/8944696260558424159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/08/fico_31.html' title='Ficção'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-2946141742413400167</id><published>2008-08-30T20:24:00.000-03:00</published><updated>2008-08-30T20:27:29.239-03:00</updated><title type='text'>Ficção</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Franklin Gothic Book&amp;quot;;"&gt;Não há nada melhor que ser egoísta: comer o sorvete todo sozinho e não ter que oferecer para ninguém é bom demais! Por isso fantasiamos sós... Quando neguinho começa a pôr o dedo nas nossas fantasias, nas nossas ficções, nas nossas pseudo-verdades, nas nossas pessoas tão ímpares, rapidamente brota um orgulho que não sabíamos existir. “Tira o dedo dele que ele é meu”. É como sua irmãzinha querendo mudar o cabelo do seu boneco de Lego.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Franklin Gothic Book&amp;quot;;"&gt;Por isso é tão bom escrever histórias de ficção. É como ter um oceano de Lego só pra você, esperando para ser montado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Franklin Gothic Book&amp;quot;;"&gt;Se o meu Lego te revoltar, lembre-se de que é só Lego, e simplesmente não brinque comigo. Vai ver se tem Playmobil, vai.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-2946141742413400167?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/2946141742413400167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=2946141742413400167&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2946141742413400167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2946141742413400167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/08/fico.html' title='Ficção'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-827086801855865326</id><published>2008-08-30T20:11:00.000-03:00</published><updated>2008-08-30T20:12:54.241-03:00</updated><title type='text'>Luta</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;Com a mesma desconfiança se encaravam, um no olho do outro, desafiadores, prepotentes. Não falavam a mesma língua, então não falavam, só rondavam, descrevendo um círculo de poeira e antecipação que umedecia o ar e secava as gargantas dos espectadores ansiosos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;A tensão era tão grande que cada passo mais ruidoso, cada respiro mais longo e cada olhar mais firme traziam uma cadeia de interjeições de assombro enquanto os combatentes apertavam com mais decisão as armas, preparavam a boca para pronunciar as palavras, cada um em seu idioma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;Era quase possível ouvir as folhas das árvores, tremendo de medo de fogo e de vento, sussurrando as últimas preces para seus espíritos superiores, que riam da impotência das súditas e da inevitabilidade da batalha iminente, mais próxima com cada milímetro que as sandálias de couro ousavam progredir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;E foi o estalido de uma fogueira na aldeia que desencadeou tudo. Um clique surdo, que soava como os ruídos dos discos pretos que traziam os ciganos em suas máquinas fantásticas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                                                                       &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;Em menos de um segundo, ambos tinham as armas em punho: um apontava no alto uma espada fina, tão leve que fazia a platéia se perguntar como a lâmina podia estar tão imóvel, refletindo um fio de luz preguiçoso que ofuscava as pessoas a um certo ângulo; o outro movia duas machadinhas que acompanhavam o ritmo estranhamente calmo de sua respiração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;Agora não mais andavam: estavam parados, esperando o sinal do vento para começar. O que fariam, exatamente, seria surpresa para todos, inclusive eles mesmos. Os mais experientes viam no brilho inconstante dos olhos do espadachim que flertava com um salto a meia altura. Se o adversário percebera ou não tal intenção era incerto, pois fora ensinado a não demonstrar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;O vento soprou mais forte e era esse o sinal. O homem que empunhava a espada fina deu um salto a meia altura, de modo que seus joelhos ficaram à altura do tórax do inimigo, que, habilmente, se esquivou, jogando as costas ao chão, apoiando-se com uma machadinha, erguendo a outra, cortando a brisa cegamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;Pronunciou meia dúzia de palavras na língua estrangeira e o vento era águia e cravou suas garras longas e inclementes na carne ingênua do espadachim precipitado, que gritou de dor ao sentir a gelidez do ciclone que embrulhava seu corpo impotente como um pacote sem vida, enchia seus pulmões com uma frieza inumana e fazia-o pender pateticamente no ar, para o desgosto da claque de aldeões que acompanhava a luta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;Em pouco tempo, a pele do derrotado tomou uma cor de azul acinzentado fúnebre, e qualquer um que prestasse atenção em seus lábios veria uma derradeira tentativa de fazer saltar do fogo qualquer coisa, mas a essa altura já não era possível mover a boca para formar palavras; o único som a sair foi um último e humilhado grito de dor e raiva, acompanhado de uma nuvem branca que fugia de sua boca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;Ainda apoiado em uma das machadinhas, o vencedor acompanhou a majestade grotesca da cena com os olhos semi-cerrados de um campeão principiante, não acostumado à vitória e às implicações mórbidas do júbilo sem sentido de pessoas sanguinárias, dispostas a parabenizar um estrangeiro se exibisse o espetáculo por que clamavam, mas com o tempo a glória de vencer obumbraria o absurdo da luta em si.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;Melado de suor e areia fina, levantou-se para receber os cumprimentos do público no mesmo instante em que um corpo cinza caiu no chão como uma pedra levantando uma névoa indiferente. Poucos pareceram se importar genuinamente com o homem, e apenas duas mulheres lhe deram alguma atenção. Uma delas chorava doentiamente, devia ser a mãe, e a outra tentava consolá-la, mas parecia ter mais apreço pela mulher desesperada que pelo combatente morto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;Dentro de seu vocabulário deficiente do idioma local, conseguiu esboçar diversos obrigados com um sotaque desengonçado. Uma criança empolgada ofereceu-lhe um bicho malacodermo, que se movia nervosamente entre os dedos superiores do menino, que não passava de seis anos. O gesto fez as pessoas repetirem insistentemente uma palavra ao homem, que nada compreendia. Fizeram um gesto, no entanto, inconfundível: apontaram para a boca enquanto mastigavam ar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;Apesar do asco que o animal lhe provocava, sentiu-se impelido a atender aos pedidos, uma vez que vencera uma luta na aldeia deles e precisava demonstrar bravura. Ele tomou na mão uma criatura surpreendentemente quente e esperadamente escorregadia e a colocou na boca com um movimento só. O gosto era bom, mas a textura fazia-o sentir as tripas se revirarem. Engoliu de uma vez o que quer que fosse, e sorriu orgulhoso para as crianças alegres e para os adultos satisfeitos com educação do forasteiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;Enquanto isso, uma terceira mulher, bem mais velha, se juntou às outras duas. Ela untou o corpo cinzento com uma espécie de malagma, que rapidamente fez sua pele reganhar a cor e a vivacidade. Como um autômato, nascia adulto, e tomava ciência do corpo e do ambiente. A mulher que antes chorava descontroladamente agora dava beijos alegres nas bochechas do homem, prostrado no chão. Assim que recobrou os sentidos, foi atingido por uma dor enorme, e agonizou na areia por um tempo. Levaram-no para dentro de uma cabana, e não se soube dele por dois dias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"&gt;Naquela noite, riram com a pantomima profissional dos ciganos por um preço justo, beberam e comeram, enquanto o derrotado agonizava no quarto, solitário, escuro, derrotado. Derrotado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-827086801855865326?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/827086801855865326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=827086801855865326&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/827086801855865326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/827086801855865326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/08/luta.html' title='Luta'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-1130092990492351844</id><published>2008-08-09T19:16:00.000-03:00</published><updated>2008-08-09T19:28:17.286-03:00</updated><title type='text'>sobre táxis</title><content type='html'>...em dias nublados como aquele observava. Como era esse o fato, via os táxis.&lt;br /&gt;Alguns, dizia pra sí, eram 'mostarda, e não amarelos' enquanto outros pareciam 'não ser cor-de-táxi o suficiente'.&lt;br /&gt;Talvez fosse impresão sua; efeito do dia cinza, que deixa tudo meio sem cor. Não se lembrava de ver isso nos dias de sol, em que tudo é tão claro e brilha tanto... E sua mente vagava e vagava, até que resolveu parar.&lt;br /&gt;Efeito do cinza ou não, continuava lá a espera de um táxi amarelo o suficiente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-1130092990492351844?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/1130092990492351844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=1130092990492351844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1130092990492351844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/1130092990492351844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/08/sobre-txis.html' title='sobre táxis'/><author><name>Cássia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18377352942230005095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_YqjohmVM9X0/SbQMO3oOuqI/AAAAAAAAACs/RRMARAMvJfs/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-2251886687469103430</id><published>2008-08-05T23:48:00.000-03:00</published><updated>2008-08-05T23:58:57.202-03:00</updated><title type='text'>Some com a televisão e diz-lhes a verdade sobre nós</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;Vem, aparece e vem,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Ser papilionáce&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;o&lt;br /&gt;E edênico. Eleva-me!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Entrega-me o silêncio,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Embriaga-te os sentidos...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Deixa-te ir, deixa-me vir&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Cobrir teu corpo de palavras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Úmidas e mornas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;De amores perdidos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;De sonhos umbrais,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;De viagens oníricas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;                &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;Tu, que habitas os magmas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Brotas de meus sintagmas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Trotas nos campos ápiros&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;De tormentas, de sátiros...&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Torna-me teu!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Diz-lhes quem sou...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;E porque venho...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-2251886687469103430?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/2251886687469103430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=2251886687469103430&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2251886687469103430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2251886687469103430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/08/some-com-televiso-e-diz-lhes-verdade.html' title='Some com a televisão e diz-lhes a verdade sobre nós'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-5535545845469735581</id><published>2008-08-04T10:10:00.000-03:00</published><updated>2008-08-04T10:12:27.151-03:00</updated><title type='text'>O caminho sem volta</title><content type='html'>“Eu estou sentindo uma clareza tão grande que me anula, como uma pessoa atual e comum” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então, havia sido um dia muito normal, sem nada que fugisse à paz e à tranqüilidade de sua vida. Conforme o planejado, tudo havia saído dos planos: ele tinha um luxurioso prazer em planejar muito bem o dia para simplesmente fugir ao roteiro pensado. Era um fora-da-lei de si mesmo, por assim dizer.&lt;br /&gt;Sendo assim, ao invés de ir ao banco pegar o dinheiro de que precisava, permitiu-se uma rápida visita à biblioteca pública local, apenas para efeito de curiosidade. Ele nunca lá havia estado e sempre planejava lá ir, o que, logicamente, nunca era cumprido, deixando-se sempre para mais tarde o passeio cultural pensado.&lt;br /&gt;O ambiente era do mais puro silêncio, apesar da grande quantidade de pessoas que ali estavam – digo grande quantidade porque, atualmente, qualquer número acima de quinze pessoas dentro de uma biblioteca é bastante. Ele deu voltas e voltas pelas prateleiras, pegou livros, julgou-os todos pela capa, devolveu-os às estantes. Estava lá pura e simplesmente para nada fazer, já que a idéia do dia era fazer muitas coisas.&lt;br /&gt;Até que um pequeno livreto o surpreendeu, localizado entre antologias poéticas de Schopenhauer e Augusto dos Anjos.&lt;br /&gt;E é bastante notável que o livro o tenha chamado a atenção, porque não havia qualquer atrativo em sua capa: um simples tomo azul-marinho com os dizeres impressos em letras miúdas ao canto inferior direito: “O caminho”.&lt;br /&gt;E, mais notável ainda foi o fato de Lúcio ter se decidido a sentar numa mesa qualquer e folhear o livro, já que dispunha de tempo livre – no qual, segundo seu roteiro do dia, estaria sendo ocupado por uma aula de yoga e dois tempos da faculdade, nessa ordem.&lt;br /&gt;Sentou-se e pôs-se a ler o livro com um certo esmero. Abriu-o pela primeira página à procura do autor, mas não encontrou nem notícia deste.&lt;br /&gt;Enveredou-se pela segunda, terceira, quarta, quinta página...Nada de autor ou qualquer informação sobre a publicação.&lt;br /&gt;Até que chegou à sexta página e, neste momento, foi tomado de súbita vontade de ler, de modo que nem lhe passava mais pela mente a idéia de largar o livro.&lt;br /&gt;Eis o conteúdo: a verdade.&lt;br /&gt;Naquele momento, exato momento do término do livreto, Lúcio havia se deparado com o caminho, a clareza, a razão de ser.&lt;br /&gt;É claro que, num primeiro momento, ele se sentiu deveras assustado com a grandiosidade do que vinha a ser a lucidez.&lt;br /&gt;Entretanto, seu susto não passou num segundo momento e muito menos num terceiro: a verdade havia lhe causado um grande choque.&lt;br /&gt;Pois, se isso era, de fato, o Fato, o que fazer com ele? O que fazer, agora que sabia do que sempre fora escondido a todas as outras existências? Contar-lhes a verdade, de início, pareceu-lhe uma boa saída, mas isso seria muito difícil, posto que ninguém o levaria a sério – quem ouviria alguém que simplesmente não consegue se encaixar num dia-a-dia sadio?&lt;br /&gt;Atordoado, saiu pelas ruas em busca de perguntas, porque as respostas contidas no volume de “O caminho” já lhe enchiam a cabeça o suficiente.&lt;br /&gt;Esquecer o que fora lido também não era solução, afinal, o conhecimento mostrava-se como sendo um caminho sem volta. Por mais que se esforçasse, a verdade, que tão facilmente fora absorvida, simplesmente não lhe deixava as sinapses nervosas e tomava de assalto todo e qualquer outro pensamento: ele já não conseguia pensar em outra coisa que não o Fato.&lt;br /&gt;Agora, não se tratava mais de um simples problema de separação do joio e do trigo. Ele precisava separar o álcool da água, o açúcar do leite, o amor do ódio.&lt;br /&gt;Pensamento e verdade haviam se fundido de tal maneira que era inútil sua vontade de esquecer: porque quanto mais se esquecia, mais lembrava.&lt;br /&gt;Por outro lado, se abandonar seu problema não era possível, impossível também era a convivência com essa clareza, que de nada lhe servia, mas que lhe assombrava de tal maneira com a qual era impossível de lidar.&lt;br /&gt;Lúcio, então, foi tomado de uma certa inveja dos transeuntes que passavam a seu lado, alheios da verdade e, portanto, do seu grande problema. Eles simplesmente ignoravam-na e, assim, viviam felizes no seu torpor diário, nos caminhos retilíneos das suas rotinas.&lt;br /&gt;Até que, por um breve e abençoado instante, ele foi quase atropelado por uma jovem de aspecto austero, que pedalava uma bicicleta com admirável leveza e tranqüilidade. Após uma gama de xingamentos, ambos seguiram seus caminhos, como se nunca tivessem se encontrado antes.&lt;br /&gt;Foi quando lhe veio pergunta crucial (afinal, como já foi dito, de respostas, Lúcio já estava pleno): seria morrer a solução? Se seu assombro de vida se encontrava no pensamento, na luz, não haveria solução mais racional que parar os pensamentos. E que maneira seria mais elegante e eficiente que a morte? Apesar de dolorosa, a suposta dor da morte não seria pior que a dificuldade em se viver com a verdade e com a inveja ácida dos que simplesmente conseguiam viver normalmente por ignorá-la.&lt;br /&gt;Lúcio até teria se matado, se houvesse se decidido por alguma forma de morte antes de passar em frente a uma birosca suja e mal iluminada, cujas únicas fontes de luz eram uma lâmpada fraca e uma televisão, na qual era exibido um jogo de futebol.&lt;br /&gt;Para sua sorte – e para que ele continuasse vivendo – enquanto ele passava pelo bar com a televisão sem notá-lo, Cecil Théodore, francês, marcava um gol pelo time local, sendo um causador de gritos vivazes. O que, abençoado seja o fato, lhe fez perceber a televisão e, conseqüentemente, distrair-se com ela.&lt;br /&gt;Ao término do jogo, Lúcio já não se lembrava tão bem do conteúdo do livro que, até agora, havia sido sua sina.&lt;br /&gt;Infelizmente, a felicidade do esquecimento durou pouco para o rapaz, que logo se viu de volta com a verdade na mente.&lt;br /&gt;Porém, a lucidez suprema lhe veio e, de súbito, ele compreendeu tudo o que era necessário para que o problema fosse resolvido sem que ele se sacrificasse para tanto.&lt;br /&gt;Tomou um ônibus para casa – sorte a dele, morar relativamente perto do local onde já se encontrava – e, ao chegar, atirou-se no sofá como quem necessita de um sopro de vida e ligou a tevê, agora exibindo um novo capítulo da novela das seis.&lt;br /&gt;E sobreviveu assim, nessa sobrevida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-5535545845469735581?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/5535545845469735581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=5535545845469735581&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5535545845469735581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5535545845469735581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/08/o-caminho-sem-volta.html' title='O caminho sem volta'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-7004796034661299772</id><published>2008-07-23T23:24:00.000-03:00</published><updated>2008-07-23T23:28:33.881-03:00</updated><title type='text'>Minha Esperança</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: georgia;"&gt;Era um salgado prometer raquítico,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Que nesse doce réquiem paraplégico&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Se revira na podridão letárgica,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Flébil, frágil e débil, panegírica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;                                                        &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Flores brancas zombam dos para-médicos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Que em franco desespero categórico,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Agitam nas mãos práticas narcóticos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Que lá brilham metódicos, robóticos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Quase mágicos, contos ortobióticos...&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Franklin Gothic Book&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Mas no fim, só os vermes...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-7004796034661299772?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/7004796034661299772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=7004796034661299772&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7004796034661299772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/7004796034661299772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/07/minha-esperana.html' title='Minha Esperança'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-3307691129652991822</id><published>2008-07-18T23:38:00.000-03:00</published><updated>2008-07-18T23:59:46.703-03:00</updated><title type='text'>Um Réquiem para Bonifácio</title><content type='html'>Só o prólogo, por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Era difícil crer que era verão, por causa do vento gelado, ingrato, que corava as bochechas do menino Max. Seus cambitos de apartamento chacoalhavam pelas ruas de uma cidade serena, limpa e cinza, uma tal de Salzburg, numa tal de Áustria. As pessoas eram loiras, bonitas, de olhos claros. Mas o dia não era bonito, não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bonifácio era o homem que Max conhecera havia três anos, no café onde esperava seu pai depois das aulas de violino. Era um homem com lá seus vinte e poucos anos. Magro, mas não raquítico. Tinha cabelos loiros e abundantes. Na primeira vez em que se encontraram, Bonifácio ofereceu ao menino, que tinha nove anos na época, um chocolate quente (era outono). Max, aflito, recusou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sempre lhe disseram que não aceitasse ofertas de estranhos. Porém, quando, no dia seguinte, Bonifácio persistiu, com um tom tão doce e insistente, Max acolheu o homem em sua mesa, e foi-lhe companhia durante um lanche silencioso, breve.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não era normal que homens de vinte anos saíssem por aí oferecendo chocolates a meninos de nove. Mas algo no rosto do homem, a barba por fazer, os óculos calmos, os olhos azuis, algo fez o pequeno Max se esquecer de todas as regras que lhe haviam ensinado sobre aceitar coisas de estranhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O dia seguinte foi um sábado, e eles não se encontraram. Na segunda-feira, Max encontrou Bonifácio de novo, e dessa vez até conversaram um pouco, sobre trivialidades, como escola, esportes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Era um cara engraçado, aquele Bonifácio, fazendo suas gracinhas acabou conquistando o pequeno Max, que, antes de perceber, tinha completado doze anos. Sempre, de segunda a sexta, depois das aulas de violino, encontrava o rapaz e conversava. Sempre, sem que fosse dito, sem que fosse advertido, ele soube que não deveria contar a ninguém, ninguém mesmo, sobre o jovem Bonifácio que encontrava no café.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois de três anos, já se conheciam bem. Max, por exemplo, já sabia que Bonifácio era órfão de pai (que morrera num acidente de carro antes de completar um ano), que morava numa área nobre da cidade, que cursava direito na universidade, mas pensava em largar para fazer jornalismo, que nunca tinha tido uma namorada de verdade mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Foi alguns meses depois de Max ter feito doze anos que Bonifácio morreu. Max não soube como, nem onde, nem quando, mas soube que morreu. Era estranho que um ritual tão cotidiano tivesse se tornado tão importante. Foi então que Max, se sentido bem mal pela morte do amigo mais velho, esqueceu-se do pai, que em pouco tempo viria buscá-lo, e pôs-se a andar nas ruas serenas, limpas e cinzas de Salzburg, no frio verão Austríaco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E começou a assobiar. Assobiou uma melodia ao acaso, enquanto errava no frio, e, em seu não-pensar confessou o que sentia numa bela música. Pensou em tocá-la no violino, mas sabia que não levava jeito para o violino. Muito embora seu professor o tenha dito a seus pais em algumas ocasiões, eles sempre insistiram. Desde os oito anos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Max queria parar com as lições de violino. Queria estudar geografia, as coisas dos países e das cidades sempre o fascinaram. Queria aprender esloveno, porque ouviu uma vez um imigrante falando e achou lindo, mas seus pais lhe negaram isso: tinha de ser violino. Para que aprender a tocar os instrumentos, se ouvi-los já tocados era muito mais prazeroso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E andava, assobiava, andava, assobiava. Um passo, uma nota, um passo, uma nota.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Passou por uma padaria. Deu-se conta de que já várias vezes passara por ela, e sempre sentira aquele mesmo cheirinho de croissant, de pão quente, mas que nunca comera nada dali. Contentou-se com o aroma e seguiu em frente, ou tanto faz a direção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E assobiava, andava, assobiava, andava. Uma nota, um passo, uma nota, um passo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E lhe perguntaram que melodia era aquela, tão bonita, tão suave:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um Réquiem para Bonifácio,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;respondeu, satisfeito.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-3307691129652991822?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/3307691129652991822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=3307691129652991822&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3307691129652991822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/3307691129652991822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/07/um-rquiem-para-bonifcio.html' title='Um Réquiem para Bonifácio'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-5143863629730084758</id><published>2008-07-18T23:31:00.000-03:00</published><updated>2008-07-18T23:32:53.212-03:00</updated><title type='text'>A mediana</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“A minha vida, eu preciso mudar, todo o dia, para escapar da rotina dos meus desejos por seus beijos”&lt;br /&gt;(Nasi)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcia gabava-se de uma qualidade sua que punha atrás de nuvens todas as outras: seu equilíbrio. Tratava-se uma moça bastante centrada, categórica e sistemática. Um exemplo de pessoa para o desenvolvimento do capital, podia-se dizer, posto que sua rotina era de causar inveja mesmo aos mais metódicos idosos da região.&lt;br /&gt;Era de acordar sempre às seis da manhã, sem o auxílio de qualquer aparato sonoro. Confiava seu despertar puramente a seu relógio biológico, que até então nunca havia falhado e, supunha-se, nunca falharia. Acordava, preparava o café da mesma marca de sempre comprado no mesmo mercadinho de sempre. É importante ressaltar, entretanto, que ela nunca admitira ser o café o elemento crucial para a manutenção do seu bem estar e dos seus olhos abertos durante o dia. Para ela, o grão nada mais era que um simples abridor de apetites, um pequeno luxo meio-amargo para comemorar a vitória de ter tido mais um dia e uma noite bem-sucedidos. Lúcia era muito bem-agradecida pelo simples fato de estar viva, fato admirável e exemplar que não se podia negar.&lt;br /&gt;De café tomado, punha-se a caminhar – incrivelmente sempre com a mesma velocidade – para a banca de jornal, na qual comprava o mesmo jornal. Era realmente uma pena que as notícias não eram as mesmas de sempre. Que injustiça o mundo mudar!&lt;br /&gt;E enquanto o mundo girava em torno de si mesmo, ela caminhava em círculos na estrada da vida.&lt;br /&gt;Ao retornar, lia uma ou duas páginas (sempre essa mesma quantidade) e, insatisfeita com as notícias locais, vestia o mesmo terninho, apanhava sua bicicleta e pedalava seu caminho para o trabalho.&lt;br /&gt;Lá, passava boa parte do dia a carimbar papéis, os quais, infelizmente, não eram do mesmo conteúdo do dia anterior. Quão amável era ver o trabalho mecânico de Lúcia, umedecendo seu carimbo estimado na tinta e, como quem descarrega toda a raiva, premendo-o contra os papéis que lhe eram destinados, com a incumbência de que fossem devidamente marcados.&lt;br /&gt;De volta ao lar, tirava seus sapatos – adquiridos desde que seus pés, gloriosos pés, cessaram de crescer – e os engraxava com todo o esmero possível, como a cuidar de uma jóia rara. De fato, faz-se necessário admitir que, no pequeno mundinho de lucidez e equilíbrio da moça, os sapatos eram cruciais para a manutenção da sua rotina. Quem mais levaria pés tão gloriosos para a labuta diária, protegendo-os dos eventuais percalços do caminho? Nada havia de melhor no mundo que seus sapatos, exceto, talvez, o café, aquele prêmio merecido por mais um estágio galgado na dificuldade que era a vida.&lt;br /&gt;Mesmo que o cenário fosse sempre o mesmo, os personagens do jogo da vida eram constantemente trocados – eis mais uma injustiça do mundo, que insistia em girar e armar uma grande conspiração contra a moça – e isso bastava para que a dificuldade desse jogo aumentasse. Um dia, por exemplo, teve de desviar de um transeunte desavisado da importância do mesmo caminho percorrido pela bicicleta de Lúcia. Quem, no mundo, Deus, haveria de atrapalhá-la no percurso sacro de todo dia? Devia ser uma conspiração internacional, organizada especificamente para atrapalhá-la e, portanto, ela merecia um prêmio por sobreviver a tais mudanças bruscas nos seus hábitos. E ei-lo: o café preparado às sete e quinze da manhã de todo o dia.&lt;br /&gt;Relaxada em casa, punha-se a cozinhar o mesmo cardápio nutritivo, este cuidadosamente calculado em função da perda de nutrientes sofrida pelo organismo no dia-a-dia.&lt;br /&gt;Satisfeita, tomava um banho não muito demorado – cujo tempo de duração era de exatos oito minutos, medidos cautelosamente pelo seu relógio biológico, o mesmo infalível que nunca a deixava de acordar – e atirava-se na cama.&lt;br /&gt;Tudo por ela feito o era em incondicional desencadeamento de fatos, sem que houvesse tempo para questionamentos acerca da mediocridade de sua vida.&lt;br /&gt;Porém, num fatídico dia, a perfeita ordem do mundo de Lúcia foi abalada.&lt;br /&gt;Em meio a uma pequena crise financeira (que ocorrera pela incapacidade de Lucia de pegar uma quantia diferente de dinheiro, malgrado a inflação ou reajustes de preços quaisquer), Lucia pedalava pela calçada de uma rua de poucos passantes quando, de súbito, avistou uma nota reluzente de cinqüenta reais no chão, como que sorrindo para ela.&lt;br /&gt;Começava, então, o inferno da dúvida de Lúcia Cecília.&lt;br /&gt;Dividida entre pegar o capital e deixá-lo lá, ela cometeu o primeiro e último grande erro de sua vida: parar de pedalar. Olhou para os lados, para cima, para a cédula, para todos os cantos: ninguém passava no momento.&lt;br /&gt;Mas qualquer mudança no seu padrão econômico implicava numa mudança na perfeição de sua rotina, que por sua vez, implicava na morte.&lt;br /&gt;Venceu, como sempre (e isso já não é hábito descontrolado apenas de Lúcia), seu lado capitalista-burguês. Cega pela avidez de apanhar o capital, a jovem não notou que um carro vinha em sua direção e, concomitantemente à colocação do dinheiro no bolso, houve um choque.&lt;br /&gt;Acabava-se, pois, a glória da vida mediana de Lúcia.&lt;br /&gt;Pobre moça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-5143863629730084758?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/5143863629730084758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=5143863629730084758&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5143863629730084758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/5143863629730084758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/07/mediana.html' title='A mediana'/><author><name>Victor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11309630356309073029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_fMF6aNCDR2Q/R7Y0Cc0-duI/AAAAAAAAAAM/BCyhWsv2hkc/S220/S6300849.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3515134516476100831.post-2120935037709626759</id><published>2008-06-22T20:30:00.000-03:00</published><updated>2008-06-22T20:54:07.073-03:00</updated><title type='text'>nada de título</title><content type='html'>A história exige o pretérito. Às vezes, o imperfeito é perfeito, mas o perfeito também tem lá suas ocasiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria eu é viver uma história que carecesse o futuro, o presente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero viver no infinitivo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3515134516476100831-2120935037709626759?l=ideiafrivola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/feeds/2120935037709626759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3515134516476100831&amp;postID=2120935037709626759&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2120935037709626759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3515134516476100831/posts/default/2120935037709626759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiafrivola.blogspot.com/2008/06/nada-de-ttulo.html' title='nada de título'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01543302912900774760</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kR2kWCmL5sQ/SfR3QMFdQdI/AAAAAAAAACE/RRlGQSnZ69g/S220/foto+92+blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
